segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Nº. 1865 - Portal Comunalista
1. Segundo uma lenda nórdica, um lenhador, ao socorrer na floresta uma rena ferida, foi surpreendido pelo facto de esta ser um poderoso duende que, deveras reconhecido, se prontificou a recompensá-lo munificientemente.
2. O esforçado lenhador, desiludido pelos magros resultados pecuniários conseguidos, durante longas horas de trabalho, logo manifestou o desejo de ser tão rico como o magnate lá das redondezas, sendo tal aspiração de imediato assegurada pelo grato duende.
3. Ainda combalido por tão grande ventura, meteu pernas ao caminho de casa para relatar o auspicioso encontro à sua mulher, não dispensando uma breve visita à estalagem da proximidade onde procuraria refrescar a sua abrasada garganta com néctar da melhor qualidade que, até então, nunca lhe passara pelos lábios.
4. Feliz acaso deu ensejo ao encontro com o famoso magnate lá do sítio que, estranhando os ares perdulários do lenhador, jocosamente lhe propôs um jogo de cartas em que o vencedor pagaria copiosas rodadas à numerosa e sedenta assistência.
5. Surpresa, surpresa foi que, aceite o desafio, a cada partida de cartas o lenhador saía vitorioso obrigando o magnate abrir os cordões à bolsa até esta ficar completamente vazia, tal como a do lenhador, de acordo com a promessa garantida pelo duende.
6. Em Portugal, a extrema-esquerda procura aplicar o esquema do duende nórdico sacando dinheiro aos magnates (que há muito tempo já puseram os seus haveres em paraísos fiscais); agravando a dívida pública sem ter em vista hipóteses de razoável pagamento; beneficiando sectores improdutivos a troco de favores eleitorais.
7. Claro que a uma perdulária democracia republicana segue-se uma ditadura republicana, assegurando o continuado regabofe dos plutocratas por via da burguesia dominante.
Nau
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