sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Nº. 5478 - Luta Popular


1. Por vezes, ao efectuar a higiene matinal e dispor-me a cumprir a agenda dos compromissos assumidos, um tiro nos miolos parece ser o recurso adequado.

2. Todavia, a função vegetativa por gorado atento é sempre uma hipótese a considerar, sobretudo mais penosa para quem a acompanha, mas angustiante pelos eventuais resquícios do conhecimento não submetidos à vontade.

3. Sem dúvida que a faculdade de o homem agir por seu livre arbítrio assume  o carácter de responder pelos seus actos e, sobretudo, sofrer as pertinentes consequências, pessoais e intransmissíveis.

4. O cooperativista tem presente que o acto de trabalhar (auxílio de forças, de meios) para os mesmos objectivos é um acto de solidariedade, tornando este uma dependência mútua entre várias pessoas.

5. Logo, não prosseguir no intento cooperativista - por cansaço ou frustração - não dá o direito de alijar carga própria sobre outrem, renunciando  sofisticamente à luta  (desassossego anímico) na contenção da  burguesia republicana dominante ao serviço do grande capital.

6. A luta popular - do Homem do povo - não se trata de um eufemismo mas do palavrão adequado para denunciar o sistema económico que sustenta um mercado onde se compram e vendem mercadorias, sobretudo força de trabalho.

7. Não é decepção, mas mero cansaço que nos deita abaixo.

Nau

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Nº. 5477 - Prelo Real



















                               Estremas de Portugal


                                Em terra
                                basta um breve olhar
                                deste vale àquele monte,
                                mas se me viro para o Mar
                                é infinito o horizonte,
                                impossível de abarcar.

                                As águas dos oceanos,
                                ai, quem as dera passar!
                                Saber a estrema de Portugal,
                                lá, onde se acaba o Mar.

                                                    José Travaços Santos
                                                                in "Enquanto Viver"

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Nº. 5476 - RAC


1. Ontem chamámos a atenção para a importância das pequenas (mas dinâmicas) unidades cooperativas.

2. Lembrámos que a articulação das pequenas unidades cooperativas com outras similares, através de uniões, federações, confederações, ser uma hipótese razoável.

3. Porém, alguns membros da nossa audiência privada discordaram, afirmando que tais uniões, federações, etc., resultariam num agrupamento de unidades da mesma cor política.

4. Exemplo de um passado longíquo foram avançados esquecendo que tal seria devido à República unitária, centralizadora, que prescindia de quaisquer actividades políticas fora da sua tutela.

5. Hoje, o regime partidocrático vigente procura arregimentar chefes de facções populistas, apaniguados, serventuários e quejandos na mesma barca, apenas conseguindo tal objectivo ao empoleirar-se nas cadeiras governamentais.

6. Por outro lado, não tendo o cooperativismo fins lucrativos, a preferência dos corifeus republicanos vai para as grandes empresas, até por ser o grande capital que condiciona as decisões políticas do regime.

7. Logo, a multiplicação das pequenas unidades cooperativas é passo de gigante para a construção de uma comunidade mais sã e justa.

Nau

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Nº. 5475 - Doutrina Cooperativista


1. Tendencialmente, a gestão de uma grande unidade cooperativa pouca diferença fará de uma empresa comercial.

2. Os cooperadores em funções executivas progressivamente se limitarão a apresentar os relatórios de gestão às Assembleias Gerais, com a chancela do respectivo Conselho Fiscal.

3. Claro está que tudo será realizado de acordo com as fórmulas prescritas e em nome de uma racionalidade de gestão, aberta a todo o tipo de sugestões pontuais dos associados.

4. Por outro lado, os eventuais e/ou regulares colaboradores tendem a exercer as suas funções como meros assalariados, cientes que a sua voz apenas terá força na Assembleia Geral.

5. Logo, os projectos cooperativos ganham maior dimensão em pequenas unidades, embora não dispensando a articulação destas com outras similares através de uniões, federações e confederações.

6. Sendo as cooperativas uma associação sui generis importa manter o seu carácter não lucrativo em contraposição com outras pessoas colectivas.

7. As unidades cooperativas são o reduto do Homem às tropelias capitalistas e à imparável robotização que se avizinha.

Nau

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Nº. 5474 - Portal Comunalista


1. Todo o mundo do rectângulo mais ocidental e face ao Atlântico na Península Ibérica está zangado.

2. Zangado consigo, com os outros, com a degradação da economia doméstica, com a ribaldaria política, com o oportunismo dos vendilhões do templo.

3. O pessimismo reflecte o desencanto das gerações pós-25A perante o fracasso de reconstruir a sociedade portuguesa em craveira de vida mais sã e justa.

4. A almejada Liberdade é, cada vez mais, uma liberdade condicionada, aliás, comprometida com o grande capital e a burguesia republicana dominante.

5. Exprimir o que vai na alma desta gente não é fácil e o jornalismo que se pratica tem um olho no que realmente se passa no dia-a-dia e outro na sua carreira profissional.

6. Seja quem for - empresários, políticos, administrativos, profissões liberais, etc. - quem abrir a boca com ponderadas ideias logo é abafado por um vozear trapaceiro e/ou um silêncio tumular.

7. A excepção verifica-se nas disputas relativas ao espectáculo futebolístico em que a qualidade do discurso vai do arroto ao zurro.

Nau


domingo, 26 de agosto de 2018

Nº. 5473 - Psyche


1. A matéria é uma forma de energia que tem os atributos de possuir uma massa e uma extensão no espaço e no tempo.

2. Claro que a matéria viva é feita com os mesmos átomos que a matéria inanimada.

3. Por outro lado, o átomo é a facção mais pequena de um elemento que conserva as propriedades químicas do mesmo, impossível de dividir por meio de reacções químicas.

4. A célula é a unidade fundamental, morfológica, fisiológica e reprodutora de todos o seres vivos.

5. No plano social a comunidade é formada por um conjunto de indivíduos e estes por um conjunto de células.

6. Ao poder político importa a produção e rápido consumo a fim de auferir aos pertinentes impostos dos quais, deduzidos dos encargos administrativos e das luvas aos apaniguados, é investido em obras de fachada.

7. Mas por que razão a maioria dos pensionistas teve um aumento de 6 Euros e o primeiro-ministro apenas 300 Euros?

Nau

sábado, 25 de agosto de 2018

Nº. 5472 - Fim de Semana 34


1. As leis da natureza baseiam-se em observações regulares que não dogmáticas. Porém, o Homem fez Deus à sua imagem e semelhança, sendo o Inferno da inteira responsabilidade dos políticos portugueses.

2. Sem dúvida que as minorias encaprichadas pela conquista das cadeiras do poder, através de apaniguados e demagogos, motivam a maioria alheada a delegar o seu poder de decisão a terceiros, estes nomeados pela dita minoria.

3. A economia como ciência que estuda a forma de tirar o máximo proveito dos recursos disponíveis afecta o comportamento individual e empresarial na comunidade.

4. O lazer como tempo de pausa e descanso de qualquer actividade produtiva é folguedo e prática de exercícios físicos a fim de agilizar o corpo e a mente. A associatividade torna-se sublime pelo conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação.

5. Nos grandes centros populacionais o comércio tradicional - a mercearia, a loja das hortaliças e fruta, a leitaria, etc. - foi erradicado pelas grandes superfícies comerciais onde a variedade de artigos e o estacionamento da viatura se encontram disponibilizados.

6. "Entre as pedrinhas dormes, flor absorta, ó pobre, doce Ofélia! Mas quem sabe? Sobre a dor e a loucura, sobre a morte, intransparentes, mudas, esquecidas, correm p'ra sempre, Ofélia doce, as águas". Sebastião da Gama.

7. Todos nós fazemos parte de uma realidade empírica, tendo presente que a experiência e a prática são a base do conhecimento universal que não fonte de rodriguinhos políticos.

Nau

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Nº. 5471 - Luta Popular


1. A luta popular aqui preconizada não sugere um modo de viver perfeito, mas uma reforma social tomando em conta os defeitos existentes na natureza humana.

2. Conciliar todos os desejos na sociedade paraíso terrestre é laxismo absoluto de tendência liberal, mascarado de promessa socialista aparentemente racional, mas redundante e confrangedora.

3. Os textos de Marx e Lenine, avançando com a ideia da passagem do modo de produção capitalista para o modo de produção socialista não augura maior produtividade e/ou qualidade de vida.

4. Sem dúvida que a liberdade infinita conduz o homem a um beco sem saída em que o acto de alienar o poder de decisão a terceiros - estes indigitados por corifeus da burguesia republicana dominante - mantém o estado de coisas inalterável.

5. A luta regional dos Bretões, dos Catalães, dos Bascos, etc., espelham, de grosso modo, o espírito da burguesia verberada no parágrafo anterior, mascarado de tecnocracia antiglobalizante.

6. Todos nós fazemos parte de uma realidade empírica, tendo presente que a experiência e a prática são a base do conhecimento universal que não fonte de rodriguinhos políticos.

7. Sem dúvida que a luta popular tem por fundamento a cooperação.

Nau

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Nº. 5470 - Prelo Real



                  Sweet Ophelia

             Entre as pedrinhas dormes, flor absorta,
             ó pobre, doce Ofélia! Mas quem sabe?
             -: Sobre a dor e a loucura, sobre a morte,
             intransparentes, mudas, esquecidas,
             correm p'ra sempre, Ofélia doce, as águas.

             E o teu sono é uma alga impresumível...

                                                  
                                                    Sebastião da Gama
                                                            1924 - 1952


   

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Nº. 5469 - RAC


1. Um pequeno grupo de indivíduos poderá estabelecer a sua unidade cooperativa, porém os objectivos desta serão progressivamente atingidos com um harmonioso crescimento.

2. Sendo o diálogo mais fácil à mesa-redonda, a sustentabilidade do projecto depende do crescimento em número dos associados e rápida articulação das ideias avançadas.

3. Logo, os grupos de trabalho não irão competir entre si, observando-se a disposição e ordem administrativa (disposições legais) e as perspectivas das diferentes actividades.

4. Nos grandes centros populacionais o comércio tradicional - a mercearia; a loja das hortaliças e fruta; a leitaria, etc. - foi erradicado pelas grandes superfícies comerciais onde a variedade de artigos e o estacionamento da viatura se encontram disponibilizados.

5. Centros de grande consumo e crédito fácil são apoiados por sociedades anónimas que financiam tais actividades ao serviço do grande capital, conluiadas com a burguesia republicana dominante.

6. Apenas a multiplicação das unidades cooperativas - autogeridas e autofinanciadas - poderão fazer face ao despudorado esquema dos plutocratas e à corrupção que grassa a todos os níveis.

7. Porém, bom é ter presente que a fundação de uma unidade cooperativa é um grande passo para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

Nau

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Nº. 5468 - Doutrina Cooperativista


1. A união de pessoas para um fim e interesse comum poderá ser uma tendência social de cariz político, económico ou lazer.

2. Os negócios públicos, normalmente, interessam a uma minoria dedicada à arte de governar a comunidade, por vocação dirigente ou corporativa. 

3. A economia, como ciência que estuda a forma de tirar o máximo proveito dos recursos disponíveis, afecta o comportamento individual e empresarial na comunidade.

3. A economia, como ciência que estuda a forma de tirar o máximo proveito dos recursos disponíveis, afecta o comportamento individual e empresarial na comunidade.

4. O lazer como tempo de pausa e descanso de qualquer actividade produtiva é folguedo e prática de exercícios físicos com o fim de agilizar o corpo e a mente. 

5. A associatividade - predomínio dos princípios associativos - torna-se sublime pelo conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação.

6. Logo, a unidade cooperativa é a associação de consumidores ou de produtores com o objectivo de libertar os associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou capitalistas.

7. O cooperativismo é um sistema associativo fundamentado no apoio mútuo, destinado a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

Nau 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Nº. 5467 - Portal Comunalista


1. Os monárquicos encontram-se divididos em dois grandes grupos: os marialvistas, papa-hóstias e brasonados de latão; os realistas, apartidários e cooperativistas.

2. Claro que os primeiros afirmam que o conhecimento da verdade e a prática do bem são inacessíveis ao homem sem a intervenção divina; os segundos defendem as comunidades autónomas (Reino) e a figura do Rei, por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

3. Residual é o preconceito antimonárquico contaminado pela desinformação maçónica e o esquema desvirtualizador da burguesia republicana dominante, serventuária do capitalismo e da minoria plutocrata.

4. Sem dúvida que as minorias encaprichadas pela conquista das cadeiras do poder, através de apaniguados e demagogos, motivam a maioria alheada a delegar o seu poder de decisão a terceiros, estes nomeados pela dita minoria.

5. Corifeus profissionais, apoiados em colégios cujos membros têm igual objectivo de mando e de promoção social à força de pulso, pelo acaso ou azar, alicerçando, aliás, consolidando o seu bem-estar, alimentado por vaidades e desejos infundados ou supostamente merecer a admiração dos mais.

6. Porém, subsistindo a comunidade pela abundância dos bens materiais, estes são abusivamente manipulados por aventureiros, vivendo os ditos de expedientes não vernáculos e pouco escrupulosos.

7. Logo, urge diligenciar para a multiplicação das unidades cooperativas a fim de estas poderem satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados, harmonizando a imparável robotização.

Nau

domingo, 19 de agosto de 2018

Nº. 5466 - Psyche


1. As leis da natureza baseiam-se em observações regulares que não dogmáticas.

2. O Homem fez Deus à sua imagem e semelhança, sendo o Inferno da inteira responsabilidade dos políticos portugueses.

3. Claro que o livre-arbítrio não depende da vontade, mas resulta de uma absoluta razão individual, especialmente nos assuntos religiosos.

4. Sem dúvida que o comportamento humano é previsível nas lei físicas fundamentais e no articulado legislativo de inspiração plutocrática.

5. Logo, o realismo depende dos modelos científicos, embora careça da consubstanciação académica que não luterana.

6. O cérebro humano, mesmo sem a capacidade inventiva do actual primeiro-ministro, pode criar modelos de bem-estar paraísidicos.

7. Porém, no nosso universo, os corpos materiais encontram-se subordinados ao conceito de energia.

Nau

sábado, 18 de agosto de 2018

Nº. 5465 - Fim de Semana 33


1. A juventude portuguesa - sem Rei, sem Norte - atafulha-se com um conjunto de conhecimentos de leis matemáticas, físicas, químicas, etc., aplicada ao que sabe ou presume saber.

2. Lixo académico mascarado de ciência da área psicológica ou sociológica classifica de má relação com o ambiente aos fenómenos de deficiente adaptação ou conflito com o próximo.

3. Como é óbvio, o azul predominante - tanto da esquerda, como da direita - nada discrimina e o branco medial erradica todo o facciocismo político cultivado pela burguesia republicana dominante, esta instigada pelos plutocratas malsãos.

4. A banca portuguesa é a távola redonda onde amesendam grupos capitalistas e políticos corruptos, ambos auferindo largos proventos. Uma melhor redistribuição da riqueza jamais será realizada pela via partidária.

5. Tempos difíceis se avizinham. Apenas o homo cooperativus sobreviverá.

6. "Não se ouvem mais os cúmulos da rima. Asa liberta, voa em liberdade! Jaula de bronze, estás aberta enfim". Júlio Dantas.

7. A luta popular através da multiplicação das unidades cooperativas, progressivamente coadunará a ideia de Reino com a imparável robotização que se avizinha, abrindo o caminho para o regresso do Rei, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Nº. 5464 - Luta Popular


1. A terra dos pais (a pátria) é o berço da família em que os mais velhos são a figura da experiência adquirida e os jovens a força que garantirá a continuidade.

2. O preconceito é aquilo recomendado como norma, ensinamento ou regra constante, nascida da causa primeira ou das suas qualidades - amor, lealdade, fidelidade - consagrada como lei.

3. Logo, o poder legislativo que determina a prática, a sua observância e continuidade é fundamento antigo, razão, aliás, motivo para ser cumprido à risca como lei divina.

4. O político, aquele que trata dos negócios públicos, exercita-se na povoação de maior importância e grandeza, como forma de viver nas aglomerações, por oposição à dos campos, adoptando a cidadania como um conjunto dos direitos e deveres da comunidade.

5. Porém, o soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar entre os seus pares - reivindica para si o poder espiritual, coadjuvado por aqueles que tratavam dos assuntos religiosos, sentimento que leva a crer na existência de entes supremos como causa, fim ou lei universal.

6. O poder da figura do Rei, escorada na presunção que este tem o suporte divino, vem da noite dos tempos, sendo o sedimento das comunidades que têm caracteres semelhantes ou comuns - reina mas não governa.

7. A luta popular, através da multiplicação das unidades cooperativas, progressivamente coadunará a ideia de Reino com a imparável robotização que se avizinha, abrindo o caminho para o regresso do Rei, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Nº. 5463 - Prelo Real



                          Soneto


          Ó florentino túmulo de prata!
          Ó sepultura de quatorze versos!
          Demais virou por ti aprisionada,
          a asa vibrátil do meu pensamento.
   
          Demais sofri a dura disciplina
          do chicote de quatorze pontas,
          soneto arcaico, inquisidor vermelho,
          que Petrarca há seis séculos gerou.

          Ó taça antiga de quatorze gomos!
          Taça de ouro de Guido Cavalcanti,
          bebi por ti, mas atirei-te ao mar.

          Não se ouvem mais os cúmulos da rima.
          Asa liberta, voa em liberdade!
          Jaula de bronze, estás aberta enfim.

                             
                                   Júlio Dantas
                                   19/5/76 - 25/5/62

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Nº. 5462 - RAC


1.Segundo as estatísticas apuradas neste espaço, o número de visitantes externos é, de longe, superior ao verificado no rectângulo ibérico face ao Atlântico.

2. Dado que os conselheiros cá do sítio utilizam vias alternativas para monitorizar os textos e, apenas um deles, verifica mensalmente os dados estatísticos, as intervenções administrativas são discretas e minimalistas.

3. Logo, pressupomos que o grosso dos visitantes seja de génese emigrante e, sobretudo, do espaço europeu, saudosos do torrão natal, mas cientes que este não oferece qualidade de vida.

4. Do Novo Mundo, o Brasil não atinge o número de visitantes que se verifica em vários pontos daquele continente, embora tenha sido feita uma tentativa de intervenção directa da nossa parte em contramão ao parlamentarismo em voga.

5. As novas democracias africanas de expressão portuguesa manifestam apenas uma curiosidade diletante, apostando numa promoção social, aliás, num bem-estar próprio, cansados de remar contra a maré e/ou resignados com o statu quo.

6. O extremo-oriente é uma incógnita pois o calor com que somos pessoalmente recebidos torna-se subitamente irreal e os anfitriões deslocados em parte incerta.

7. Tempos difíceis se avizinham. Apenas o homo cooperativus sobreviverá.

Nau

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Nº. 5461 - Doutrina Cooperativista


1. O cooperativismo é um sistema associativo que opõe o apoio mútuo ao individualismo especulativo.

2. Tanto o liberalismo económico como o socialismo centralizador assentam no poder de minorias alegadamente democráticas.

3. Reunindo a acção de várias pessoas determinadas em satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, o cooperativismo obvia os encargos respeitantes a lucros de intermediários.

4. Por outro lado, o liberalismo do grande capital e o socialismo tendencialmente colectivista, ambos se mostram tolerantes com a doutrina cooperativista desde que esta sirva os interesses dos seus corifeus.

5. Logo, o estatuto de unidade cooperativa tanto mascara grupos de interesses capitalistas, como a acomodação de apaniguados das várias facções partidárias.

6. A banca portuguesa é a távola redonda onde amesendam grupos capitalistas e políticos corruptos, ambos auferindo largos proventos.

7. Uma melhor redistribuição da riqueza nacional jamais será realizada pela via partidária, nem pelos esquemas ínvios da burguesia republicana dominante.

Nau

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Nº. 5460 - Portal Comunalista


1. O pedaço de pano que se hasteia num pau ou ferro comprido e delgado, distintivo de uma associação de pessoas com fins e interesses comuns é o símbolo daquilo que aspiramos.

2. Sendo o objecto do nosso modelo intelectual, estético, afectivo ou de ordem prática, a bandeira representa a ideia, divisa ou lema que serve de guia à doutrina política aqui defendida.

3. Entre o azul do céu - espaço infinito em que giram todas as formações celestes, galáxias, quasares, raios cósmicos, etc., do pensamento humano - e o azul do profundo mar - imensidade no seu género e desafio a visitar em toda extensão e em todos os sentidos - resta o branco, límpido e puro.

4. Certo é o branco representar a síntese de todas as cores, impressão causada pelos diferentes raios luminosos, simples ou combinados, quando reflectidos pelos corpos e por nós, humanos atentos, observados.

5. Entre o céu e a terra - o inverso não altera a faculdade de sentir, de compreender, de apreciar - no imaculado branco, mantêm-se os cinco escudetes que figuram nas armas de Portugal, encimados pela coroa que nos abraça.

6. Como é óbvio, o azul predominante - tanto da esquerda, como da direita - nada discrimina e o branco medial erradica todo o facciosismo político cultivado pela burguesia republicana dominante, esta instigada pelos plutocratas malsãos.

7. Eis, por razões óbvias, a bandeira adoptada pelo cooperativismo monárquico comunalista.

Nau

domingo, 12 de agosto de 2018

Nº. 2459 - Psyche


1. A juventude portuguesa - sem Rei, sem Norte - atafulha-se com um conjunto de conhecimentos das leis matemáticas, físicas, químicas, etc., aplicada ao que sabe ou presume saber.

2. Sendo a actividade física superior à actividade mental, a primeira vive dos excessos, enquanto a segunda se deleita com as gloríolas do grupo onde se encontra integrado.

3. Todos têm um herói (real ou fictício) com o qual se pretendem identificar, demonstrando audácia e assumindo riscos, como desafio próprio ou para impressionar os circunstantes.

4. No primeiro quartel de existência alguns já definiram a sua opção profissional; outros adoptam a via sinuosa, sempre na esperança de poder desfrutar dias melhores.

5. Aproveitar ao máximo as circunstâncias momentâneas  em favor de si próprio é recurso tanto para consolidação dos bens materiais, como para a promoção social e/ou política.

6. Lixo académico mascarado de ciência da área psicológica ou sociológica classifica de mal relação com o ambiente aos fenómenos de deficiente adaptação ou conflito com o próximo.

7. Tarde ou cedo, verificamos que o almejado equilíbrio reside no homo cooperativus.

Nau

sábado, 11 de agosto de 2018

Nº. 2458 - Fim de Semana 32


1. Tanto o nacional socialismo hitleriano (nazismo) como a unidade nacionalista italiana (fascismo) foram doutrinas políticas com tendências autoritárias.

2. Antiparlamentaristas e antiliberais, estas duas correntes defendiam a autossuficiência do Estado, apoiados por um operariado antisindicalista e uma burguesia rural farta dos rodriguinhos partidários.

3. Mas deixemos os fascistas, esquerdistas e quejandos debruçados sobre os respectivos umbigos e falemos do cooperativismo, determinado a votar em branco ou voltar as costas às próximas eleições legislativas.

4. A cooperativa é uma união de pessoas com fins e interesses comuns. O objecto da cooperativa é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.

5. Claro que a juventude portuguesa - a do papagueamento e do futebol espectáculo - ambiciona ter viatura própria e um bom emprego. Os mais abastados aliam a prática desportiva a percursos académicos sinuosos, pois uma licenciatura dá estatuto social.

6. "Fantasma da sua dor, ainda hoje custa a vê-lo; a angústia daquelas horas não deixa o Jaime Rebelo, pescador que se fez homem ao vento livre do Mar, traz sempre aquela visão na sombra dura do olhar, sempre de boca apertada, como quem não quer falar". Jaime Cortesão dixit.

7. Embora o índice de crescimento da população no Planeta Azul continue a crescer vertiginosamente, a técnica superará as recorrentes guerras fratricidas. Sem dúvida que o futuro dependerá do homo cooperativus.

Nau

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Nº. 2457 - Luta Popular


1. O fim do homo faber avizinha-se, com muito suor e lágrimas, devido à inesgotável estupidez humana.

2. A babilónia do continente europeu sempre cultivou o desentendimento linguístico, desde o latim até ao guturalismo das línguas germânicas.

3. Claro que o mandarim - falado e, sobretudo, escrito - vai ganhar algum relevo num futuro breve. 

4. Porém, a capacidade do tradutor/comunicador automático tornará possível, dentro em breve, o diálogo entre falantes de diferentes idiomas.

5. Embora o índice de crescimento da população no Planeta Azul continue a crescer vertiginosamente, a técnica superará as recorrentes guerras fratricidas.

6. O espírito comunitário manter-se-á graças à prática da autogestão e da autossuficiência, obedecendo à progressiva monitorização das necessidades individuais.

7. Sem dúvida que o futuro mais harmonioso dependerá do homo cooperativus.

Nau

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Nº, 2456 - Prelo Real


          Romance do Homem da boca fechada


           - Quem é esse homem sombrio
           Duro rosto, claro olhar,
           Que cerra os dentes e a oca
           Como quem não quer falar?
           - Esse é o Jaime Rebelo,
           Pescador, homem do mar.
           Se quisesse abrir a boca,
           Tinha muito que contar.

           Ora ouvireis camaradas,
           Uma história de pasmar.

           Passava já de ano e dia
           E outro vinha de passar,
           E o Rebelo não cansava
           De dar guerra ao Salazar.
           De dia tinha o mar alto,
           De noite, luta bravia, 
           Pois só ama a Liberdade
           Quem dá guerra à tirania.
           Passava já de ano e dia...
           Mas um dia, por traição, 
           Caiu nas mãos dos esbirros
           E foi levado à prisão.

           Algemas de aço nos pulsos,
           Vá de insultos ao entrar.
           Palavra puxa palavra,
           Começaram de falar
           - Quanto sabes, seja a em, 
           Seja a mal, hás-de contá-lo!
           Não sou traidor, nem perjúrio;
           Sou homem de fé: não falo!
           - Fala ou terás o degredo,
           Ou morte a fio de espada.
           - Mais vale morrer com honra
           Do que vida desonrada!

           - A ver se falas ou não,
           Quando posto em tortura.
           - Que importam duros tormentos,
           Quando a vontade é mais dura?!

           Geme o peso ao potro
           Já tinha o corpo a sangrar, 
           Já tinha os membros torcidos
           E os tormentos a apertar.
           Então o Jaime Rebelo,
           Louco de dor, a arquejar, 
           Juntou as últimas forças 
           Para não ter que falar.
           - Antes que fale emudeça! -
           Pôs a gritar com voz rouca,
           E cerce, de uma dentada, 
           Cortou a língua na boca.

           A turba vil dos esirros
           Ficou na frente assombrada,
           Já da boca não saía 
           Mais que espuma ensanguentada.

           Salazar, julgas que o Povo
           Te suporta, quando cala?
           Ninguém te condena mais
           Que aquela boca sem fala!

           Fantasma da sua dor,
           Ainda hoje custa a vê-lo;
           A angústia daquelas horas
           Não deixa o Jaime Rebelo.
           Pescador que se fez homem
           Ao vento livre do mar.
           Traz sempre aquela visão
           Na sombra dura do olhar, 
           Sempre de boca apertada,
           Como quem não quer falar.


                                    Jaime Cortesão
                                          29/4/84 - 14/8/60

           
     
           



           

  


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Nº. 2455 - RAC


1. A juventude portuguesa - a do papagueamento e do futebol espectáculo - ambiciona ter viatura própria e um bom emprego.

2. Os mais abastados aliam a prática desportiva a percursos académicos sinuosos pois uma licenciatura dá estatura social.

3. A formação profissional vai do empaturramento ao zurro que, na escala tar, acaba fatalmente na carreira militar, exigindo largo número de serventuários, i.e., soldados.

4. Outros vão ao estrangeiro lavar pratos e tirar licenciaturas de duvidosa utilidade, impressionando apenas em curricula exotéricas, principalmente quando obtidas em três meses no Tio Sam.

5. A burguesia republicana dominante ascendeu ao topo social através de golpes sectários e hoje apadrinha tudo e todos que possam assegurar a sua figura pública.

6. Os sans-culottes da revolução portuguesa foram principescamente recompensados pelos plutocratas e lojas maçónicas do Tio Sam, desfrutando de pensões fabulosas.

7. Claro que as propostas aqui avançadas contra nacionalismos e/ou uniões espúrias; a favor de comunidades autossuficientes e autogeridas, são demasiado revolucionárias para os bem instalados na vida.

Nau


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Nº. 2454 - Doutrina Cooperativista


1. A cooperativa é uma união de pessoas com fins e interesses comuns.

2. O objecto da cooperativa é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.

3. Embora o espírito cooperativo venha da noite dos tempos, o oportunismo de uns e a astúcia de outros tendem a viciar as relações humanas.

4. Adquirindo o hábito de proceder voltado para o seu umbigo, o bicho-homem coça para dentro, embolsando tudo o que venha à mão.

5. Os recursos pessoais - vigor do corpo; bens de raiz; domínio imposto e/ou adquirido - poderão ser malbaratados ou de modo doentio acumulados.

6. Logo, dialogar, trabalhando juntamente para o mesmo fim, mantém a unidade cooperativa firme, contra aventureiros e o excesso de automação que se avizinha.

7. Embora a robotização dispense o homo faber urge adestrar o homo cooperativus.

Nau

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Nº. 2453 - Portal Comunalista


1. O lamiré de ontem era proporcionador de alargado debate.

2. Embora o profissional da guerra fosse o Führer alemão, o nacional socialismo é desagradável para os socialistas cá do burgo.

3. Talvez pelo Duce italiano ser uma meia dúzia de anos mais velho do que o Führer, toda a esquerda fala do fascismo de modo repulsivo.

4. Enquanto na Alemanha se utilizava processos violentos para eliminar os indesejáveis, os brandos costumes italianos avançavam com o óleo de rícino.

5. Os "fasci di combattimento" na sua marcha sobre Roma (1922) ainda fazem tremer os nossos intelectuais de esquerda que apenas se resignam com um tacho sinecoroso.

6. A polícia política do regime nacional socialista da Alemanha (Gestapo), como é sabido, apenas eliminava judeus por questão de antipatia.

7. Deixemos os fascistas, esquerdistas e quejandos debruçados sobre os respectivos umbigos e falemos do cooperativismo.

Nau

domingo, 5 de agosto de 2018

Nº. 2452 - Psyche


1. Tanto o nacional socialismo hitleriano (nazismo) como a unidade nacional italiana (fascismo) foram doutrinas políticas com tendências autoritárias.

2. Antiparlimentaristas e antiliberais, estas duas correntes defendiam a autossuficiência do Estado, apoiados por um operariado antisindicalista e uma burguesia rural farta dos rodriguinhos partidários.

3. Certo é estes dois movimentos (paralelos mas não convergentes) deram os primeiros passos nas duas primeiras décadas do século transacto, ambos lutando contra a burguesia republicana dominante.

4. À Revolução Industrial (mecanização e grandes séries) seguiu-se a Disputa Colonial (matérias-primas e mão-de-obra barata), culminando no conflito franco-alemão, instigado pela Grã-Bretanha que, numa só cajadada matava os seus rivais.

5. Bom é ter presente que a Revolução Russa fora, estrategicamente, apoiada pela Alemanha a fim de ter a possibilidade de retirar as suas forças bélicas do Oriente para o Ocidente, devido ao reforço norte-americano às forças anglo-francesas.

6. A fase-II do conflito franco-alemão teve lugar nos finais dos anos 30, fazendo a Itália parelha com a Alemanha em virtude desta última precisar do petróleo líbio (sob o controlo italiano) para alimentar a sua máquina de guerra.

7. Resta-nos aguardar pelo novo conflito mundial em que o Dragão Amarelo e o Tio Sam procuram ser o protagonista.

Nau

sábado, 4 de agosto de 2018

Nº. 2451 - Fim de Semana 31


1. Sendo o homem um animal gregário o seu comportamento é definido pelos laços familiares e a prática social.

2. A adopção de um deus ou de qualquer organização política depende do poder de decisão próprio.

3. Certo é a rapaziada dos nossos dias procurar obter uma licenciatura (sem grande esforço) a fim de ter acesso aos quadros das grandes empresas.

4. A experiência de trabalho é nula uma vez que se limitaram a pertencer a grupos de estudos em que o copianço e a citação de agrado do docente eram sublimadas.

5. Nem toda a burguesia republicana dominante sentou o cu nos bancos das universidades, mas um favor do prestimoso corpo docente é um inestimável serviço político.

6. "Rosa (que exibida!) que possa assim toda prosa, é prosa de vida". Guilherme de Andrade dixit,

7. A nossa luta consiste em retirar o poder político à burguesia republicana dominante e redistribuir a riqueza da comunidade de acordo com as monitorizadas necessidades de cada um.

Nau

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Nº. 2450 - Luta Popular


1. Um veterano jornalista português, em recente apontamento na Internet, afirmava serem as facções políticas portuguesas da direita tão corruptíveis como as de esquerda.

2. A asseverar a sua abalizada opinião, o imaculado jornalista apresentava uma longa lista de prevaricadores, todos filhos da mesma senhora que, pela força das circunstâncias, se entrega a quem melhor paga.

3. Claro que a todo o mundo ocorre os escândalos dos processos sociais que se arrastam ao longo dos anos, com desfechos inconsequentes uma vez que os prevaricadores, usando de cautela, oportunamente colocaram a salvo os seus bens. 

4. Porém, a corrupção não se limita às altas esferas  uma vez que até os membros da Assembleia da República, pagos para servir a população, se servem de esquemas tortuosos para angariar benefícios pessoais, encolhendo os ombros quando estes são denunciados.

5. Facilmente se compreende que o mal não é da direita, nem da esquerda, mas da burguesia republicana dominante pois, nos jogos partidários, apenas beneficiam os plutocratas que amparam o jogo.

6. Sem dúvida que a lei é igual para todos, mas nem todos têm possibilidade de interpretar e colocar a lei do seu lado, tanto por razões materiais, como pela força... das circunstancias.

7. A nossa luta consiste em retirar o poder político à burguesia republicana dominante e redistribuir a riqueza da comunidade de acordo com as monitorizadas necessidades de cada um.

Nau

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Nº. 2449 - Prelo Real



                      Rosa

                    Rosa (que exibida!)
                    que possa assim toda prosa
                    é prosa de vida.


                                                         Guilherme de Almeida
                                                                  24/7/90 . 11/7/69

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Nº- 2448 - RAC


1. Falar das universidades portuguesas (mais as privadas do que as públicas) é sempre penoso.

2. Algumas até se mascaram de unidades cooperativas onde alegados mestres concertam doutoralmente os seus negócios.

3. Nem toda a burguesia republicana dominante passou pelas cadeiras das universidades, mas um favor do prestimoso corpo docente universitário é sempre um inestimável serviço.

4. Verdadeiras universidades de estrutura cooperativa há muito tempo já funcionam no País Basco, não sendo estas capas de negociatas.

5. Ao contrário do que acontece na Catalunha em que a minoria republicana pretende controlar a riqueza local, no País Basco mandam os que lá estão.

6. Nas unidades cooperativas não há lugar para discriminações políticas e/ou religiosas, sendo o objectivo final a satisfação das necessidades económicas dos associados.

7. Aparentemente houve uma troca de apontamentos neste espaço, porém tal não é grave, podendo o visitante escolher a ordem que mais lhe agradar.

Nau