quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Nº. 2204 - Prelo Real



                     
                              Soneto de Inês


             Dos olhos corre a água do Mondego
             os cabelos parecem os choupais
             Inês! Inês! Rainha sem sossego
             dum rei que por amor não pode mais.

             Amor imenso que também é cego
             amor que torna os homens imortais.
             Inês! Inês! Distancia a que não chego
             morta tão cedo por viver demais.

             Os teus gestos são verdes, os teus braços
             são gaivotas poisadas no regaço
             dum mar azul turquesa intemporal.

             As andorinhas seguem os teus passos
             e tu morrendo com os olhos baços
             Inês! Inês! Inês de Portugal.


                                        José C. Ary dos Santos

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Nº. 2203 - RAC


1. A resenha dos livros publicados nas comunidades de expressão lusa tem aqui sido alvitrada perante uma apatia confrangedora.

2. Sete parágrafos, sem quaisquer preocupações literárias, dariam conhecimento da actividade editorial, tanto de autores como de temas, gratos a visitantes deste espaço.

3. Talvez a dita resenha, obedecendo a uma selecção própria, motivasse uma aproximação entre residentes de comunidades distantes.

4. Por outro lado, os candidatos à lides literárias poderiam expor aqui os seus projectos, eventualmente despertando o interesse de Mecenas e/ou de editores profissionais.

5. Importa sobretudo fortalecer a comunidade lusa, ancorada na língua brasileira, enriquecida pelas expressões africanas de Angola e de Moçambique, bem como de outros continentes, cultivadas a nível superior.

6. Claro que são as novas tecnologias que aligeiram o esforço físico da espécie humana, permitindo-lhe uma subsistência equilibrada e uma carreira menos competitiva.

7. Logo, a informação em letra redonda - sobretudo de carácter científico - urge divulgar na óptica da grande comunidade lusa.

Nau

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Nº. 2202 - Doutrina Cooperativista


1. Ao debruçarmo-nos acerca da temática da Economia Social, ocorre-nos a experiência do cooperativismo de Mondragón.

2. Mondragón é o maior grupo empresarial da Península Ibérica, com mais de 100 000 trabalhadores, actuando em muitas áreas que vão da indústria à formação universitária.

3. Fundada na década de 1940 por iniciativa do padre José Maria Arizmendiarrieta na comunidade Basca, o cooperativismo de Mondragón fundamenta-se no associativismo de cariz democrático e na solidariedade comunitária.

4. Privilegiando a autogestão e a autonomia financeira, o objectivo do associativismo cooperativista é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

5. Logo, o estudo e a realização de projectos exigem a anuência e participação dos associados na óptica APC (amizade, proximidade, capacidade) e na escala mais adequada.

6. A multiplicação das unidades cooperativas nas diversas áreas industriais, serviços, construção, etc., poderá ser articulada em uniões, federações e confederações num âmbito globalizado.

7. Sem dúvida que a ideia sublime de Reino (união de comunidades afins) e a figura do Rei (hereditário e vitalício) correspondem à robotização que se avizinha, superando o facciosismo e a apropriação doentia.

Nau

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nº. 2201 - Portal Comunalista


1. Bom é ter presente que a política é uma profissão, isto é, um modo de vida, abraçada por muita gente para uma realização pessoal.

2. Pondo em prática uma actividade tida como ciência de governar os povos, o candidato a tal profissão esforçar-se-à para a sua subsistência.

3. A uma pessoa legalmente habilitada para o exercício da medicina apenas é exigida que procure curar ou mitigar as doenças dos pacientes, porém milagres apenas são expectáveis dos ministros das finanças.

4. Logo, ao optar pela profissão daqueles que manejam os dinheiros públicos, não precisa de ser pessoa versada na teoria ou prática das finanças, mas ter um primeiro-ministro que lhe ampare o jogo.

5. Claro que ao primeiro-ministro - o que está em primeiro lugar no tempo, no espaço, na ordem - apenas é exigível ser um bom pagador de promessas (esperanças fundadas em aparências), profissão com largo número de candidatos.

6. Em qualquer actividade profissional é exigido largos anos de proficiência, a fim de poder auferir uma aposentação meritória, exigência que na política o titular em uma só legislatura fica habilitado.

7. Cooperar não será uma profissão mas simples opção esclarecida, na linha APC - amizade, proximidade, capacidade - certo que ao político, num futuro próximo, apenas lhe ficará reservada a actividade futebolística.

Nau


domingo, 26 de novembro de 2017

Nº. 2200 - Psyche


1. Tendencialmente o planeta Terra terá apenas duas estações climatéricas: uma muito seca e quente; outra pluvisiosa e fria.

2. Por outro lado, o colapso das bolsas de valores que se vislumbra no horizonte arrastará mercados e indústrias, criando o caos em todos os continentes, dando mais força política aos tiranetes refastelados nas cadeiras do poder.

3. Uma vez que a indústria ligada aos equipamentos bélicos é muito lucrativa, obviamente que os desaguisados se multiplicarão, estes bafejados pelos plutocratas embevecidos pelo expectável maná de cifrões que entrarão nos seus altares, digo, bolsos.

4. Angélicos sacerdotes, certos da angústia daqueles que apenas servem de carne para canhão, oferecem paraísos celestiais, anatematizando a concorrência que lhes poderá estragar o negócio.

5. O capitalismo motiva empresários, políticos, sacerdotes, ditadorzecos e anormais da mesma sorte, indiferentes ao sofrimento daqueles que apenas pretendem satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

6. Num tempo em que todo o mundo fala da imparável globalização, demagogos profissionais procuram transformar laboriosas comunidades, há muito consciente das suas genuínas raízes, em pátrias convencionais onde se possam vanglorizar como os seus 'libertadores'.

7. Até quando a burguesia republicana dominante abusará da nossa paciência?

Nau

sábado, 25 de novembro de 2017

Nº. 2199 - Fim de Semana 47


1. Volta não volta um surto de Legionella é detectado. Evitar a deslocação a unidades médicas (centros de saúde ou hospitais) e solicitar instruções por via telefónica é a iniciativa mais adequada.

2. Sempre houve bandidos com o perfil de um Zé do Telhado, tanto nos locais obscuros como na política. Claro que a figura romantizada do bandido que rouba aos ricos para dar aos pobres está fora de moda. Hoje - os que não podem fugir - pagam as dívidas assumidas pelos políticos e cara alegre.

3. As unidades cooperativas são a expressão do movimento popular, tendo por objectivo a consolidação de uma Economia Social que salvaguarde as comunidades da burguesia republicana dominante, estas orquestradas por plutocratas insaciáveis.

4. Opondo-se a um capitalismo de mercados em aberta competição (liberalismo), bem como ao centralismo burocrático das correntes socialistas (nazistas e sociais-fascistas) a cooperação é o leitmotiv.

5. Uma vez que nos decidimos por uma revisão da matéria relativa à estância pedagógica rural, bom é ter presente que o projecto é alicerçado no conceito APC, isto é, amizade, proximidade e capacidade dos iniciados.

6. "[Estar sózinho] ensinou-me a olhar para as coisas - aponta-me todas as coisas que há nas flores; mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas". Fernando Pessoa dixit.

7. Tanto as propostas liberais como as socialistas limitam-se a prolongar o estatuto da burguesia republicana dominante em que todos são iguais perante a lei, embora alguns sejam mais iguais do que outros.

Nau



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Nº, 2198 - Luta Popular


1. A mentalidade da burguesia republicana dominante evidencia-se pelo amor excessivo ao bem próprio sem consideração pelos interesses e direitos alheios.

2. Claro que ao doentio espírito competitivo, acresce a presunção de direitos sem contrapartidas e, sequiosa destes, independentemente de qualquer convenção ou legislação, o burguês exige para si a parte de leão; migalhas para os outros.

3. A grande, a média e a pequena burguesia, medularmente preconceituosas, entendem que aos outros compete zelar pelo bem-estar geral, embora não se coíbam de conpuscar, por actos e palavras, o espaço comum.

4. O que é meu, sem dúvida, é meu; o que é teu, iniludivelmente, é nosso. Logo, a liberdade-igualdade-fraternidade é roupa de afrancesados maçónicos que apenas serve para enganar meninos, na óptica partidária, uma vez que a maioria é convencida a abdicar do seu  poder de decisão em favor dos dirigentes políticos.

5. A coisa pública, apresentada como um regime popular sob a designação de República, pouca diferença faz da vetusta organização política romana que existiu sob a alçada dos 'patrícios', antepassados da burguesia contemporânea.

6. Tanto as propostas liberais como as socialistas limitam-se a prolongar o estatuto da burguesia republicana dominante em que todos são iguais perante a lei, embora alguns sejam mais iguais do que outros.

7. A terceira via sublima a cooperação - consensual e verdadeiramente responsável - sem facções sectárias alimentadas pelos capitalistas pantagruélicos, aplanando o caminho para o regresso do Rei - primus inter pares.

Nau

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Nº. 2197 - Prelo Real



                 Não tenho ambições nem desejos
                 ser poeta não é uma ambição minha
                        É a minha maneira de estar sozinho.

                 Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
                 E corre um silêncio pela erva fora.

                 Porque quem ama nunca sabe o que ama
                 Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...

                 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo
                 Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

                 Porque eu sou do tamanho do que vejo
                 E não do tamanho da minha altura...

                 A mim ensinou-me tudo.
                 Ensinou-me a olhar para as coisas.
                 Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
                 Mostra-me como as pedras são engraçadas
                 Quando a gente as tem nas mão
                 E olha devagar para elas.


                                                     Fernando Pessoa


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nº. 2196 - RAC


1. Voltamos à estância pedagógica rural para fazer o ponto da situação.

2. Os cuidados a ter com a água proveniente de poços, ribeiros e outros recursos afins estão praticamente esclarecidos.

3. Embora a iluminação por pavios, torcidas, geradores eléctricos com motores de combustão interna seja pouco agradável, certo é, nos primeiros passos, tal não poder ser contornado.

4. Uma vez que nos decidimos por uma revisão da matéria, bom é ter presente que o projecto é alicerçado no conceito APC, isto é, amizade, proximidade e capacidade dos iniciados.

5. Caso os troncos disponíveis das podas das árvores sejam abundantes, a hipótese da instalação de um recuperador de calor será uma boa malha porquanto o dióxido de carbono das lareiras, braseiros, etc., tradicionais é pouco amigo da saúde.

6. Finalmente, a construção de painéis solares; dínamos accionados pelo vento e/ou ribeiros; máquinas a vapor e outras coisas da mesma sorte estão largamente divulgadas na Internet.

7. Logo, mãos à obra! O projecto da estância pedagógica rural que avance!

Nau

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Nº. 2195 - Doutrina Cooperativista


1. As unidades cooperativistas são a expressão do movimento popular tendo por objectivo a consolidação de uma Economia Social.

2. Opondo-se a um capitalismo de mercados em aberta competição (liberalismo), bem como ao centralismo burocrático das correntes socialistas (nazistas e sociais-fascistas), a cooperação é o leitmotiv das comunidades.

3. Logo, o cooperativismo progressivamente se afirma como a terceira via, sem rotativismos partidários e/ou diktats da burguesia republicana dominante, articulando de modo harmonioso as comunidades com a imparável globalização.

4. Todo o mundo tem presente que as comunidades ancestrais, particularmente as mais rudimentares, eram auto-suficientes, mantendo um pequeno intercâmbio entre si por carência ou excessos ocasionais,

5. As feitorias portuguesas ao longo da costa africana estabelecidas no início do século XV, conforme sublinhado em recente apontamento, tinham por objectivo o abastecimento de água doce, caça e frutas aos navegantes que demandavam o Oriente em busca de especiarias.

6. O arrotear e cultivar terras alem-mar e trazer à civilização as populações primitivas que as habitavam foi o estratagema adoptado após a revolução industrial pelos países europeus e norte-americano em finais do século XIX.

7. Claro que o neocolonialismo em prática após a II Guerra Mundial, igualmente denunciado em anterior apontamento, resulta de um apertado controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político, mas enleados em teias capitalistas.

