sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Nº. 2184 - Luta Popular


1. Vezes sem conta tem aqui sido chamada a atenção para o facto do neocolonialismo ser mais nefasto do que as estratégicas feitorias como apoio a rotas marítimas de longo curso.

2. Como é sabido, a feitoria era um depósito por conta da Coroa Portuguesa para arrecadação e troca de mercadorias com os indígenas locais, bem como para o abastecimento de água doce, caça e fruta da época aos navegantes.

3. Por outro lado, o neocolonialismo em prática após a 2ª Guerra Mundial resulta de um apertado controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político, mas enleados nas teias capitalistas.

4. Certo é que, a partir dos finais do Século XVIII, a maioria dos países da Europa Ocidental, Estados Unidos da América, Japão, etc., entraram numa desenfreada competição industrial, procurando a obtenção do máximo lucro na produção e expansão comercial.

5. O capitalismo fundamenta-se na dinâmica do empresário que, através da conquista de mercados, assegura a produção e o consumo, sem intervenção do próprio Estado, dando origem a um processo de acumulação de capital na mão dos plutocratas.

6. Sem dúvida que a competitividade entre a classe empresarial dinamiza a economia de vários Estados, tornando estes cada vez mais dependentes dos capitalistas que, a fim de usufruírem lucros substancialmente maiores, vão fomentando a luta partidária, tida como 'democracia'.

7. Logo, a alternativa será a multiplicação das unidades cooperativas - autogestão e autofinanciamento -reforçando o espírito comunalista e aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau


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