1. Economicamente, Portugal está à beira do abismo e, após a exaustão dos fundos de emergência europeia, dará um grande passo em frente.
2. Apesar de um quadro tão sinistro, a direita conservadora procura prostituir-se em vésperas da chegada de capital fresco, pois a exaustão é rápida, sob o manto diáfano de uma justiça comprometida.
3. Dentro em breve, o centralismo burocrático controlará a produção de bens essenciais e procederá à distribuição destes segundo o caciquismo instalado e a anuência dos subsídios dependentes.
4. Sem dúvida que a emigração e o turismo sazonal são o recurso da burguesia republicana dominante para se equilibrar no poleiro, além das normais cedências feitas a empresas internacionais.
5. O que resta do empreendedorismo privado resumir-se-á a bares de apoio à prostituição, bem como a empresas de limpeza doméstica e de mestres-de-obras na construção civil.
6. A banca apenas servirá para o apoio às obras de carácter estatal e de descanso de ex-ministros que copiosamente se acumulam no sector da administração bancária, atentos, veneradores e obrigados às necessidades dos governantes.
7. Claro que as disputas hegemónicas que se perfilam no horizonte internacional alargarão as possibilidades de novos empreendimentos, mas Portugal continuará a ser o capacho europeu.
Nau
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