1. A força do capitalismo, como sistema económico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, consolidou-se através de um conjunto de aparelhos que, alimentados por adequada energia, transformam matérias-primas em bens intermédios ou finais.
2. Os investimentos em numerário corrente, mercadorias, imóveis, acções ou quaisquer outros valores destinados à produção de novos valores, são o capital adequado para a realização de novos títulos, necessários para a consolidação da riqueza, propriedade de pessoas com grandes cabedais e dinheiro para negociar e aumentar os seus rendimentos.
3. A relação entre o preço de venda do artigo produzido e o preço de custo do mesmo, quando levado ao mercado onde se compram e vendem mercadorias — até consciências! — é designado por ganho, provento ou mero lucro obtido na actividade económica.
4. Obviamente que parte do dito lucro é arrecadada como prestação pecuniária requerida pelo 'estado', reduto da burguesia republicana dominante, alegadamente para atender às necessidades públicas e, sobretudo, satisfazer a voracidade de insaciáveis corruptos.
5. A influência excessiva dos funcionários públicos, fazendo estes parte do grupo de empresários que, em conluio com os "manga de alpaca" que desempenham tarefas administrativas e organizativas, alegadamente caracterizadas pela racionalidade e tendência rotineira, impõem a centralização da autoridade.
6. Dinâmicas capitalistas e sectarismos políticos são o prato do dia, impondo tortuosas as vias para a aprovação de projectos que se avolumam nas secretarias e gabinetes técnicos do 'estado' aguardando a água benta, i.e., luvas, das partes interessadas.
7. A produção industrial de bens essenciais e a administração pública, ambas digitalizadas, estão para breve, tal como o anarco comunalismo monárquico.
Nau
Nenhum comentário:
Postar um comentário