terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Nº. 5580 - Doutrina Cooperativista
1. O populismo - mistura de socialismo e liberalismo servindo esta de capa aos interesses da burguesia republicana dominante - não nos encanta porquanto viciado pelo espírito de competição.
2. Pretender rivalizar com aqueles que gozam de muitos bens (herdados ou acumulados) é mais do mesmo, supondo que ao Estado cabe zelar pelo equilíbrio e redistribuição da riqueza.
3. Todavia, a administração pública - conjunto de organismos, funcionários e governantes, que gerem os negócios do Estado - é formada por burocratas e politicastros, estes últimos mestres em se governarem a toda sela
4. Logo, ousando desafiar os quadros dirigentes, populistas apenas manifestam as suas frustrações, multiplicando as intrigas e actividades de políticos que, afirmando apoiar interesses populares, se servem deles para as suas ambições de poleiro.
5. Urge acabar com a partidocracia que, através de corifeus inveterados, afirmando que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa estatal, insiste na delegação do poder decisório a terceiros.
6. Só a plurialização das unidades cooperativas poderá dirimir a obcecação dos demagogos, permitindo que às várias pessoas responsáveis oporem a cooperação e apoio mútuo aos interesses de intermediários e/ou de capitalistas.
7. Não há dúvida que os soberanos a prazo apenas jogam no esquema partidocrático que os catapultou, pelo que o soberano consensual, hereditário e vitalício, é a opção racional pois reina mas não governa.
Nau
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