LIBERDADE
De tombo em tombo, a rastejar na lama,
Manietada na ideia e de alma baça,
A humanidade vive, geme e passa,
Como se o mundo ardesse em rubra chama!...
Clama justiça... e a dor bem alto clama...
Chora a miséria, nua em plena praça...
E no fim, como Jesus, à negra taça
Da amargura põe termo neste drama...
E o povo? É o triste e humílimo Messias,
Acorrentado à lei da iniquidade,
Sem revolta, nem queixa às judiarias!
Com ele aos ombros, com serenidade,
Leva ao calvário a cruz, em nossos dias,
Onde expira brandando Liberdade!...
Constantino Pacheco
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