quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Nº. 5609 - RAC
1. Em recente comentário a um artigo de certo jornalista que não se mostrara simpatizante de extremismos - tanto de esquerda como de direita - alguém prontamente se afirmou anarquista.
2. Dado que o comentador, naturalmente exaltado, caprichava em se afirmar anarquista indicando as suas coordenadas no Facebook, o desejo de verificar tal asserção encaminhou-nos para o santuário de tal doutrina que, ao fim e ao cabo, não passa de ponto de encontro de antigos oficiais do exército.
3. Sem dúvida que o anarquismo pretende subverter a ordem social pela via da contestação e destruição do poder instalado mas, embora defenda a liberdade total do indivíduo, descamba na luta pela emancipação da classe operária, teoricamente apolicista, sob o pendão do anarco-sindicalismo.
4. Mestres como Godwin e Proudhon, reagindo contra a burguesia republicana dominante, avançaram com propostas radicais, secundados por Bakunine, Kroptkine, Malatesta e outros da mesma igualha que, na prática, foram ultrapassados por José Estaline e Adolfo Hitler, ambos socialistas.
5. A tendência de um Estado colocar outros povos ou Estados sob a sua dependência política e/ou económica culminou na Europa no antagonismo de interesses capitalistas que, coadjuvada pelo anarquismo latente, se materializou no conflito mundial de 1914-18, contribuindo inexoravelmente para o declínio da Europa.
6. Dos escombros da chamada primeira grande-guerra do século transacto, avolumam-se os interesses pela expansão comercial e controlo da mão-de-obra, dando origem a movimentos políticos caracterizados pelo totalitarismo de Estado, alegadamente para pôr cobro às caóticas situações económicas sociais.
7. A partidocracia vigente minou, progressivamente, o anarco-sindicalismo, restando apenas os jovens oficiais da guerra colonial para fazerem a apologia do anarquismo.
Nau
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