quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nº. 1840 - Prelo Real




            Deus fez a Terra. E a Terra fez a Raça,
            Da Raça e mais da Terra tu vieste
            (O barro anónimo incarnou por graça
            e a treva encheu-se dum clarão celeste!)

            P´ra trás de ti há só a névoa baça,
            há só argila que o teu corpo veste,
            parente das raízes, em quem passa
            toda a rijeza duma noite agreste!

            Porque és ajuda e segurança antiga,
            pode bem ser que a tua voz consiga
            guardar dos lobos o revolto gado...

            Erguido sobre os longes pardacentos,
            ó filho das levadas e dos ventos,
            acode ao teu rebanho tresmalhado!


                                                      António Sardinha


Nº. 1839 - RAC


1. Véspera do feriado Primeiro de Dezembro que celebra uma revolução ocorrida em Portugal há 376 anos.

2. A dita revolução pôs cobro a sessenta anos da dinastia Filipina, pretendendo afastar o Reino de Portugal da política imperialista dos Habsburgos.

3. Claro que holandeses, franceses e ingleses, procurando dirimir a política de Fé e Império da Coroa espanhola, atacavam indiscriminadamente feitorias e navios portugueses provocando o empobrecimento da população lusa.

4. Logo, burgueses empobrecidos, fidalgos arrumados em prateleiras e povoléu carregado de impostos, tudo se conjugou - com forte promessas de auxílio externo nunca materializado - para o fim da união ibérica.

5. A pouco e pouco a península mais ocidental da Europa vai tomando consciência das suas diferenças e dos seus interesses, ciente que a partidocracia faz parte da fome de poder da burguesia dominante e do maquiavelismo dos plutocratas.

6. Porém, abdicar do poder de decisão a demagogos será continuar o regabofe postergador republicano, pelo que urge a multiplicação das células cooperativas - autogestionárias e autofinanceiras - a fim de dirimir o pantagruelismo capitalista.

7. O Chefe da Casa de Bragança confirmará, uma vez mais, a sua disponibilidade, como herdeiro da Coroa Portuguesa. Cabe a todos nós assumir a responsabilidade como cooperativistas monárquicos e comunalistas.

Nau

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nº. 1838 - Doutrina Cooperativista


1. Picar, na gíria corrente - perseguir, irritar - é mais uma característica dos insectos do que dos equinodermes Equinídeos cujos contactos, obviamente, deverão ser evitados.

2. De entre os excertos que recentemente me foram facultados, colhidos na Internet, consta uma definição do cooperativismo que não me deixa qualquer dúvida acerca dos conhecimentos do autor em tal matéria.

3. Assim, não resisto à tentação de reproduzir o referido texto: "Uma cooperativa agrupa agricultores ou outros profissionais agrícolas empenhados na desenvolvimento de actividades de âmbito agrícola, que contribuam para a satisfação das suas necessidades individuais sentidas por todos e ou de representação, defesa e promoção do seu interesse".

4. Prosseguindo na douta definição do cooperativismo, o autor acrescenta: "Uma cooperativa permite reforçar a capacidade competitiva das empresas agrícolas através da partilha dos recursos, dos riscos e das oportunidades ou capacidade de intervenção dos profissionais agrícolas na sociedade".

5. Claro que o autor de tão vastos conhecimentos desconhece a existência das cooperativas de artesanato, comercialização, consumo, crédito, cultura, ensino, habitação, pescas, produção agrícola,  produção operária, serviços, solidariedade social, uniões e federações.

6. Há quatro ou cinco anos atrás, possivelmente o mesmo autor do texto acima, e no dito espaço dos equinodermes Equinídeos, declarou que o cooperativismo era a expressão da religião comunista que ele, como um bom neoliberal e fideísta, contritamente abjurava.

7. Sem dúvida que o autor de tal apontamento acerca do cooperativismo não é um equinoderme Equinídeo, mas simples mosquito raivoso.

Nau

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nº. 1837 - Portal Comunalista


1. Fazemos votos para que o  recente apelo de Paulo Especial no "monarquicos.com" para uma definição de políticas, calendarização de actividades e contagem de espingardas na Ala dos Namorados seja coroada de êxito.

2. Saliento a Ala dos Namorados dado que, tanto os veteranos como os acomodados dos nossos dias, apenas cuidam da sua imagem, cientes de que no aproveitar é que está o ganho, até porque as suas convicções políticas e/ou religiosas nunca passaram de sentimentos mais ou menos confusos que não sabem justificar racionalmente.

3. Viajando pela Internet facilmente se conclui que há mais blogs monárquicos do que planetas no céu, cada um com uma população superior a 10 milhões de almas, mas nenhuma capaz de definir a Estrada Real que preferiria palmilhar.

4. Este Portal há largos anos que se encontra aberto mas ninguém se atreveu a passar as suas ombreiras devido ao facto do mesmo ser controlado por um ateu com ideias sociais claras quanto à organização política e à satisfação das necessidades dos indivíduos na comuna.

5. Certo é que pouco relevo ser aqui dado aos eventos desportivos e, por incrível que pareça, este espaço não se encontra conotado com qualquer clube recreativo ou loja maçónica, não promovendo qualquer figura pública à qual se possa mimosear com palavras indecorosas e/ou insinuações acerca da vida privada dos colaboradores.

6. Até mesmo os atoleimados, presos com unhas e dentes a títulos nobilárquicos de validade mais do que duvidosa, não passam por aqui, visitando estes assiduamente os apontamentos em que sublinhámos a inanidade do assunto, na vã esperança de compreenderem o que então singelamente expusemos.

7. Melhor sorte tenha Paulo Especial na sua recente campanha para despertar o brio de alguma alma perdida.

Nau

domingo, 27 de novembro de 2016

Nº. 1836 . Psyche


1. Grande número de monárquicos tem um funcionamento cognitivo, social e auto controlo deficiente.

2. Tais características resultam ansiedades, raiva e tristeza manifestadas em paranóias, isto é, sobrestima de si mesmo, com o delírio de grandezas aristocráticas e outras da mesma sorte.

3. Claro que tais distúrbios também se verificam nos anti-monárquicos, mas estes são devidos ao preconceito burguês de classe dominante que do poder tem fome desmesurada, tal como se verifica no actual primeiro-ministro.

4. Para muito boa gente perceber que a figura do rei -hereditário e vitalício - obvia disputas sectárias no topo da comunidade resulta de um preconceito cultivado pelo regime político vigente, tanto no campo doutrinário, como na lei fundamental que regula os direitos e garantia dos cidadãos.

5. Logo, o soberano a prazo - eleito por colégio restrito ou por sufrágio alegadamente universal - tem por objectivo apoiar ou contrariar a função governativa de acordo com a cor política da sua afeição, tal como se verifica na maioria dos regimes republicanos, tanto os ditos democráticos, como os de alçado ditatorial.

6. Socialmente inconsequentes, alguns monárquicos capricham por uma tradição parada no tempo e por um credo religioso formalista, embora alegadamente tolerantes com outras confissões, sem qualquer vinculação aos problemas relativos à produção e consumo de bens e serviços, da circulação da riqueza e da redistribuição do rendimento.

7. Nós, como cooperativistas e monárquicos, preocupamo-nos com a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de todos os membros do Reino de Portugal, sugerindo a multiplicação das células cooperativas onde a prática da autogestão e do autofinanciamento prenunciam uma comunidade mais sã e justa.

Nau 

sábado, 26 de novembro de 2016

Nº. 1835 - Fim de Semana 69


1. A aprendizagem faz-se pela observação do comportamento alheio e pelos resultados - agradáveis ou desagradáveis - auferidos, porém os pseudo monárquicos, cristalizados numa tradição parada no tempo, só fazem merda.

2. No dilema de assumir o poder de decisão ou delegar este a meros demagogos (chefes de facções populares ao serviço da burguesia dominante) sem dúvida que escolhemos o primeiro, dado que somos cooperativistas e procuramos satisfazer racionalmente as nossas necessidades económicas, sociais e culturais.

3. Monarquico não será o sequaz da Monarquia porquanto esta é uma instituição, nunca uma unidade política ou religiosa de desfaçatez clubista, por muito que supostos monárquicos doirem o passado e encham páginas inteiras com santos da sua devoção.

4. O comportamento - consciência da unidade e da identidade do eu - define as tomadas de posição, esperançosamente na linha do CECIM, centro de estudos cooperativos de inspiração monárquica, debatendo os problemas sociais; opondo a cooperação racional à apropriação doentia.

5. A terra transmontana - onde as pedras parecem ter vontade e nenhuma vontade desespera - tem dado ilustres próceres, conforme afirma o nosso querido poeta Miguel Torga, embora de todos os cantos deste Reino as vozes não destoem na vontade de ser Português - universalista e saudoso.

6. O desabafo de Paulo Especial no "monarquicos.com" desta semana foi a pedrada no charco há muito aguardada, com as palavras de ordem: urge pensar; abrir o movimento monárquico; procurar por definições; apostar na motivação e na própria acção; realizar a contagem de espingardas; assumir compromissos; definir metas.

7. Aguardamos a reacção das causas sem efeito - monárquicas, realistas, tradicionalistas e quejandas - além de Nunos Cardosos, dos John Wolves, dos 31 noves fora nada e outros da mesma sorte.

Nau


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Nº. 1834 - Luta Popular


1. "Urge pensar naquilo que podemos fazer para promover o ideal monárquico em Portugal e como o podemos fazer... Assim há que :

2. Abrir o Movimento Monárquico Português e torná-lo transparente; reformar o mesmo e definir objectivos palpáveis a atingir em datas concretas por forma a nos ir aproximando do objectivo de implantar uma Monarquia em Portugal.

3. Procurar, junto dos Portugueses, pela definição de Monarquia que estes achem que lhes dê resposta para os seus anseios do presente e de um futuro próximo; apostar na definição da ideologia que deverá estar associada à Monarquia que os Portugueses desejarem.

4. Apostar, fortemente, em acções de publicidade continuada e analisar o impacto de tais acções; promover acções junto às Escolas Secundárias e Universidades por forma a apresentar a ideia de uma Monarquia livre dos preconceitos associados a esta pela presente República, aos nossos jovens e ao futuro de Portugal.

5. Realizar um Census Monárquico por forma a saber, concretamente, quantos somos, quais as nossas especialidades, capacidades e vontades para trabalhar ou contribuir para a causa a que nos propomos.

6. Estar abertos às necessárias readaptações e imprevistos que um tal plano a longo prazo implica, assim como a evolução, ponto por ponto, de como a República que vai respondendo às vontades e anseios dos Portugueses.

7. (...) A definição de metas e objectivos não implica que estes possam ou devam ser repensados à medida que são conhecidos os resultados... (tendo) como objectivo (a) promoção de uma Monarquia para Portugal sob os valores da Liberdade e Igualdade."

Paulo Especial
Administrador do grupo www.monarquicos.com"

Nota: Recomendamos a leitura integral do referido texto, pedindo desculpa ao autor pela redução de tão importante mensagem a sete parágrafos.

Nau

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Nº. 1833 - Prelo Real


                                   Eco


               Ah! terra transmontana
               Que não tens um cantor à tua altura!
               Um Marão inspirado,
               Um Douro inquieto,
               Um plaino aberto
               De carne e osso,
               Capaz de recriar noutra verdade
               Esta grandeza austera,
               Onde as pedras parecem ter vontade,
               E nenhuma vontade desespera.

                                                  Miguel Torga



Nau

Nº. 1832 - RAC


1. Sempre nos pareceu insensatas as opções clubistas e, sobretudo, as partidárias.

2. O conjunto das características essenciais - inteligência, carácter, temperamento, constituição - define a pessoa humana.

3. Porém, o comportamento - consciência da unidade e da identidade do eu - define as tomadas de posição, esperançosamente tidas como livre escolha.

4. Claro que o conhecimento adquirido no domínio social e moral valoriza a pessoa distinguindo-a do liberalismo individualista e/ou do socialismo centralizador.

5. Supor que a nata da comunidade (a presumida aristocracia) melhor conduzirá os destinos desta é manifesta tese da burguesia liberal dominante.

6. Idênticos propósitos têm a burguesia socialista - dita de esquerda - preconizando um sistema político-económico que transformará o homem em pensionista do Estado.

7. O CECIM, como centro de estudos cooperativos de inspiração monárquica, tem por objecto debater os problemas sociais, opondo a cooperação racional à apropriação doentia.

Nau

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Nº. 1831 - Doutrina cooperativista


1. Não basta a presunção de ser monárquico uma vez o que importa é agir criteriosamente de acordo com tal princípio.

2. Pelas mesmas razões é displicente afirmar-se cooperativista apenas por ser sócio de uma unidade cooperativa sem observação dos fundamentos.

3. Insensato será arrogar-se intelectualmente brilhante pelos cabedais possuídos ou canudos granjeados de modo leviano, bastado ter presente as palavras de Agostinho da Silva.

4. Abro aqui um parêntesis para citar o dito filósofo/poeta: "... e não (vejam) como génio todo aquele que é doutor sobretudo se o próprio... sabendo ler, o que lê entende mal".

5. Monárquico não será o sequaz da Monarquia porquanto esta é uma instituição, nunca uma unidade política ou de desfaçatez clubista.

6. A comunidade portuguesa consiste de muitas e variadas espécies humanas, caldeadas por indígena proveniente das cinco partes do Planeta Azul.

7. Logo, monárquico e cooperativista será todo aquele que se revê na figura do rei - por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade - procurando satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, abjurando a tacanhez burguesa.

Nau

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Nº. 1830 - Portal Comunalista

1. No dilema cooperação ou apropriação optamos pelo primeiro

2. No dilema Monarquia ou República, claro que decidimos pelo primeiro.

3. No dilema Comunalismo autonómico ou municipalismo centralista preferimos o primeiro

4. No dilema soberano vitalício e hereditário versus soberano a prazo de cariz partidário enveredamos pelo primeiro.

5. No dilema sistema associativo com base nas unidades cooperativas ou centralismo burocrático seguimos a boa experiência do primeiro

6. No dilema células cooperativas ou mero clubismo escolhemos o primeiro.

7. No dilema de assumir o poder de decisão ou delegar este a meros demagogos sem dúvida que escolhemos o primeiro.

Nau

sábado, 19 de novembro de 2016

Nº. 1829 - Psyche


1. A aprendizagem faz-se pela observação do comportamento alheio e pelos resultados - agradáveis ou desagradáveis - auferidos.

2. O medo - acidental ou incutido - dá azo a comportamentos anti-sociais pelo que o amparo, não actos punitivos, gera confiança e fortalece as iniciativas.

3. Todos os animais - incluindo o bicho-homem - aprendem continuadamente pela observação e práticas ocorridas, segundo padrões do seu agrado, embora a resistência a mudanças sejam mais frequentes no ser humano, sobretudo devido ao peso dos anos.

4. Assustamos-nos frequentemente com aquilo que vemos e/ou imaginamos por associação a casos penosos dos quais tomamos conhecimento de modo fortuito, isto é, sem participação formal.

5. O relaxamento poderá substituir a ansiedade, tal como o prazer atenua a hostilidade e o conforto (aparente ou mitigado) eliminando a repulsa, até na função sexual.

6. Logo, os problemas humanos poderão ser aliviados por um ensino capaz e boas práticas, desde que criteriosamente seleccionadas e integrantes na respectiva comunidade.

7. Claro que os procedimentos de modificação de comportamentos negativos falham completamente quando orientados para as opções da burguesia republicana dos nossos dias.

Nau

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Nº. 1828 - Fim de semana 68


1. O bom sucesso de um projecto não depende apenas do talento do empreendedor mas da consistência do empreendimento.

2. Pouca diferença faz a partidocracia da burguesia republicana da partidocracia da burguesia monárquica.

3. Porém, basta a multiplicação das células cooperativas - autogestionárias e autofinanceiras - para conter a ditadura da preconceituosa burguesia republicana e o continuado regabofe dos plutocratas.

4. Claro que, para um cooperativista, a célula a que se encontra associado é a via racional para satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

5. A coisa pública não é susceptível de prescrever qualquer norma de conduta individual sem um consenso abrangente, bem como do conhecimento das necessidades e práticas para as satisfazer.

6. "Quem é pobre sempre é pobre; quem é pobre nada tem. Quem é rico sempre é nobre e às vezes não é ninguém".

7. Evocar a tradição como pau para toda a obra - tanto na esfera religiosa, como no campo político - denuncia mera tacanhez de espírito dos seus sequazes,

Nau

Nº. 1827 - Luta Popular


1. A luta popular deverá ter por objecto pôr cobro a todo o tipo de preconceitos instilados ao longo dos tempos no seio da comunidade.

2. Por outro lado, os autóctones de uma determinada região sempre admitiram estrangeiros entre si, isto é, gente de outras regiões, tolerando credos e práticas diferentes das suas.

3. Mesmo quando o grupo estrangeiro era dominante embora minoritário em relação à população local, esta era aliciada a converter-se às suas práticas mediante a isenção do pagamento de impostos.

4. A conversão religiosa dos naturais da Península Ibérica ao islamismo após a conquista do território por Tariq ibn Ziyad resultou de idêntico ardil, implementado ao longo dos séculos por outros conquistadores.

5. O que não há qualquer dúvida é, na via da globalização, os diferentes credos e práticas estrangeiras conviverem de modo pacífico no mesmo espaço geográfico, excepto quando o poder vigente não admite opiniões contrárias em matéria religiosa e/ou política,

6. Logo, evocar a tradição como pau para toda a obra - tanto na esfera religiosa, como no campo político - denuncia tacanhez de espírito dos seus sequazes.

7. A luta popular tem por padrão o homem integral; a comunidade inclusiva; o preceito cooperativo e a figura do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Nº. 1826 - Prelo Real



                 
                 Quem é pobre sempre é pobre,
                 Quem é pobre nada tem;
                 Quem é rico sempre é nobre
                 E às vezes não é ninguém.

                 Complicada afirmação
                 Esta... de ter e não ter!...
                       - O que importa é ter razão,
                 Saber amar e sofrer!
                 Quanto a bens materiais,
                 Coisas que a sorte nos dá
                 Ou o trabalho conquista,
                 É tudo sem consistência...
                 - Antes a cruel saudade
                 Que me deu a tua ausência.

                                                  António Botto



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Nº. 1825 - RAC


1. Sem duvida que as coisas aparentemente simples são bem mais complicadas.

2. A res publica consiste numa miríade de pessoas de uma singularidade assustadora, convivendo pela força das circunstâncias.

3. O interesse geral de todos os indivíduos não é uma causa que, só por si, produza o efeito das forças que actuam em conjunto.

4. Logo, a coisa pública não é susceptível de preservar qualquer norma de conduta individual sem um consenso abrangente.

5. Tudo que existe ou pode existir real ou abstractamente redunda num conjunto de preceitos e práticas que enformam politicamente a comunidade.

6. A transmissão oral de factos, lendas, dogmas, etc., de geração em geração consolida-se como uma ciência ou arte de governar a comunidade.

7. Porém, tal ciência - conhecimento das necessidades e práticas para as satisfazer - não deverá ser reduto de minorias, mas fórum cooperativo.

Nau

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nº. 1824 - Doutrina Cooperativista


1. Para um curioso, uma breve informação compreensiva acerca da doutrina cooperativa é aceitável.

2. Para um céptico, basta uma vista de olhos por qualquer texto relativo ao cooperativismo para o deixar indiferente acerca desta matéria.

3. Para o crítico, não restam dúvidas. A coisa não funciona e o articulado, por mais sucinto que seja, é um extenuante disparate.

4. Para o sabichão encartado, todo o texto acerca do cooperativismo nada de novo lhe diz, reservando comentário abalizado para uma próxima oportunidade.

5. Para o neófito, basta a ideia motivadora de acção, dispensando palavras caras uma vez que o futuro será breve.

6. Para um cooperativista, a célula a que se encontra associado é a via racional para satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. Porém, para um cooperativista monárquico-comunalista, a doutrina aqui defendida é o princípio do fim da ditadura republicana, cultivada pela burguesia dominante.

Nau


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Nº. 1823 - Portal Comunalista


1. Pouca diferença faz a partidocracia da República, da partidocracia da Monarquia.

2. Apenas a figura do soberano, hereditário e vitalício, oferece mais confiança por evitar disputas partidárias no topo da comunidade.

3. Logo, defender a instituição monárquica na base de um parlamentarismo partidocrático é persistir no erro da democracia burguesa de 1820.

4. Defender o indefensável, isto é, o regime vigente, é dar alento à ditadura da burguesia republicana e o continuado regabofe dos plutocratas.

5. Basta a multiplicação das células cooperativas, autogestionárias e autofinanceiras, para conter os ímpetos da burguesia republicana dominante.

6. Aos cépticos bastará o ensaio da prática cooperativa para ficarem habilitados a comentar e/ou apresentar comprovadas alternativas.

7. Nós, por cá, continuamos a defender o CMC - cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

domingo, 13 de novembro de 2016

Nº. 1822 - Psyche


1. Viver sem objectivos é persistir enquanto a vida dura.

2. O ramerrão é resistir à mudança na trajectória para a frustração.

3. Claro que o bom sucesso não depende apenas do talento, mas da consistência do projecto.

4. Improvisar não é evoluir, mas poderosa ferramenta para iludir os menos atentos.

5. A vida assenta no paradigma de morte adiada - dura enquanto a vida dura.

6. Vencer obstáculos na senda das oportunidades é engano deliberado.

7. Logo, viver é passar a vida a ferro e fogo.

Nau

sábado, 12 de novembro de 2016

Nº. 1821 - Fim de Semana 67


1. O cérebro controla os movimentos do bicho-homem a velocidades disparatadas como é evidente quando este participa em causas sem efeito - monárquicas, tradicionalistas e outras da mesma sorte.

2. Bom é ter presente que monárquicos não são aqueles que se apresentam com nomes sonantes ou títulos nobiliárquicos do mesmo quilate dos patrícios da Roma Antiga mas sim aqueles que pugnam por uma comunidade mais sã e justa.

3. Ser apolítico é mais uma das dificuldades a superar, pela frustrações herdadas da ditadura republicana, habilidosamente cultivada pela salazarquia, que tanto alento tem dado aos plutocratas e à burguesia dominante, preconceituosamente aristocrática.

4. O mal-estar social vai-se agravando devido ao espírito clubista dos apaniguados dos vários partidos políticos e à voracidade dos plutocratas residentes que, sendo uma expressão minoritária, subsidiam os seus eunucos - CEO's pagos a peso de ouro - para estes repercutirem os esquemas capitalistas da Wall Street e quejandos.

5. Nós, por cá, continuamos realistas, cientes que apenas um forte espírito cooperativista poderá sustar os ímpetos soezes da burguesia republicana dominante.

6. Perante esta vida de morte adiada, ocorre-nos citar José Régio: "Abre os olhos, minha amada! Enterra-os bem nos meus; não digas nada... Deixa a vida exprimir-se sem disfarce!"

7. A comunidade é o espaço vital onde progenitores, descendentes e afiliados coabitam.

Nau

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Nº. 1820 - Luta Popular


1. A comunidade é o espaço vital onde progenitores, descendentes e afiliados, nos tempos idos, coabitavam.

2. Claro que a habitação - gruta, fraguedo, refúgio natural, etc. - por mais primitiva que fosse, compreendia nichos particulares.

3. Também os utensílios e ferramentas rudimentares eram partilhados pelos membros da comunidade, mesmo antes da natural sedentarização.

4. Da partilha dos bens essenciais no seio da comunidade, a expansão desta originou a troca dos ditos bens de acordo com as necessidades de cada uma das partes envolvidas.

5. O lugar onde as trocas de produtos e ferramentas ocorriam - mormente junto dos templos ou de sítios de aprazimento geral - ganharam o título de mercado.

6. As mercadorias (produtos disponíveis no mercado) transaccionadas com o suporte fiduciário (títulos de valor padronizado) deram lugar a três estilos de vida: os produtores, os comerciantes e os burgueses.

7. Certamente que aos desprevenidos leitores deste apontamento ocorrerá a pergunta: que raio tem a ver a comunidade, as ferramentas, os bens essenciais, etc., com a luta popular? é o que vamos esclarecer nos próximos apontamentos.

Nau


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nº 1819 - Prelo Real




                              Soneto de Amor


               Não me peças palavras, nem baladas,
               Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
               Deixa cair as pálpebras pesadas
               E entre os seios me apertes sem receio.

               Na tua boca sob a minha, ao meio,
               Nossas línguas se busquem, desvairadas...
               E os meus flancos nus vibrem no enleio
               Das tuas pernas ágeis e delgadas.

               E em duas bocas uma língua... - unidos,
               Nós trocaremos beijos e gemidos,
               Sentindo o nosso sangue misturar-se.

               Depois... - abre os olhos, minha amada!
               Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
               Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

                                               
                                                      José Régio


Nau

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nº. 1818 - RAC


1. O apontamento de ontem expôs o comportamento dos desiludidos e dos desfasados.

2. Porém, tal comportamento é característico da maioria da população portuguesa sob a actual ditadura da burguesia republicana.

3. O mal-estar social vai-se agravando devido ao espírito clubista dos apaniguados dos vários partidos políticos e a voracidade dos plutocratas residentes.

4. Sendo uma minoria os homens dos fartos cabedais residentes estes, por via dos seus eunucos - CEO pagos a peso de ouro - repercutem os esquemas capitalistas da Wall Street e quejandos.

5. Por outro lado, os países com um potencial económico emergente têm uma clientela local a satisfazer, nada preocupados com os problemas sociais que possam ocorrer no Velho Continente.

6. Os galos na capoeira globalizada vão ensaiando confrontos internacionais envenenando as respectivas populações com gritos patrióticos e promessas de manás inesgotáveis.

7. Aqui continuamos realistas, cientes que apenas um forte espírito cooperativista poderá sustar os ímpetos da burguesia republicana dominante.

Nau

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nº. 1817 - Doutrina Cooperativista


1. Dirigente de uma unidade cooperativa, com provas dadas de eficiência e sólidos conhecimentos doutrinários, perante mim declarou-se apolítico e desiludido com a gente lusa.

2. A maioria dos sócios da unidade cooperativa a que pertence mantém contactos esporádicos com esta, mais como clientes e/ou por razões meramente profissionais, delegando o seu poder de decisão a terceiros quando da renovação dos quadros dirigentes.

3. O pessoal contratado para assegurar as diversas actividades da cooperativa em questão pouco se distinguem dos empregados de qualquer empresa comercial ou fabril. muito próximos dos funcionários públicos no cumprimento de horários de trabalho.

4. Até os programas de actividades académicas ou lúdicas são assegurados por pessoal contratado, sendo raros os utentes que se apercebem da diferença entre o ensino cooperativo e o ensino particular, verificando-se apenas o amor à camisola nos encontros desportivos.

5. Considera-se como um dos raros abencerragens do movimento cooperativo o veterano dirigente no desabafo que exemplificou, demonstrando que o bicho-homem não defende causas, mas interesses particulares e bem mesquinhos.

6. Ser apolítico é  mais uma das dificuldades para mascarar frustrações do que uma prática racional, herdada da ditadura republicana, habilidosamente cultivada pela salazarquia, dando alento aos plutocratas viciosos e ao continuado domínio da burguesia preconceituoamente aristocrática.

7. Não embarcamos nas estafadas promessas liberais, nem tão-pouco do centralismo socialista que, à semelhança da religião social-facista (marxismo), pretende transformar os membros da comunidade em pensionistas do Estado.

Nau

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Nº. 1816 - Portal Comunalista


1. Por incrível que pareça, o tema mais visitado neste espaço é o da nobreza.

2. Embora aqui sempre se tenha procurado separar o trigo do joio, a maioria continua a meter os pés pelas mãos.

3. Todo o mundo almeja por uma classe dirigente aristocrática, isto é, a nata da comunidade, porém só a escumalha republicana tem tido acesso às cadeiras do poder.

4. Claro que a nobreza foi uma classe castreja - duque, marquês, conde, etc. - que há muito tempo já perdeu tais funções, restando a titularidade de fancaria.

5. Por outro lado os burgueses que, pelos cabedais acumulados, se apresentam como alta, média e baixa classe social, hoje esgrimem títulos académicos para disfarçar a sua menoridade mental.

6. Logo, monárquicos não são aqueles que apresentam nomes sonantes ou títulos nobiliárquicos do mesmo quilate dos patrícios da Roma Antiga.

7. Monárquicos são aqueles que pugnam por uma comunidade mais sã e justa, multiplicando as células cooperativas a fim de conter a burguesia dominante e os obstinados plutocratas.

Nau

domingo, 6 de novembro de 2016

Nº. 1815 - Psyche


1. O cérebro humano tem mais de 160 000 Km de vasos sanguíneos pelo que é muito natural que presunçosos monárquicos se percam em conjecturas espúrias.

2. Mais de 20% do sangue transportado pelas artérias para o cérebro a cada  batimento cardíaco alimenta milhares de milhões de células nervosas com todos os prolongamentos.

3. Sempre que o bicho-homem pensa o cérebro deste consome cerca de 50% do oxigénio e combustível que lhe foi fornecido, porém os pseudos monárquicos nunca vão ao fundo das questões, espraiando-se por obstinadas fidalguias.

4. Pesando cerca de 1,360 Kg, a textura do cérebro é semelhante a de uma gelatina, de pouca consistência na classe burguesa, sendo o órgão mais gordo do bicho-homem, envolvido na resolução de problemas, pensamentos e sentimentos.

5. Para além das funções mencionadas no parágrafo anterior, o cérebro também controla os movimentos do bicho-homem, a velocidades diferentes como é evidente quando este participa nas causas sem efeito - monárquicas, tradicionalistas e outras da mesma sorte.

6. O córtex, isto é, a superfície enrugada do cérebro compreende áreas especializadas na interpretação de determinadas funções - imagens, sons e cheiros - sendo o olfactativo pouco apurado nos pseudos monárquicos e razão suficiente para estes só fazerem merda.

7. Um cérebro adulto do bicho-homem tem milhar de milhões de neurónios que vão sendo destruídos pela cultivada inacção.

Nau

sábado, 5 de novembro de 2016

Nº. 1814 - Fim de Semana 66


1. Estados psicorgânicos caracterizados por brusca ruptura das funções mentais e fisiológicas são pouco adequados à meditação.

2. Avaliar maduramente um assunto pressupõe o confrontar de argumentos; reflectir acerca das consequências e, sobretudo, pensar, isto é, entender e formar um juízo racional.

3. Enquanto a tradição tem uma característica regional - tradição minhota, tradição alentejana, tradição madeirense, etc. - a religião tende a um paradigma mais abrangente, graças ao poder sacerdotal.

4. O número daqueles que continuam a associar o cooperativismo a correntes liberais e/ou sociais sociais-fascistas  é negligenciável, evidenciando apenas intenções pouco honestas de tais prevaricadores.

5. "É trágico-cómico ver a forma como o Movimento Monárquico se auto-destrói. (... ) Portugal afunda-se, estas gentes envergonham os seus antepassados e nunca mais seremos uma Monarquia - é este o nosso triste fado...". Paulo Especial dixit.

6. "Não tenho deuses. Vivo desamparado. Sonhei deuses outrora, mas acordei (...). A ilusão de um suporte... mas inércia da morte, o descanso (...) na ramada a cantar primaveras, uma a uma, também não me diz nada. A paz possível é não ter nenhuma". Excertos de um poema de Miguel Torga...

7. O objectivo do cooperativismo é a conquista da felicidade, possível através da realização de consensos, numa base solidária, equitativa e em plena liberdade.

Nau


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Nº. 1813 - Luta Popular


1. A luta aqui preconizada é mero incentivo pessoal, na qualidade de membros comunitários que não corifeus da pretensiosa burguesia.

2. Claro que, anacoréctico numa comunidade por desejos promocionais e/ou perfeiçonismo, a luta apenas  servirá para cultivar relações selectivas e prováveis frustrações.

3. Tomar como parceiros os membros da sua vizinhança e dispensar a imortalidade contemplativa é assegurar um presente consensual e um futuro equilibrado.

4. Lutar, isto é, trabalhar para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais é abdicar de rodriguinhos bem como de religiões opiáceas.

5. Saliento o abdicar de todo o tipo de polémicas vãs porquanto, na actividade cooperativa, não são admitidas discriminações sociais, políticas ou religiosas.

6. Logo, o objectivo do cooperativismo é a conquista da felicidade, possível através da realização de consensos numa base solidária, equitativa e em plena liberdade.

7. A cooperação e o remoçar do espírito comunalista é a única via para aplanar o caminho para o regresso do rei.

Nau

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Nº. 1812 - Prelo Real




                                        Princípio



                                Não tenho deuses. Vivo
                                Desamparado.
                                Sonhei deuses outrora,
                                Mas acordei.
                                Agora
                                Os acúleos são versos,
                                E tacteiam apenas
                                A ilusão de um suporte.
                                Mas a inércia da morte, 
                                O descanso da vide na ramada
                                A cantar primaveras uma a uma,
                                Também me não diz nada.
                                A paz possível é não ter nenhuma.


                                                            Miguel Torga


     
     Nau

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Nº. 1811 - RAC


Com a devida vénia, transcrevemos um apontamento de Paulo Especial, publicado no "Monárquicos.com Public Group" que apenas peca pela brandura das palavras empregadas.


"É trágico-cómico ver a forma como o Movimento Monárquico se auto-destrói!

Apregoa-se o crescimento, em número, de monárquicos mas não surgem provas de tal e muito menos se aceita a possibilidade da realização de uns census!

Realizam-se eventos para promover a monarquia em Portugal destinados a monárquicos e mais interessados em falar de vinhos ou como um rei fez campanhas hidrográficas!

Insiste-se em associar a defesa de uma monarquia a um credo esquecendo-se que a sociedade é, hoje, laica como os portugueses desejam.

Associam-se a movimentos extremistas e minoritários dentro do universo monárquico apenas para os calar e fazer defender publicamente a pretensão da Casa de Bragança ficando por esclarecer o que dará em troca, sem que haja muitas dúvidas para tal!

Portugal afunda-se; estas gentes envergonham os seus antepassados e nunca mais seremos uma Monarquia - é este o nosso triste fado...

Paulo Especial"


Nota: O preambular completa a série de sete parágrafos, ficando a aguardar novos pronunciamentos.

Nau



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Nº. 1810 - Doutrina Cooperativista


1. O conjunto de princípios em que se baseia o cooperativismo tem sido aqui exaustivamente trazido à colação.

2. Muitos dos exemplos por nós citados foram coligidos das publicações da "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" - referência sólida e incontestável.

3. Porém, alguns dos nossos colaboradores recearam que tais referências pudessem ser interpretadas como aproximações políticas, tendo de imediato cessado tal prática.

4. Claro que não abdicaremos da possibilidade de louvar e/ou criticar unidades cooperativas que, pelo seu trabalho, sejam exemplo (positivo ou negativo) da doutrina cooperativista.

5. O número daqueles que continuam a associar o cooperativismo a correntes liberais e/ou sociais-fascistas é negligenciável, evidenciando apenas intenções pouco honestas de tais prevaricadores.

6. Bom é ter presente que o corporativismo - repito, o corporativismo -  é um sistema político-económico conservador, sujeitando grupos de pessoas da mesma profissão e/ou actividade a regras idênticas, funcionando estas como elemento de governação.

7. Por outro lado, os sociais-fascistas, preconizando a abolição da propriedade privada, descaracterizam a unidade cooperativa transformando-a em mero departamento de ressonância estatal.

Nau