terça-feira, 26 de maio de 2020

Nº. 6109 - Doutrina Cooperativista 26/5/2020


1. O anarquismo, doutrina político-social destruidora da autoridade, defendendo a aptidão de o homem agir por seu livre arbítrio, mas de modo responsável, é o ‘leitmotiv’ existencial.

2. Pretendendo dirimir o antagonismo de interesses estimulados por uma  competição doentia e assentando a comunidade sobre o auxílio mútuo, sem categorias hierárquicas, cooperar é agir ao mesmo tempo, e para o mesmo fim.

3. Logo, o comunalismo robustece-se através da multiplicação das unidades cooperativas, sendo estas "associações autónomas de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades comuns, económicas, sociais e culturais.

4. A importância das unidades cooperativas reside, sobretudo, na prestação de assistência técnica, educacional e social às pessoas associadas à volta de uma távola redonda onde amesendam para assumir as responsabilidades de aprazimento comum.

5. Embora a burguesia republicana dominante tenha procurado estabelecer um quadro legal para as unidades cooperativas, certo é este ter por base o assertivo das regras de Rochdale, de fundamento anarquista.

6. Sem dúvida que é a progressiva administração pública digital e a automação das unidades relativas à transformação de matérias-primas em bens intermédios ou finais prover, a curto prazo, a subsistência humana.

7. O anarco-comunalismo, rejeitando o sistema autoritário no espaço geográfico de existência tradicional e residência optativa, tem por fundamento a cooperação e a solidariedade monárquica consubstanciada no poder público, jamais no Estado.

Nau

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