quarta-feira, 29 de maio de 2019

Nº. 5748 - RAC


1. Vezes sem conta temo-nos aqui debruçado acerca do neocolonialismo consistindo este no controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político.

2. Enquanto os impérios coloniais (redutos da administração directa de países europeus e reserva de riquezas naturais, bem como de mão-de-obra barata) subsistiam em caprichado digladiar da burguesia republicana, o Tio Sam robustecia o seu mercado interno exercitanto o neocolonialismo a sul do Novo Continente.

3. Herdeira de um radicalismo intelectualóide que legitimamente se opunha a uma decadente aristocracia confessional de lustrados pergaminhos e medularmente cortesã, a burguesia republicana capultada para o poder idealizou a burocratização deste a fim de conter o liberalismo do grande capital.

4. No expandido coliseu do Velho Continente digladiaram-se liberais e socialistas até à exaustão, com substancial assistência do Tio Sam que, pedetemptim, expandia o seu neocolonialismo a ocidente, engordando a Wall Street a olhos vistos.

5. Da língua essencialmente comercial, o inglês cresceu em centros de formação rápida e, sobretudo, prático, procurando conter a burocratização piramidal do leste europeu, embora esta fosse mera expressão da burguesia republicana radical, logo classista e repressiva.

6. Porém, a fome do saber não pára enchendo o mercado mundial com sofisticados dispositivos que, eliminando progressivamente a administração pública burocratizada, permite uma racional distribuição da riqueza, de acordo com as necessidades individuais; sem moeda fiduciária circulante e sem a espalhafatosa ingerência da burguesia republicana dominante.

7. O futuro não está no trabalho penoso robotizável, mas no trabalho criativo, sobretudo científico, de inspiração cooperativa.

Nau


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