domingo, 19 de julho de 2020
Nº. 6163 - Psyche 19/7/2020
1. O sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada assenta numa estrutura piramidal em que, entre a base e o vértice, várias plataformas subsistem.
2. Sem tirar nem pôr, a ditadura do proletariado enferma pelo facto de uma minoria, tal como acontece nas alegadas democracias da burguesia republicana dominante, concentrarem todos os poderes políticos.
3. Por outro lado, o proletário era, na Roma Antiga, a designação da classe social mais carenciada, sem terreno para arrotear, mas generosa prole, isto é, filhos que, como alternativa à mendicidade, exerciam as actividades mais árduas e/ou engrossavam as fileiras do exército.
4. Ainda hoje, a força armada tem a seu cargo a defesa dos poderes constituídos, da lei e da ordem, com base numa hierarquia castrense que não dispensa o grosso militar recrutado sem qualquer graduação, adequado para a limpeza de botas dos quadros superiores e as formaturas de tropas.
5. Estando o nome colectivo povo generalizado a todos os indivíduos do mesmo país, forçoso era encontrar uma designação chocante que, atribuída aos sindicatos envolvidos na luta pela emancipação da classe operária, se declarasse apolicista e realizasse a ponte entre patões e operários, na óptica anarquista.
6. Prontamente os adeptos do centralismo burocrático tomaram de assalto os princípios da doutrina e movimento anarquista, isto é, do anarco-sindicalismo, que passou a ser tutelado pela esquerda bolchevista.
7. Claro que os anarco-comunalistas de inspiração monárquica optaram pela autogestão e o mutualismo, rumo a uma comunidade de fundamento cooperativista.
Nau
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