quarta-feira, 22 de julho de 2020
Nº. 6166 - Real Anarco-Comunalismo 22/7/2020
1. O anarco-comunalismo aqui defendido nada tem a ver com o comunalismo supostamente libertário, baseado numa unidade administrativa dos sectários comunistas.
2. Embora alegadamente defendam um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada, a doutrina dos marxistas resume-se à ditadura do proletariado.
3. Ora a forma de governo em que o poder público é detido por uma pessoa ou grupo, identificando o interesse particular com os de toda a comunidade, normalmente descamba na supressão da divisão dos poderes executivos, legislativos e sociais, bem como na suspensão dos direitos de expressão, reunião e associação.
4. Segundo a teoria marxista-leninista, a ditadura do proletariado daria azo à derrocada do sistema capitalista, consolidando o processo revolucionário do socialismo, na alegada fase de transição para a sociedade comunista.
5. Todavia, para os anarco-comunalistas monárquicos, tanto a centralização burocrática socialista, como o regime piramidal comunista, encontram-se ambos ultrapassados pelo avanço tecnológico, tal como a ideologia liberal que inicialmente propunha a não intervenção estatal na economia.
6. O real anarco-comunalismo, perante a administração pública e a produção industrial de progressiva feição electrónica, aposta na multiplicação das unidades cooperativas através das quais a autogestão e o apolicismo se tornam prática corrente.
7. Garantindo a subsistência da população ao nível do planeta Terra através do avanço tecnológico em curso, os espaços geográficos tradicionais manter-se-ão tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, dispensando sectarismos obsoletos.
Nau
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