terça-feira, 6 de agosto de 2019

Nº. 5817 - Doutrina Cooperativista


1. Dizer que a unidade cooperativa consiste no agrupamento de trabalhadores, pretendendo estes administrar a sua própria empresa levanta a seguinte questão - o que define o trabalhador.

2. Será aquele que é dado ao trabalho ou tão-somente para agenciar a vida? A primeira hipótese abrange o pendor para o lazer ou uma actividade profissional elementar.

3. Avocar Louis Blanc ou Joseph Proudhon como percursores do cooperativismo é baralhar as preocupações sociais destes com a normal actividade do homem que vem da noite dos tempos.

4. No aspecto associativo, as Bolsas Marítimas de Lisboa e Porto dos tempos medievais, destinadas a acautelar o mercadejar no Norte de Europa é uma boa referência cooperativa, longe das teorias liberais e socialistas de arregimentação puramente sectária.

5. Logo, quando se evoca os princípios da Aliança Cooperativa Internacional de 1895, estes apenas salientam os fundamentos da associação, não tendo esta por objectivo o lucro mas o concerto de interesses, i.e., a cooperação.

6. Certo é a burótica bem como a administração pública electrónica apoiada em uma produção e distribuição automática, dentro em breve limitar a actividade do homem às funções sociais e culturais.

7. O monárquico-comunalismo consiste na multiplicação das unidades cooperativas, tendo por soberano, hereditário e vitalício, como referência.

Nau


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