terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nº. 1817 - Doutrina Cooperativista


1. Dirigente de uma unidade cooperativa, com provas dadas de eficiência e sólidos conhecimentos doutrinários, perante mim declarou-se apolítico e desiludido com a gente lusa.

2. A maioria dos sócios da unidade cooperativa a que pertence mantém contactos esporádicos com esta, mais como clientes e/ou por razões meramente profissionais, delegando o seu poder de decisão a terceiros quando da renovação dos quadros dirigentes.

3. O pessoal contratado para assegurar as diversas actividades da cooperativa em questão pouco se distinguem dos empregados de qualquer empresa comercial ou fabril. muito próximos dos funcionários públicos no cumprimento de horários de trabalho.

4. Até os programas de actividades académicas ou lúdicas são assegurados por pessoal contratado, sendo raros os utentes que se apercebem da diferença entre o ensino cooperativo e o ensino particular, verificando-se apenas o amor à camisola nos encontros desportivos.

5. Considera-se como um dos raros abencerragens do movimento cooperativo o veterano dirigente no desabafo que exemplificou, demonstrando que o bicho-homem não defende causas, mas interesses particulares e bem mesquinhos.

6. Ser apolítico é  mais uma das dificuldades para mascarar frustrações do que uma prática racional, herdada da ditadura republicana, habilidosamente cultivada pela salazarquia, dando alento aos plutocratas viciosos e ao continuado domínio da burguesia preconceituoamente aristocrática.

7. Não embarcamos nas estafadas promessas liberais, nem tão-pouco do centralismo socialista que, à semelhança da religião social-facista (marxismo), pretende transformar os membros da comunidade em pensionistas do Estado.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário