quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Nº. 2105 - RAC


1. Como é óbvio, a diferença entre monárquicos e republicanos reside no facto dos primeiros defenderem um soberano hereditário e vitalício; os segundos, um soberano a prazo de génese partidária.

2. Por incrível que pareça, no campo daqueles dois contendedores existem mais convergências do que dissensões uma vez que ambos procuram associar a prática democrática à partidocracia.

3. De facto, desde o início do Século XIX que a paixão partidária foi insuflada no Reino de Portugal arruinando o sistema político-económico então baseado no agrupamento em corporações e funcionando como elemento da governação.

4. Claro que a paixão sectária é alimentada pelos plutocratas que assim condicionam aqueles que defendem menos Estado (liberais) como os que pugnam pelo centralismo burocrático (socialistas).

5. Sempre que um monárquico manifesta grande apego aos usos antigos isso apenas significa um compromisso com fideísmos bafientos; os republicanos dão uma no cravo e outra na ferradura, eventualmente aceitando um soberano vitalício desde que este lhes assegure a intocabilidade dos interesses adquiridos.

6. Noventa anos de Monarquia liberal; dezasseis anos de República maçónica desbragada; quarenta e tal anos de República salazárquica; outro tanto de República socialista regida pela burguesia dominante...

7. Já é tempo de pôr cobro à apropriação doentia dos plutocratas e fomentar a multiplicação das unidades cooperativas rumo a uma Economia Social, tendo presente que Monarquia significa governo de um só, i.e., governo do Povo.

Nau


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