segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Nº. 6276 - Portal Comunalista 9/XI/2020

 1. A alternativa ao termo social cidadão - aquele que vive nas grandes urbes - é, sem dúvida, o campesino, este vinculado à lavoura ou à sua horta, como modo de vida.

2. Como é óbvio, o número de profissões na cidade, alguns séculos atrás, era superior ao amanho da terra, resumindo-se este ao ferrador e ao artífice de artigos básicos locais.

3. A Revolução Industrial, exigindo uma mão-de-obra barata para fazer face à competição, aliciou largo número de assalariados dado que a uma remuneração certa (embora de tendência decrescente pelo aumento da disponibilidade) prometia ser menos penoso que o amanho agrícola.

4. Embora o súbdito da coroa (sendo a coroa o símbolo do espaço geográfico de residência optativa) ficasse vinculado a um soberano, normalmente hereditário e vitalício, o processo revolucionário orientou-se para uma sociedade aclassista.

5. Todavia, a acentuada indisciplina abriu a porta a um autoritarismo de oportunistas que elegeram o terceiro estado feudal, isto é, o povo como possível soberano, vinculando este a regras eleitorais subordinadas ao interesse de minorias, alegadamente democráticas.

6. Ora tal trapalhice só era possível através de actos eleitorais em que o sectarismo predomine e os corifeus arregimentem os seus apaniguados, ambos fazendo parte do jogo dos capitalistas sem rosto que apenas curam dos seus interesses.

7. Claro que a paródia democrática - tanto na versão liberal, como na socialista - será prontamente erradicada pelo anarco-comunalismo monárquico, logo que o progresso da produção industrial e a desburocratização da administração pública, ambas electrónicas, se consolidem.

Nau


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