terça-feira, 15 de outubro de 2019

Nº. 5887 - Doutrina Cooperativista


1. O conjunto maior ou menor de indivíduos forma uma sociedade rudimentar , tida como casal, i.e., aldeia de casas pouco numerosas.

2. Com o êxodo rural para as grandes urbes, os povoados e lugarejos existem por todo o rectângulo luso, com acessos de terra batida e um transporte público semanal a passar ao largo.

3. Poucos são os que resistem a tal isolamento, porém a falta de recursos e os subsídios de miséria obrigam os mais idosos a permanecerem no local que lhes servirá de túmulo.

4. Os mais validos ou com familiares distantes, vão dando aos desvalidos guarida, servindo de rampa de lançamento para novas actividades em que a mão-de-obra de baixo custo é sempre bem-vinda.

5. Claro que o Estado imposto pela burguesia republicana dominante apenas se preocupa com a ralé que vegeta nas grandes urbes (por insucesso profissional, por falta de recursos, decadência física ou moral) actuando apenas por razões estéticas visto que que tais indivíduos são a prova da incapacidade estatal.

6. Enquanto a administração pública digitalizada (que progressivamente erradicará o Estado da burguesia capitalista) não for globalizada, os bons ofícios serão praticados por unidades cooperativas, estas vocacionadas para satisfazer as necessidades sociais e culturais dos associados. 

7. Sem dúvida que o cooperativismo é a távola redonda para o concerto da maioria, bem como o camartelo do anarquismo para destruição do Estado burguês.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário