1. Preconizando uns, a iniciativa privada, outros a burocratização administrativa, ambos (candidamente!) assentam os seus arraiais na figura do Estado, este tido como nação politicamente organizada.
2. A iniciativa privada, propondo a não intervenção estatal na economia, embora fazendo branda oposição às leis ou aos bons costumes que favoreçam os seus interesses, aposta numa minoria dominante constituída por indivíduos alegadamente mais aptos.
3. Claro que a habilidade natural ou resultante do acaso - herança paterna; bens aleatoriamente adquiridos; lances arrojados; apadrinhamentos ocasionais, etc. - equilibram um indivíduo ou agrava grupos de indivíduos através do numerário acumulado.
4. Supor que a ocupação em alguma obra (exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa) é rentável, não passa de doutrina filosófica ou religiosa, avaliando o mundo dos nossos dias como o melhor dos mundos possíveis.
5. O avanço tecnológico - tanto no sector administrativo como no campo da produção industrial - é imparável, libertando o homem do ónus da causa pública, bem como do conjunto de coisas essenciais para sustentar a vida no planeta Terra.
6. Quer o liberalismo que combate a intervenção dos poderes públicos nos assuntos económicos ou nas versões sectárias; quer o socialismo que impõe um centralismo burocrático nas hipóteses nacionais (nazismo), ou na versão piramidal (comunismo), ambas são o recurso possível da burguesia republicana dominante.
7. O anarco-comunalismo pela via cooperativista diligenciará pelo fim do liberalismo capitalista, bem como do socialismo faz de conta, ambos há muito tempo já fora de prazo.
Nau