Natal de um Poeta
Em certo reino, à esquina do planeta
Onde nasceram meus Avós, meus Pais,
Há quatro lustres, viu a luz um poeta
Que melhor fora não a ver jamais.
Mal despontava para a vida inquieta,
Logo ao nascer, mataram-lhe os ideais,
A falsa-fé, numa traição abjecta,
Como os bandidos nas estradas reais.
E, embora eu seja descendente, um ramo
Dessa árvore de Herois que, entre perigos
E guerras se esforçaram pelo ideal:
Nada me importas, País! seja meu amo
O Carlos ou Zé da T'resa...Amigos,
Que desgraça nascer em Portugal.
António Nobre
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