terça-feira, 19 de maio de 2020

Nº. 6102 - Doutrina Cooperativista 19/5/2020


1. Há quem confunda comunalismo (espaço geográfico de agregado tradicional) com a doutrina política comunista, esta confinada a um partido piramidal em que é pouco salutar os níveis inferiores discordarem com o vértice.

2. Baseada na doutrina de Marx e Engels, o fim da luta de classes passaria pela ditadura da burguesia republicana dominante que, em nome dos trabalhadores, edificaria uma sociedade em que cada indivíduo contribuiria "segundo as suas capacidades" recebendo "segundo as suas necessidades".

3. A doutrina comunista apenas satisfaz aqueles que apostam no jogo em que a certo número de filiados são distribuídas prebendas por indivíduos dos níveis superiores da pirâmide que, obviamente, apenas seleccionam afilhados por conveniência pessoal.

4. Vezes sem conta, temos chamado a atenção para o facto dos teóricos do comunismo não pretenderem a destruição do Estado (reduto da burguesia republicana dominante), mas a consolidação deste de modo a satisfazerem a almejada fome de poderio.

5. Logo, o anarco-comunismo é bundo castiço porquanto, em vez de desprezar o autoritarismo, se apoia neste despoticamente, não admitindo contradições, travestido em defensor da liberdade total do ser humano.

6. O progresso da administração pública digital e a incontornável automatização da produção e distribuição da riqueza permitirá assegurar ao homem a adequada subsistência dando-lhe plena oportunidade para se dedicar às artes, ciência e outras actividades do seu interesse.

7. Nós, anarco-comunalistas monárquicos, defendemos a liberdade total do indivíduo; a aniquilação do Estado, reduto da burguesia republicana dominante; a multiplicação das unidades cooperativas, fundamento do comunalismo; a figura consensual do rei, de modo a obviar o sectarismo espúrio.

Nau

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