sexta-feira, 10 de abril de 2020
Nº. 6064 - Fim de Semana 15 11/4/2020
1. A pandemia que afecta vários países e continentes prolonga-se indefinidamente. A provável imunização só terá lugar em prazo nunca inferior a doze meses; os alardes laboratoriais são devidos a mera competição de investigadores.
2. Somos anarquistas. O Estado, reduto da burguesia republicana dominante, autofagicamente se esvanece em guerras de Alecrim e Manjerona. O fim da plutocracia e do sectarismo doentio avizinha-se compassadamente.
3. Adesão voluntária sem obediências sectárias; gestão das actividades pelos associados; participação económica: quotização e eventual disposição de verbas, sem fim lucrativo; autonomia, i.e., segundo regras consuetudinárias; educação, formação e informação contínua dos e para os associados; cooperação regular entre as diferentes cooperativas; vinculação harmoniosa na comunidade onde se encontram inseridos.
4. Governado pelo dinheiro próprio ou delegado, o capital em trânsito resulta de valores fungíveis acumulados, mormente destinados à produção de novos valores que, em tempo de incerteza, de guerra ou pandemia se arruínam clamorosamente.
5. Como é óbvio, os limitados ricos serão sempre ricos(?); os pobres, mais numerosos, de lamentável igualha - ambos carne de canhão para os sistemas orientados para o lucro - são meros pretextos políticos nas mãos sectárias da burguesia republicana dominante.
6. "Breve: Tudo é tão breve neste espaço de tempo; tudo é tão fugaz! E nem um lamento, um sinal de paz! Tudo tão leve como o instante em que se crê tudo ser capaz!". Matias José dixit.
7. A produção industrial automática e a subsistência individual assegurada de acordo com as necessidades próprias, a par de uma administração pública digital, respondem às exigências anarco-comunalistas.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário