quinta-feira, 29 de março de 2018
N. 2323 - Prelo Real
Prelúdio
A minha poesia é uma árvore cheia de frutos
que um sol de tragédia amadurece;
mas eu não os arranco nem procuro:
- o meu sol de tragédia aquece, aquece,
e o fruto cai de maduro.
No resto, sou empregado de escritório
que não procura desvendar abismos,
e passa o dia (glorioso ou inglório)
a somar algarismos...
A minha poesia é uma árvore cheia de frutos
que um sol de tragédia amadurece;
mas eu não os arranco nem procuro:
- sei da miséria da estrada percorrida;
o seu sol de tragédia aquece, aquece,
- e o fruto cai de maduro
no chão da minha vida.
Sidónio Muralha
28/7/20 - 8/12/1982
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário