sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Nº. 5883 - Luta Popular


1. A burguesia, classe social gerada historicamente na Idade Média, mercadejando em amplos espaços abertos de vastos agrupamentos populacionais, alcançou um importante desenvolvimento a partir do século XV com a abertura de novas rotas comerciais.

2. Robustecida pela Revolução Industrial durante a qual a burguesia se converteu em classe social dominante no modo de produção capitalista, guindou-se esta à posição de destaque pela via da multiplicação das unidades fabris, bem como do escoamento da respectiva produção.

3. A Revolução Francesa de 1789-95 encontrou o seu prolongamento nos movimentos liberais em 1848 que significaram a subida da burguesia ao poder político, através de pactos com a aristocracia hereditária que temia o êxodo rural.

4. Cedo o privilégio social determinado pela linhagem foi substituído pela actividade económica da burguesia que, nos princípios do século XIX, se arvorou como defensora dos direitos do homem através de uma constituição política que lhe consolidava o direito de propriedade privada.

5. A hegemonia da burguesia financeira criou um capitalismo monopolista no século XX, cada vez mais comprometido com o Estado, de aparente racionalidade nas decisões, porém de tendência rotineira e centralização autoritária, defendida tanto por liberais, como por socialistas.

6. Os Estados mais poderosos da Europa (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, etc.), bem como o Tio Sam no Novo Continente, vão progressivamente abdicando do sector produtivo, favorecendo outros Estados em que a mão-de-obra é mais barata (Índia, Paquistão, etc.) através de financiamentos muito lucrativos.

7. Aparentemente dependentes de produtos do Terceiro Mundo, os países capitalistas preferem as empresas majestáticas às unidades médias. Porém, só o movimento anarquista poderá erradicar a burguesia republicana dominante, a par de uma administração pública digitalizada que se avizinha.

Nau 

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