sábado, 31 de março de 2018
Nº. 2325 - Fim de Semana 13
1. O robot humano tende a ser substituído pelo homem robot.
2. Há quem defenda o parlamentarismo monárquico que pouca diferença faz do seu congénere republicano.
3. A paixão exagerada pelo clube a que se pertence ou com que se simpatiza dá azo a opções irracionais em que o ego, dominado pelos princípios do prazer e pelos desejos impulsivos, se sobrepõe aos interesses da colectividade.
4. Diferentes escolas económicas se confrontam no âmbito dos pensamentos liberal e socialista, baseadas no conceito da maioria da população dever ser governada por excelsas minorias. Porém, nas unidades cooperativas todos os associados deverão participar na gestão das mesmas.
5. O conforto proporcionado pelos equipamentos das grandes urbes será implementado nos mais recônditos lugares, mas com o suporte de energias renováveis: painéis solares, unidades eólicas, recursos aquíferos e outras coisas mais.
6. "A minha poesia é cheia de frutos que um sol de tragédia amadurece; mas eu não os arranco ou procuro - sei da miséria da estrada percorrida; o seu sol de miséria aquece, aquece...". Sidónio Muralha dixit.
7. Pois a luta popular apenas será eficaz através de maior consciência cooperativista, abrindo esta o caminho para o regresso do rei.
Nau
sexta-feira, 30 de março de 2018
Nº 2324 -. Luta Popular
1. Teoricamente, a luta popular tem por objectivo deslocar o centro de decisão das mãos da minoria para as mãos do maralhal insatisfeito.
2. Obviamente que a insatisfação é devida à fome de poder dos dirigentes políticos associada à necessidade dos plutocratas consolidarem o seu património, aumentando os réditos próprios.
3.A classe média subsiste entre a vara do poder político e o jogo da minoria dos fartos cabedais que ora aposta no financiamento da produção e do consumo, ora provoca a escassez e a insatisfação geral.
4. Sem investimentos e míngua de capital o poder político é forçado a um brutal aumento de impostos a fim de garantir o ineficiente rodar da máquina política e satisfazer o estômago dos seus apaniguados.
5. A força laboral, atirada para o desemprego, vai subsistindo através de habilidades caseiras (pé de meia, venda de trastes, corte nas munições de boca) ou o recurso emigratório, possível para os mais qualificados, bem como à mão de obra barata.
6. Por outro lado, a formação académica ou profissional é estabelecida de acordo com as necessidades administrativas ou a função industrial pelo que as minorias (políticas; financeiras) vão mantendo o seu poder indiscriminadamente.
7. A luta popular apenas será eficaz através de maior consciência cooperativa,abrindo o caminho para o regresso do rei.
Nau
quinta-feira, 29 de março de 2018
N. 2323 - Prelo Real
Prelúdio
A minha poesia é uma árvore cheia de frutos
que um sol de tragédia amadurece;
mas eu não os arranco nem procuro:
- o meu sol de tragédia aquece, aquece,
e o fruto cai de maduro.
No resto, sou empregado de escritório
que não procura desvendar abismos,
e passa o dia (glorioso ou inglório)
a somar algarismos...
A minha poesia é uma árvore cheia de frutos
que um sol de tragédia amadurece;
mas eu não os arranco nem procuro:
- sei da miséria da estrada percorrida;
o seu sol de tragédia aquece, aquece,
- e o fruto cai de maduro
no chão da minha vida.
Sidónio Muralha
28/7/20 - 8/12/1982
quarta-feira, 28 de março de 2018
Nº. 2322 - RAC
1. Ao chegar ao fim de semana, aparentemente mais longa do que as anteriores, suspiramos de alívio e consideramos a hipótese de tudo abandonar, traçando um novo rumo.
2. O apoio da cara-metade está garantido, prometendo esta, em escassos minutos, arrebanhar o essencial para a demandada do porto seguro onde procuraremos o adequado abrigo.
3.Como portugueses que somos, a imagem ocorrida assenta em rotas marítimas, embora a deslocação se realize pela via aérea e uns bons quilómetros de estrada até à aldeia de recurso.
4. Aboletaremos em casa dos avós, decididos em harmonizar o espaço que nos é concedido com o pacífico desenrolar dos seus dias.
5. Todo o conforto proporcionado pelos equipamentos das grandes urbes será implementado, mas com o suporte de energias renováveis: painéis solares, unidades eólicas, recursos aquíferos e outras coisas mais.
6. A exploração agrícola (horta, pomar, lavoura) será monitorizado superiormente pelos mestres de sabores/saberes todo de experiências feito, na versão familiar da Estância de Férias Sénior, volta não volta aqui sugerida.
7. Não há dúvida, a consolidação das futuras comunidades passa pelo afastamento das grandes urbes.
Nau
terça-feira, 27 de março de 2018
Nº. 2321 - Doutrina Cooperativista
1. A economia é a ciência que se ocupa da produção e da distribuição de bens e serviços para satisfazer as necessidades humanas.
2. Esta ciência divide-se em dois ramos: a microeconomia, centrada na acção económica de indivíduos; a macroeconomia, focalizada no estudo dos fenómenos que afectam grupos humanos e são susceptíveis de avaliação estatística.
3. Na evolução da ciência económica, distinguem-se academicamente três fases: a pré-científica; a científica propriamente dita; a contemporânea, esta dividida em dois ramos - a política e a social.
4. A primeira fase abrange as manifestações dos filósofos gregos até ao séc.XVIII; a segunda etapa estende-se de meados do séc.XVIII até 1870; a contemporânea, subdividida nas leis de produção/consumo da riqueza e na satisfação das necessidades propriamente dita.
5. Diferentes escolas económicas se confrontam no âmbito dos pensamentos liberal e socialista, baseados no conceito da maioria da população dever ser governada por excelsas minorias.
6. Claro que nas unidades cooperativas todos os associados deverão participar na gestão das mesmas, tanto directamente como na prática incontornável, na satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. Bom é ter presente que toda a actividade cooperativa assenta na autogestão e no autofinanciamento, sem discriminações raciais, sociais, políticas ou religiosas.
Nau
segunda-feira, 26 de março de 2018
Nº. 2320 - Portal Comunalista
1, Há quem defenda o parlamentarismo monárquico que pouca diferença faz do seu congénere republicano.
2. Sempre houve mentes tortuosas que enveredam por esquemas obscurantistas a fim de usufruírem vantagens sobre os mais.
3. A paixão exagerada pelo clube a que se pertence ou com que se simpatiza dá azo a opções irracionais em que o ego, dominado pelos princípios do prazer e pelos desejos impulsivos, se sobrepõe aos interesses da colectividade.
4. Claro que os esquemas liberais, aparentemente favoráveis à liberdade civil e política, apenas favorecem um amor excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios.
5. Por outro lado, as doutrinas políticas que defendem a propriedade colectiva dos meios de produção, tendente a dirimirem as classes sociais, agilizando uma distribuição mais igualitária das riquezas, descambam num centralismo burocrático totalitário.
6. Logo, o que importa é obstar a competitividade e o espírito clubista entre as pessoas, optando a cooperação e o apoio mútuo em associações para a defesa de interesses comuns, onde sejam cultivados os princípios da autogestão e do autofinanciamento.
7. A discussão de ideias, de opiniões e, sobretudo de iniciativas na supracitada base, é a razão deste portal comunalista de inspiração monárquica.
Nau
domingo, 25 de março de 2018
Nº. 2319 - Psyche
1. Afastado da natureza o homem tende ao automatismo de recurso.
2. Levianamente a técnica corrompe tanto a produção dos alimentos como todos os outros bens na sociedade do consumo.
3. Será a paródia do triunfo da matéria sobre o espírito, mas este tornar-se-à vassalo de novas energias.
4. A racionalização continuará a reverenciar os legados históricos, mas a miséria psíquica e moral continuará terceira mundista.
5. Os valores civilizacionais espelham a cultura de massas, profundamente acrítica e clienteliscamente dócil.
6. A militância política que, no passado, diminuía o esforço de reflexão, progressivamente esboroar-se-à na indiferença geral.
7. O robot humano tende a ser substituído pelo homem robot.
Nau
sábado, 24 de março de 2018
Nº. 2318 - Fim de Semana 12
1. A liberdade é uma infantilidade caprichosa, apenas real na queda livre, sem pulsões afectivas.
2. A partidocracia sempre foi o sustentáculo da burguesia republicana dominante, gozando esta do beneplácito da plutocracia que, financiando tanto a produção como o consumo, arrecada fartos proventos.
3. A corja que tomou de assalto a banca e a administração pública continua insaciável fazendo mão baixa em benefício próprio.
4. A burocracia agiliza-se pela força das luvas dadas às ocultas, embora os fiscais das obras sejam moscas em pardieiros fétidos, dando tratos de polé a monitorizados projectos.
5. Aparentemente em campos opostos, ambas as facções (liberal e socialista) apoiam um nacionalismo lírico, incentivando a população amorfa a delegar o seu poder de decisão a terceiros.
6. "Atraiçoar a morte com a vida! Depois morrer de coração aberto e no sangue o teu nome liberto". Alexandre O'Neill dixit. Porém atrevo-me a acrescentar: CMC.
7. Atolado em política de trampa, Portugal continua à deriva. Só a multiplicação das unidade cooperativas poderá conter os impulsos corruptores da burguesia republicana dominante.
Nau
sexta-feira, 23 de março de 2018
Nº. 2317 - Luta Popular
1. Atolado em política de trampa, Portugal continua à deriva.
2. O governo tapa buracos apenas pretende ganhar as eleições que se avizinham.
3. Com os órgãos de comunicação social controlados, os garbosos jornalistas desta praça apenas curam do seu futuro.
4. Excepções são raras, pelo que ficamos limitados ao Camilo Lourenço, José Gomes Ferreira e John Wolf, dado que Medina Carreira já não se encontra entre nós.
5. A rotatividade liberal/socialista barra o poder a todas as outras forças políticas, servindo o PCP e o BE como bengala a António Costa.
6. O forrobodó é tão evidente que até a Universidade de Coimbra abre as portas ao imaculado José Sócrates.
7. Só a multiplicação das unidades cooperativas poderá conter os impulsos corruptores da burguesia republicana dominante.
Nau
quinta-feira, 22 de março de 2018
Nº. 2316 - Prelo Real
Soneto Inglês
Como o silêncio do punhal num peito,
O silêncio do sangue a converter
Em fio breve o coração desfeito
Que nas pedras acaba de morrer,
Vive em mim o teu nome, tão perfeito
Que mais ninguém o pode conhecer!
É a morte que vivo e não aceito;
É a vida que espero não perder.
Viver a vida e não viver a morte;
Procurar noutros olhos a medida,
Vencer o tempo, dominar a sorte,
Atraiçoar a morte com a vida!
Depois morrer de coração aberto
E no sangue o teu nome já liberto...
Alexandre O'Neill
19/12/24 - 21/8/86
quarta-feira, 21 de março de 2018
Nº. 2315 - RAC
1. A tradicional extrema-direita manifesta-se de modo agressivo no Velho Continente encabeçada por jovens corifeus com fome de poder.
2. Por outro lado, a velha extrema-esquerda, repetindo a estafada receita da burguesia republicana dominante, admite um rotativismo burocrático e parlamentar.
3. Sem possibilidade de um diálogo construtivo, ambas as facções vociferam palavras de ordem bafientas, fazendo o jogo dos seus mentores - os plutocratas sem rosto.
4. Aparentemente em campos opostos, ambas as facções apoiam um nacionalismo lírico, incentivando a população amorfa a delegar o seu poder de decisão a terceiros.
5. Hegemonias regionais nos aspectos político e militar vão fomentando o recurso a armas altamente destrutivas, cultivando a preponderância de minorias sobre as mais.
6. Conflitos místicos irracionais pela valorização do conhecimento apócrifo, imemorável, são avançados para uma maior e deliberada instabilidade.
7. Apenas o conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo, reforçará o espírito comunalista, aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
terça-feira, 20 de março de 2018
2314 - Doutrina Cooperativista
1. Confrangedora é a soturnidade da maioria da população idosa portuguesa.
2. A corja que tomou de assalto a banca e a administração pública continua insaciável fazendo mão baixa em benefício próprio.
3. Os erros patentes na gestão bancária são colmatados através de encapotadas falências, redução do número de balcões e imposição de ónus extraordinários às pensões de reforma.
4. Entretanto os créditos disponibilizados para instrumentos produtivos são criteriosamente atribuídos de acordo com a cor da pele, i.e., a primos e afilhados.
5. A burocracia agiliza-se pela força das luvas dadas às ocultas, embora os fiscais das obras sejam moscas em pardieiros fétidos, dando tratos de polé a monitorizados projectos.
6. Com um país que continua a saque, os habilidosos vão-se safando. Porém, sem créditos ou bens de raiz, o idoso torna-se cada vez mais descartável, amortalhado em vida.
7. Urge preservar a autonomia do idoso, não devendo este resignar-se perante a audácia dos "Zé do Telhado" dos nossos dias, participando na consolidação do movimento cooperativista.
Nau
segunda-feira, 19 de março de 2018
Nº. 2313 - Portal Comunalista
1. A Europa sempre foi chão de comunidades e reduto de impérios.
2. O conjunto de habitantes com a mesma origem étnica, falando a mesma língua e/ou tradição comum, formavam reinos governados por um soberano hereditário ou electivo.
3. A comuna sempre foi chão onde residia um aglomerado de pessoas, trabalhando estas para o seu natural sustento.
4. Claro que a ideia de nação, pretendendo erradicar o conceito de reino, sublinhava o local onde qualquer pessoa nascia, exaltando o que é próprio desse território.
5. O governo levado a cabo pelo rei e seus ministros passou, após a Revolução Francesa, a ser colegialmente conduzido, apoiado por um parlamento de natureza partidária.
6. A partidocracia sempre foi o sustentáculo da burguesia republicana dominante, gozando esta do beneplácito da plutocracia que, financiando tanto a produção como o consumo, arrecada largos proventos.
7. O centrão liberal e a burocracia piramidal socialista, aparentemente de efeitos contrários, ambos existem pelo delegar do poder de decisão a terceiros, estes indigitados por corifeus profissionais.
Nau
domingo, 18 de março de 2018
Nº. 2312 - Psyche
1. A liberdade é uma infantilidade caprichosa, apenas real na queda livre, sem pulsões afectivas.
2. Claro que pôr tudo no mesmo pé será mero desequilíbrio, agravado pela massa e o espaço que medeia entre dois pontos verticais.
3. Logo, a prática do amor só na queda livre verdadeiramente se manifesta como opção libertária e decisão soberana.
4. Os preceitos acerca de qualquer matéria são conjuntos de regras aleatórias dispensáveis até na ocorrência de factos e probabilidades contingenciais.
5. Apercebemo-nos das coisas sem o pormenor objectivo mas a convicção do momento e a garantida desilusão cepticíssima.
6. Sem dúvida que o homem é a medida de todas as coisas porquanto os deuses há muito tempo que não têm estatura.
7. A intuição poderá ser trágica mas jamais séria.
Nau
sábado, 17 de março de 2018
Nº. 2311 - Fim de Semana 11
1. Dentro dos padrões socialmente aceites e princípios morais vigentes, o Superego poderá induzir o indivíduo a condutas severas e, por vezes, irrascíveis. Urgente é arredar o homem da política devendo esta ser conduzida por sistemas computadorizados.
2. Embora liberais e socialistas afirmem ser o povo quem mais ordena, este é convidado a delegar o seu poder de decisão aos políticos indigitados por figurões que apenas defendem interesses seus particulares, bem como dos apaniguados habituais.
3. A admiração que se experimenta perante actos excepcionais, figuras públicas, cargos políticos, etc., é idêntica àquela nutrida pelo soberano hereditário e vitalício, ao qual não é exigível qualidades sublimes, mas dignidade nas suas funções.
4. A diferença entre o regime republicano e a instituição monárquica reside no facto de, no primeiro, o soberano ser a prazo e de génese partidária; na segunda, o soberano ser hereditário e vitalício - primus inter pares.
5. A partir das duas primeiras décadas do séc.XIX, o regime partidocrático foi introduzido em Portugal dando azo a um rotativismo partidário em que os desequilíbrios orçamentais eram sempre atribuídos ao governo anterior, com uma corte de apaniguados seguramente menos glutões do que os actuais.
6. "Revolucionário é todo aquele que quer mudar o mundo e tem a coragem de começar por si mesmo". Sérgio Vaz, poeta e cooperativista brasileiro.
7. Não podemos voltar costas às necessidades existenciais, lutando enquanto a vida dura, para harmonia própria e da comunidade em que nos encontramos integrados.
Nau
sexta-feira, 16 de março de 2018
Nº. 2310 - Luta Popular
1. A vida é o tempo em que se existe, logo um modo de existir.
2. Claro que a existência não é apenas o facto e ser próprio do homem, porquanto tudo ao seu redor é evidente, seja árvore, calhau ou ar em movimento.
3. O absurdo da existência, entre o nada da sua origem e a constante transformação de energia e substância de ensejo aleatório, é tempo de conveniência do ser humano.
4. Tirar as consequências do mero facto de existir, procurando o bem-estar próprio e dos que o rodeiam, é obrigação de todo o ser racional.
5. Por consequência, não podemos voltar as costas às necessidades existenciais, lutando enquanto a vida dura, para harmonia própria e da comunidade em que nos encontramos inseridos.
6. O Povo somos todos nós e a tal harmonia apenas será possível quando se verificar a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de todos os cooperantes envolvidos.
7. A luta popular é o tempo de vida que nos resta.
Nau
quinta-feira, 15 de março de 2018
Nº. 2309 - Prelo Real
Revolucionário...
... é todo aquele que quer mudar o mundo
e tem a coragem de começar por si mesmo.
Sérgio Vaz
poeta e cooperativista brasileiro
quarta-feira, 14 de março de 2018
Nº. 2308 - RAC
1. A diferença entre o regime republicano e a instituição monárquica reside no facto de, no primeiro, o soberano ser a prazo e de génese partidária; na segunda, o soberano ser hereditário e vitalício - primus inter pares.
2. Salientamos a diferença entre o conjunto de regras que se impõem na República e as leis estabelecidas em função do interesse da comunidade que são o fundamento da Monarquia.
3. No regime político vigente em Portugal é bem clara a preocupação dos seus mentores em bloquearem a alteração do mesmo, uma vez que este satisfaz plenamente os plutocratas que, financiando os interesses de uns contra os interesses dos outros, arrecadam largos proventos.
4. A partir das duas primeiras décadas do séc. XIX, o regime partidocrático foi introduzido em Portugal dando azo a um rotativismo partidário em que os desequilíbrios orçamentais eram sempre atribuídos ao governo anterior, com uma corte de apaniguados seguramente menos glutões do que os actuais.
5. Claro que tanto o soberano republicano como o monárquico têm como funções supervisionar os actos do governo; dissolver o parlamento de acordo com os calendários políticos acordados e/ou as regulares crises governamentais; sancionar as leis e outras actividades meramente protocolares.
6. A queda da instituição monárquica em 5 de Outubro de 1910 não foi devida a uma saudável revolução, mas sequência de actos criminosos de inspiração maçónica (regicídio; assassinatos políticos; atoardas criminosas) não esquecendo que o Partido Republicano nas últimas eleições parlamentares obtivera apenas 7% dos votos expressos.
7. Logo, aqui defendemos a instituição monárquica; o soberano hereditário e vitalício; a Economia Social através da multiplicação das unidades cooperativas onde a prática da autogestão e do autofinanciamento perspectivam uma comunidade mais sã e justa, sem jogos partidários - tanto de liberais como de socialistas.
Nau
terça-feira, 13 de março de 2018
Nº. 2307 - Doutrina Cooperativista
1. Felizmente que os seres humano não são todos iguais (sobretudo o género feminino) pois essa variedade é que permitiu a multiplicação dos seres e avanço civilizador.
2. Como é óbvio, o adiantamento e cultura social - progresso nas artes, nas ciências, nos costumes, etc. de um povo - devem-se ao talento de alguns em áreas específicas.
3. Ninguém espera que um bom médico obstetra seja, por mérito próprio, um ilustre cantor de ópera, porém Álvaro Malta, em meados do século passado, distingui-se nessas duas profissões com elevado mérito.
4. O talento dos intelectuais é louvável pelo contributo que o mesmo possa trazer ao prestígio e bem-estar da comunidade, conferindo a este apenas admiração e respeito dos mais.
5. A admiração que se experimenta perante actos excepcionais, figuras públicas, cargos políticos, etc., é idêntica àquela nutrida pelo soberano hereditário e vitalício, ao qual não é exigível qualidades sublimes mas dignidade nas suas funções.
6. Logo, colocar em iguais direitos, condições sociais e/ou ao mesmo nível todo o mundo é lisonja trapaceira apenas para facilitar a vida a caudilhos da estirpe dos democratas venezuelano e norte-coreano.
7. Aqui defendemos a concorrência de auxílio, de forças, de meios para o bem-estar da comunidade pela via da autogestão e do autofinanciamento.
Nau
segunda-feira, 12 de março de 2018
Nº. 2306 - Portal Comunalista
1. A minoria capricha em se arvorar mais apta para as funções governativas do que a maioria da população.
2. Sem dúvida que a população compreende indivíduos anti-sociais (amigos do alheio; meros cleptómanos; doentes mentais, etc.) porém natural será que tal parte da população seja inibida de actuar livremente e/ou necessite de tratamento adequado.
3. Mesmo a minoria presunçosa de excelsas qualidades mentais e/ou empresariais, também compreende elementos com fome de mando (poder sobre os mais) da estirpe de um Kim Jon-Un, da Coreia do Norte, ou de um Nicolás Maduro, da Venezuela.
4. Embora liberais e socialistas afirmem ser o povo quem mais ordena, este é convidado a delegar o seu poder de decisão aos políticos indigitados por figurões que apenas defendem interesses seus particulares, bem como dos apaniguados habituais.
5. Logo, o que importa é todo o mundo com vocação para tal submeter ao centro de processamento de dados propostas de gestão pormenorizadas que, juntamente com a informação coligida de modo automático, resultará um programa de governo equilibrado.
6. Regras desmotivadoras de apropriações doentias, créditos facultados individualmente, de acordo com o perfil e necessidades de cada um, permitirão um bem-estar geral até ao fim dos seus dias.
7. Claro que a eternidade jamais poderá ser garantida, mas a população poderá exercitar as suas capacidades de modo adequado e mais saudável.
Nau
domingo, 11 de março de 2018
Nº. 2305 - Psyche
1. A parte mais profunda da psique - o ID - é a central dos impulsos meramente intuitivos do ser humano.
2. Na dita central manifestam-se as necessidades de alimentação, amor, sexo, e outras pulsões às quais o corpo humano não pode escapar, constituindo um recurso básico do aparelho psíquico.
3. O Ego é o sentimento da própria importância do indivíduo, fazendo a ligação entre as pulsões do ID e as interdições impostas pelo Superego.
4. Claro que o Superego é o responsável pela manutenção dos pensamentos, bem como dos comportamentos individuais.
5. Dentro dos padrões socialmente aceites e princípios morais vigentes, o Superego poderá induzir o indivíduo a condutas severas e, por vezes, irrascíveis.
6. Tais comportamentos impulsivos também poderão suscitar atitudes libidinosas e/ou anti-sociais, ambos responsáveis pelos eventuais excessos.
7. Sendo o homem um animal tão complexo, urgente é arredá-lo da política devendo esta ser conduzida por sistemas computadorizados.
Nau
sábado, 10 de março de 2018
Nº. 2304 - Fim de Semana 10
1. Tanto a cartilha liberal como a socialista assentam no pressuposto de minorias de indivíduos poderosos (cabedais, apadrinhamentos, etc.) serem mais aptos para governar do que a maioria que faz pela vida.
2. Contra o centralismo burocrático e respectivos apaniguados urge pugnar pela multiplicação das unidades cooperativas e pelo regresso do soberano, hereditário e vitalício, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
3. O Portal Comunalista, aberto todas as semanas neste espaço, é um desafio que há largos anos impus a mim próprio, aberto a todo o mundo excepto aos administradores desta casa.
4. Nos dias de hoje a Internet supera a imprensa e, em certa medida, a TV generalista porquanto esta, progressivamente, vai sendo partilhada nos blogs temáticos.
5. Os regimes - alegadamente liberais ou socialistas - são subservientes do grande capital que no jogo partidário ou na ditadura de uma classe social (burguesia republicana dominante) perduram sem rei nem norte.
6. "Quando eu morrer, batam latas, rompam aos saltos e aos pinotes, façam estalar no ar chicotes, chamem palhaços e acrobatas! Que o meu caixão vá sobre um burro (...) Eu quero por força ir de burro". Mário de Sá Carneiro dixit.
7. Não há pachorra! A maioria da população apenas procura satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais que a partidocracia está longe de poder assegurar.
Nau
sexta-feira, 9 de março de 2018
Nº. 2303 - Luta Popular
1. Todo o mundo está farto da politiquice e dos corifeus que, de corrupção em corrupção, vão enchendo os seus bolsos.
2. Jovens demagogos - em França, Itália, Brasil, etc. - aproveitam o cansaço dos velhos figurões da política para avançar para a boca do palco.
3. Tanto a esquerda como a direita anunciam vitórias espectaculares, porém os programas anunciados não passam de estafadas receitas do bacalhau a pataco.
4. Procura-se, através de um clubismo exacerbado, pôr as contas públicas em ordem; criar o pleno emprego; assegurar reformas dignas ao fim de uma carreira profissional e, sobretudo, acabar com a corrupção.
5. Os liberais, com projecções radiosas, garantem que o trabalho é a mola principal para alavancar a economia, com olhos postos no grande capital.
6. Os socialistas avançam com a estafada receita do centralismo burocrático na expectativa que os centros financeiros se condoam das suas mazelas.
7. Não há pachorra! A maioria da população apenas procura satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais que a partidocracia está longe de poder assegurar.
Nau
quinta-feira, 8 de março de 2018
Nº. 2302 - Prelo Real
Fim
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluzia...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
Mário de Sá Carneiro
19/5/1890 - 26/4/1916
quarta-feira, 7 de março de 2018
Nº. 2301 - RAC
1. A direita política é normalmente conotada com regimes de carácter totalitário e conservador, isto é, contrário a grandes mudanças sociais.
2. Favorável às inovações e mudanças, tanto de carácter reformista como supostamente revolucionário, apresenta-se a esquerda em oposição à direita, mas igualmente totalitária.
3. Como é óbvio, ambos os regimes acima mencionados apoiam-se em esquemas centralizadores, plutocrata dependentes, limitando-se os eleitores a delegar o seu poder de decisão a terceiros indigitados por corifeus profissionais.
4. Defende a direita sistemas parlamentares em que o governo é politicamente responsável perante uma assembleia da sua confiança, onde se criam e desenvolvem adequados compromissos.
5. Normalmente a esquerda apoia-se em assembleias múltiplas de concertação piramidal em que as decisões das bases são pura ressonância dos diktats do Conselho Supremo.
6. Obviamente que ambos os regimes (alegadamente liberais ou socialistas) são subservientes do grande capital que no jogo partidário ou na ditadura de uma classe social (burguesia republicana dominante) perduram sem rei e sem norte.
7. A resposta adequada reside na multiplicação das unidades cooperativas (autogestão e autofinanciamento) bem como no regresso do soberano, hereditário e vitalício.
Nau
terça-feira, 6 de março de 2018
Nº. 2300 - Doutrina cooperativista
1. Levei um valente puxão de orelhas por não respeitar o ETS, isto é, o esquema temático semanal.
2. De facto, ao visitar blogs brasileiros entusiasmei-me com o pujante vivificalismo monárquico e apressadamente meti a minha colherada.
3. Sem dúvida que a disciplina nos procedimentos importa respeitar. Porém não é grave meter a foice em seara alheia porquanto desta também colhemos frutos sazonais.
4. Nos dias de hoje a Internet supera a imprensa e até, em certa medida, a TV generalista porquanto esta, progressivamente, vai sendo partilhada nos blogs temáticos.
5. Aproxima-se o fim da ditadura do papel e até nas unidades cooperativas a utilização da informação computadorizada facilitará a gestão dos artigos armazenados e/ou a armazenar.
6. Claro que o pagamento de quotas, imprescindível em qualquer clube desportivo, suportará as despesas fixas da unidade cooperativa, mas o capital variável dependerá sempre das operações realizadas pelos associados.
7. Provavelmente, até a identificação pessoal a nível comunitário, dentro em breve, será efectuado a partir de chips inseridos na população.
Nau
segunda-feira, 5 de março de 2018
Nº. 2299 - Portal Comunalista
1. O apontamento de ontem, por iniciativa nossa, foi integralmente transcrito no Parlamentarismo Monárquico Brasileiro, public group".
2. Embora destacado em 7 parágrafos à laia de proposição temática, certo é estes terem merecido o favorável parecer de 4 intrépidas facebokianas brasileiras.
3. Há cerca de 7 anos nesta lide, sinto-me deveras sensibilizado pela intervenção de Ângela Masciadri III, Ana Maria de Freitas, Sula Palazzini e Ilda Silva da Silva que, em curtas palavras (4xgosto) manifestam um singelo apoio aos temas ventilados.
4. Para trás ficam as intervenções de um conterrâneo meu, convidando-me a debater o tema do cooperativismo monárquico no seu blog, talvez porque a cavaqueira em pantufas lhe parecesse mais seguro.
5. Veterano tem sido a intervenção de um outro cavalheiro que se dispôs verborrear acerca de um apontamento relativo à "nobreza e aristocracia", mantendo uma regular consulta ao mesmo, provavelmente para alcançar a ideia do que escreveu.
6. O Portal Comunalista é um desafio que há largos anos impus a mim próprio, aberto a todo o mundo excepto aos administradores deste espaço.
7. Um muito obrigado a ângela Masciadri III, Ana Maria Freitas, Sula Palazzini e Ilda Silva da Silva pela bondade da vossa intervenção.
