quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Nº. 5888 - RAC


1. Aqui já celebrámos a fumaça da democracia, em prosa e em verso, intoxicados por mestres que lutaram sistematicamente contra o penoso autoritarismo estatal.

2. Durante mais de 40 anos este rectângulo ibérico à beira Atlântico plantado foi subjugado por um nacionalismo erroneamente tido por fascista (unitário) em vez de, com toda a propriedade, ser classificado como nazismo.

3. Claro que o nacional-socialismo (nazismo) é uma das facetas da burguesia republicana dominante que vai mudando de máscara de acordo com as suas conveniências, embora seja tão-somente uma minoria plutocrática.

4. Abre-se aqui um parêntesis para sublinhar que, de facto, o socialismo alegadamente lutando em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária da riqueza, apenas mascara a dita burguesia.

5. Como é óbvio, as minorias capricham sempre em tomar as rédeas da política para usufruto próprio, i.e., ora guindados para uma timocracia de tradição liberal, ora para um centralismo burocrático de estruturação capitalista.

6. O anarquismo é uma doutrina político-social destruídora tanto dos paraísos liberais, como dos socialistas, pugnando pela multiplicação das unidades cooperativas onde a maioria exercita a tomada de decisões, aguardando a administração pública digitalizada que possibilitará a distribuição global da riqueza de acordo com as necessidades individuais.

7. As comunidades manter-se-ão como residência da totalidade de pessoas que vivem em espaços geográficos de sua opção e tradições comuns, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, que reina mas não governa.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário