quarta-feira, 15 de julho de 2020

Nº. 6159 - Real Anarco-Comunalismo 15/7/2020


1. Poucos são aqueles que ainda têm dúvidas acerca do Estado ser uma organização política ao serviço da burguesia republicana dominante.

2. Os que sonham ser contemplados com prémios de euromilhões para os quais esporadicamente se habilitaram, veem o Estado como o garante de bens patrimoniais, da ordem jurídica e direito público internacionalmente reconhecido.

3. Todavia, o que importa é o valor, isto é, a importância que se põe a render juros, no sistema económico que controla os meios de produção disponibilizados em mercados onde tudo se vende e compra como simples mercadoria.

4. A permuta de objectos, de produtos e troca de valor por outros valores de interesse comum, sempre se praticou, agilizando-se a transacção com a circulação de moeda (disco metálico ou célula legal) fiduciária.

5. Progressivamente, os valores convencionados serão reduzidos à expressão mais simples, entesourados como amostras museológicas dado que a administração pública e a produção industrial serão de crescente tendência electrónica.

6. Voltamos ao comunalismo dos tempos idos, mas sem distinções de classe (clero, nobreza e povo) uma vez que o ser humano sempre foi igual e sempre diferente, sobretudo quando a competição doentia sobreleva a cooperação salutar.

7. O anarco-comunalismo é irreversível, abrindo o caminho para o regresso do soberano consensual, hereditário e vitalício, no crepúsculo da partidocracia. 

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário