1. A Anarquia pressupõe a liberdade integral do homem e o fim da propriedade privada, fundamentado no conceito cooperativista em que os associados procuram satisfazer as necessidades próprias, mantendo os bens considerados pessoais.
2. Sendo a cooperativa uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, sem fins lucrativos, as suas actividades vão desde o sector agrícola à solidariedade social - autogestionária e autossuficiente.
3. O fim do Estado, reduto da burguesia republicana dominante, impede de modo absoluto tanto o espírito de classe como o regimento partidário, dado que o homem é um ser animado racional capaz de fazer pela vida.
4. Logo, o que importa é o desenvolvimento físico e intelectual contínuo baseado na troca ou discussão de ideias, de opiniões, de conceitos, com vista à solução de problemas, ao entendimento e boa harmonia.
5. O avanço tecnológico e a mundialização em curso, progressivamente, automatizará a produção industrial, bem como a administração pública digitalizada, ambos essenciais para libertar o homem das actividades relativas à subsistência própria.
6. Claro que a liberdade e a responsabilidade são o apanágio do anarco-comunalismo uma vez que o homem, sendo um animal gregário, procura fixar-se no espaço geográfico em que, desde que viu a luz do dia, se acomodou.
7. Sem dúvida que o anarco-comunalismo, erradicando os sectarismos espúrios do capitalismo, terá por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, como referência da comunidade.
Nau
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