Nau
domingo, 4 de março de 2018
Nº. 2298 - Psyche
1. Decididamente, o "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos" enveredou por um "PMB - Parlamentarismo Monárquico Brasileiro".
2. Ora, o parlamentarismo é um sistema de cariz liberal baseado no facto do governo ser politicamente responsável perante o Parlamento que tem direito a exonerá-lo.
3. Logo, o "PMB" resulta da união de muitas pessoas contra outras que têm interesses opostos, i.e., defendendo uns o soberano hereditário e vitalício; outros o soberano a prazo de génese partidária.
4. Claro que tanto a cartilha liberal como a socialista assentam no pressuposto de minorias de indivíduos poderosos serem mais aptas para governar do que a maioria que faz pela vida.
5. Dentro em breve, técnicas de automatização dos procedimentos facultarão programas governamentais eficazes, bastando à maioria da população satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais nessa conformidade.
6. Por outro lado, sendo o movimento cooperativo brasileiro exemplar, baseado no ensino e prática da autogestão e do autofinanciamento, lógico será coroá-lo, atendendo que, no seu seio, não são admitidas discriminações raciais, políticas ou religiosas.
7. Entretanto, contra o centralismo burocrático - tanto liberal como socialista - urge pugnar pela multiplicação das unidades cooperativas e pelo regresso do soberano, hereditário e vitalício, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
sábado, 3 de março de 2018
Nº. 2297 - Fim de Semana 9
1. A reflexão espiritual sobre si mesmo em ambiente recatado será um bom exercício para se aperceber da potencialidade da sua intuição.
2. Sem dúvida que a unidade cooperativa é uma eficaz alavanca para uma real reforma social, adversa a competições bacocas, bem como ao clubismo fomentado pela burguesia liberal dominante.
3. Distinta das organizações de cariz sindicalista e/ou reivindicadoras junto dos regimes capitalistas (tanto liberais como socialistas) o cooperativismo é a chave para a questão social.
4. Discutir é arejar ideias.
5. O mal do nosso tempo é a partidocracia e o clubismo doentio. Porém, as novas tecnologias vão permitir o esvaziamento das megápoles e o regresso ao campo pela via de comunidades autónomas e auto-suficientes.
6. "Nuvem que o vento nos ares, onda que o vento nos mares, uma após outra lançou, a vida - pena caída da asa da ave ferida, de vale em vale impelida - a vida o tempo a levou".João de Deus dixit.
7. Mesmo na hipótese de eventuais tendências facciosas, o conjunto de técnicas de automatização dos procedimentos (robótica) dentro em breve estabelecerá programas de administração eficientes, dispensando a circulação fiduciária e a corrupção visceral do regime vigente.
Nau
sexta-feira, 2 de março de 2018
Nº. 2296 - Luta Popular
1. Confesso não nutrir grande simpatia pelo clubismo político.
2. Porém, durante algum tempo, presumi que certos políticos de carisma pudessem realizar a reforma social que este rectângulo da Península Ibérica à beira Atlântico plantado carece.
3. Assim dei os primeiros passos na Internet pela mão de Paulo Especial, administrador do "Monárquico.com Índice", tendo presente que o soberano hereditário e vitalício logicamente obviará disputas partidárias no topo da comunidade.
4. Entretanto, numa óptica mais ao menos cooperativa, sonhava com uma "Casa dos 24" onde - para além dos representantes das correntes políticas (liberal, socialista, cooperativista) - a presença do porta-voz das comunidades teria lugar.
5. Vencer o clubismo imposto pelos plutocratas que na cultivada disputa partidária vão financiando a produção e o consumo, tanto de bens essenciais como de artigos envenenados - drogas, armas destruidoras, paraísos além-túmulo - não é fácil.
6. Claro que a doutrina cooperativista não permite discriminações raciais, políticas ou religiosas no seu meio uma vez que os associados, por norma, limitam-se a satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. Mesmo na hipótese de eventuais tendências facciosas, o conjunto de técnicas de automatização dos procedimentos (robótica) dentro em breve estabelecerá programas de administração eficientes, dispensando a circulação fiduciária e a corrupção visceral do regime vigente.
Nau
quinta-feira, 1 de março de 2018
Nº. 2295 - Prelo Real
A Vida
A vida é o dia de hoje.
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é núvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura num momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais alto que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida - pena caída
Da asa da ave ferida
De vale me vale impelida
A vida o vento levou!
João de Deus
8/3/30 - 11/1/96
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