domingo, 24 de março de 2019
Nº. 5684 - Psyche
1. As causas da prisão de ventre poderão ser definidas através de um conjunto de informações relativas ao historial e enfermidade do paciente.
2. Os sintomas, a frequência das defecções (mais de 3 evacuações por semana), consistência destas (endurecimento), esforço excessivo (tempo para evacuar), necessidade de apoio ao períneo e/ou manipulação do anorrecto, são dados indispensáveis para um rigoroso historial.
3. Na maioria dos casos não existe uma causa subjacente (cancro, depressão, hipoteroidismo) mas uma prisão de ventre causada por deficiente hidratação, falta de exercício físico (caminhadas regulares para idosos) e carência de uma dieta rica em fibras (15 a 25 grs. dia).
4. A maioria das alegadas doenças graves conotadas com a prisão de ventre são prontamente excluídas após o rigoroso e o incontornável toque rectal indiciando este meros distúrbios na defectação, i.e., hipertonia do esfíncter anal.
5. Claro que a perda de peso, sangramento rectal ou anemia associada à prisão de ventre obrigam a uma sigmoidostonia e respectivo clister opaco ou colonoscopia isolada, sobretudo para os pacientes com idade superior a 40 anos a fim de excluir as doenças estruturais.
6. Embora o clister opaco, por menos dispendioso, seja uma opção razoável, a coloncospia proporciona a possibilidade de biópsias, lesões da mucosa, a polipectomia ou dilatação das estenoses.
7. Laxantes osmóticos ou supositórios de glicerina são uma primeira opção, não dispensando o acompanhamento médico em casos recidivos.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário