1. Aqueles que argumentam ser a competição a estrada real que desemboca no progresso, enganam-se redondamente. O anarco-comunalismo monárquico tem por fundamento a cooperação e a liberdade responsável do bicho-homem.
2. Voltado para o umbigo, o litigioso e multicolor Tio Sam (branco, preto, amarelo) repete os erros do Velho Continente. Os múltiplos reinos europeus, após embarcarem num suposto aggiornamento republicano, procuram segurar uma periclitante união de braços cruzados, i.e., sem uma sólida expressão militar e penosos desequilíbrios sociais.
3. Assegurando-se o 'estado', reduto da burguesia republicana dominante, como nação politicamente organizada, proveniente de um povo com a mesma origem étnica e fala o mesmo idioma, tal se conclui não ser a realidade dos nossos dias.
4. Obviamente que o falar evoluiu segundo os contactos externos, dando azo aos afrancesados do final do século XIX e princípios do seguinte, bem como aos inglesados do presente, língua indo-europeia, do subgrupo germânico ocidental, falado no Reino Unido, EUA, Austrália e outros.
5. A paixão exagerada pelo clube com que se simpatiza é uma fórmula de amor tribal. Claro que a tribo nacional-socialista ainda não manifesta ódios amparada pela dupla louça/actriz, bem como pela relíquia comunistóide, todos engolindo em seco devido às eleições autárquicas que se avizinham.
6. "Frustração: Foi bonito o meu sonho de amor. Floriam em redor todos os campos em pousio. Um sol de primavera brilhou em pleno estio, lavado e promissor. Só que não houve frutos dessa primavera. A vida disse que era tarde demais, e que as paixões tardias são ironias dos deuses desleais". Miguel Torga dixit.
7. Persistimos na luta popular no sentido desta expressar a repulsa pela desastrosa conduta da burguesia republicana dominante. Em nome da igualdade exige-se que a maioria vote na minoria indigitada por corifeus sectários que levam a vida a tripudiar pelo acesso às cadeiras do poder.
Nau
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