segunda-feira, 25 de março de 2019
Nº. 5685 - Portal Comunalista
1. Segundo parece, apaniguados de alto coturno, presos e acusados de depradação dos interesses do Estado num país de expressão portuguesa foram, em escassos meses, libertos após a devolução dos bens com que se tinham locupletado.
2. Embora sucinta, evitando parangonas escandalosas, nas entrelinhas subentende-se que os ditos figurões se comprometeram não só a devolver como a ressarcir o Estado dos desvios de fundos que, administrativamente, se encontravam sob a sua tutela.
3. Claro que a libertação de tão ilustres deliquentes não significa ponto final no assunto, mas pura estratégia e tolerância para os prevaricadores emendarem a mão, cientes que o pé em falso redundará em novas represálias, sem apelo e com agravo.
4. O procedimento luso teria sido menos eficiente porquanto, in dubio, os protagonistas das habituais trafulhices, seriam investigados por várias comissões de homens probos que delegariam a terceiros as investigações complementares, cujo término coincidiriam com a prescrição dos crimes.
5. As ambiguidades permaneceriam no ar durante largo tempo uma vez que, a cada conto se acrescentariam novos parágrafos e, ao fim e ao cabo os pagadores das dívidas serão os mesmos de sempre, isto é, aqueles que pagam os impostos.
6. No critério democrático da burguesia republicana dominante as responsabilidades cabem aos governos que os procederam e a justiça continua de olhos vendados por pudicícia da classe profissional.
7. Até quando Lucio Sergio Catilina abusará da nossa paciência?
Nau
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