domingo, 12 de maio de 2019

Nº. 5731 - Psyche


1. A partir dos finais do séc. XVIII, o substantivo estado passou a designar duas coisas distintas: um espaço geográfico referente a uma província ou subdivisão territorial; um conjunto de instituições políticas e administrativas que organiza o espaço de um povo.

2. O primeiro conceito apresenta-se com um 'e' minúsculo; o segundo com um 'E' maiúsculo por este corresponder a um território soberano, anteriormente designado por Reino, agora assumido como nação, embora certos nacionais sejam meramente naturalizados ao adquirir legalmente os direitos dos locais.

3. Por outro lado, certos povos habitando ao longo de séculos determinado espaço geográfico, jamais ganharam a feição de Reino embora clandestinamente esgrimam símbolos próprios e, por vezes, hinos exortativos para uma independência política, por razões tribais, religiosas ou políticas.

4. O povo poderá identificar-se, consensual ou clandestinamente, com determinado soberano que reina nos seus corações embora não governe, porquanto uma organização política avassaladora se tenha imposto como Estado em uma óptica meramente republicana e centralizadora.

5. A Monarquia robustece-se com a diversidade das regiões uma vez que são elas que se identificam com um conjunto de famílias, desenvolvendo estas uma cultura própria, robustecendo a comunidade que o Estado republicano antagoniza através de leis generalistas.

6. Os valores monárquicos diferem dos republicanos por se fundamentarem em um património cultural próprio enquanto que o centralismo alternativo busca apenas consolidar os interesses dos plutocratas tendo estes por objectivo o lucro do capital investido na produção e no estímulo do consumo.

7. Logo, a progressiva administração electrónica terá por fundamento a cooperação e a diversidade que não a competição e o pensamento redutor.

Nau



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