quarta-feira, 7 de março de 2018

Nº. 2301 - RAC


1. A direita política é normalmente conotada com regimes de carácter totalitário e conservador, isto é, contrário a grandes mudanças sociais.

2. Favorável às inovações e mudanças, tanto de carácter reformista como supostamente revolucionário, apresenta-se a esquerda em oposição à direita, mas igualmente totalitária.

3. Como é óbvio, ambos os regimes acima mencionados apoiam-se em esquemas centralizadores, plutocrata dependentes, limitando-se os eleitores a delegar o seu poder de decisão a terceiros indigitados por corifeus profissionais.

4. Defende a direita sistemas parlamentares em que o governo é politicamente responsável perante uma assembleia da sua confiança, onde se criam e desenvolvem adequados compromissos.

5. Normalmente a esquerda apoia-se em assembleias múltiplas de concertação piramidal em que as decisões das bases são pura ressonância dos diktats do Conselho Supremo.

6. Obviamente que ambos os regimes (alegadamente liberais ou socialistas) são subservientes  do grande capital que no jogo partidário ou na ditadura de uma classe social (burguesia republicana dominante) perduram sem rei e sem norte.

7. A resposta adequada reside na multiplicação das unidades cooperativas (autogestão e autofinanciamento) bem como no regresso do soberano, hereditário e vitalício.

Nau

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