terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Nº. 5587 - Doutrina Cooperativista


1. Mourejando longe do torrão natal, o nosso coração divide-se entre os que por lá ficaram e visitamos sempre que nos for possível; os que connosco partilham o pão nosso de cada dia na expectativa de um eventual êxodo.

2. A actividade profissional que abraçámos tem momentos de grande satisfação e outros menos agradáveis, tal como acontece com os nados e criados lá que, exercendo idênticas funções, partilham as mesmas dificuldades sociais, devido aos compromissos assumidos pela burguesia republicana dominante com o grande capital.

3. Tanto os liberais como os socialistas têm presente que a função do aparelho estatal é equilibrar a produção e o consumo de modo que a riqueza residual possa ser eficazmente distribuída, atendendo às necessidades básicas e conforto da comunidade que não o apetite pantagruélico da minoria dirigente.

4. Abro aqui um parêntesis para relatar a história de uma equipa médica que, formada por estagiários, assistindo estes em regime de rotação vários doentes, um elemento da equipa técnica permanecia mais horas em actividade do que os seus colegas.

5. Procurando o aconselhamento do chefe da equipa médica este, elogiando a dedicação ao trabalho de estagiário, sublinhou que o problema só poderia ser resolvido pelo tirocinante, mediante a racionalização da sua actividade.

6. De facto, ao entregar o nosso poder de decisão a terceiros, estes nomeados por corifeus demagógicos, apenas procuramos alijar a nossa responsabilidade, cientes que a alegada democracia dança de acordo com os ditames do grande capital.

7. Nós aqui vamos pela multiplicação das unidades cooperativas e aconselhamos uma visita ao País Basco - comunidade autónoma ao Norte de Espanha - onde, esperançosamente, aguardamos que os interesses das gentes superem os nacionalismos espúrios.

Nau 

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