Nau 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Nº. 2194 - Portal Comunalista


1. Sempre houve bandidos com o perfil de um Zé do Telhado (tanto nos locais obscuros como na política) deste desgraçado país.

2. Claro que a figura romantizada do bandido que rouba aos ricos para dar aos pobres - com um cheirinho de Robin Hood - não passar de literatura.

3. Porém os bandidos andam por aí: pilhando carteiras; arrebentando com caixas automáticas de transferência de valores; violando a habitação de pacíficos residentes.

4. No campo político a diferença é pouca visto que os bandidos, refastelados nas cadeiras do poder, roubam, em benefício próprio, os trabalhadores, esportulando vitualhas aos apaniguados.

5. Uma vez que os elementos do bando carecem de uma rotatividade nas cansativas funções governamentais, estes normalmente passam para os conselhos de administração das empresas públicas e/ou da banca.

6. Sintomático é as unidades bancárias - tanto as públicas como as intervencionadas - serem forçadas a cobrar serviços extraordinários aos seus depositantes, mesmo quando estes são meros reformados com  pensões miseráveis.

7. Mais palavras, para quê? Os bandidos há muito que perderam a vergonha!

Nau


domingo, 19 de novembro de 2017

Nº. 2193 - Psyche


1. A Legionella é um microrganismo unicelular e procariota capaz de sobreviver em condições ambientais hostis por longos períodos.

2. Inicialmente supôs-se que a contaminação era devida pelo inadequado tratamento de reservatórios e/ou de condutas de água.

3. Tendo-se verificado como um surto de pneumonia durante uma convenção da "Legião Americana" em 1976 este foi largamente noticiado como "doença dos legionários".

4. A infecção não é transmitida de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água, mas pelas gotículas dos aparelhos de ar condicionado e/ou do duche.

5. Caracterizada por dores musculares, tosse seca e febre acima dos 39 graus, o imediato diagnóstoico médico é indispensável.

6. Idosos e doentes crónicos - alcoolismo, diabetes, doenças pulmonares e outras da mesma sorte - são a população mais afectada.

7. Evitar deslocações a unidades médicas (centros de saúde e hospitais) e solicitar instruções por via telefónica é a iniciativa mais adequada.

Nau

sábado, 18 de novembro de 2017

Nº, 2192 - Fim de Semana 46


1. No CECIM almeja-se por uma Economia Social para este Reino à beira Atlântico plantado refém de uma burguesia republicana dominante.

2. Como cooperativistas, privilegiamos o diálogo embora neste espaço apenas se verifique o monólogo.

3. Define-se 'democracia' como governo do Povo posto que esta não passe de mera delegação do poder decisório a terceiros.

4. Perante uma globalização alucinante, propomos um soberano hereditário e vitalício a fim de obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

5. O futuro é promissor, porém avizinham-se conflitos a uma escala sem precedentes, com muito suor, destruição e lágrimas.

6. Da diáspora portuguesa (até para um eventual intercâmbio entre unidades cooperativas!) o desinteresse vai muito além do extremo-oriente.

7. Não é a competição que importa - a luta, a concorrência, a rivalidade - mas sim uma cooperação esclarecida.

Nau






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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Nº. 2191 - Luta Popular


1. Já na primeira década do corrente século, uma série televisiva da BBC parodiava a celeuma entre reitores das unidades de referência, empertigando-se estes pela sua curricula, bem como pelo quadro de mestres havidos.

2. Nos meus verdes anos ficara igualmente surpreendido ao tomar conhecimento de um estudante nipónico que, pela terceira vez, se candidatara para o ingresso na Universidade de Tóquio sem êxito, posto que a sua actividade profissional demonstrasse, no sector de investigação e proficiência, grande mérito.

3. Embora o dito estudante já tivesse tido curtas passagens por universidades norte-americanas e até europeias, o seu objectivo mantinha-se na candidatura à universidade japonesa, entenda-se, à Universidade de Tóquio que não a qualquer outra universidade de ensino da capital.

4. Justificava o persistente candidato ao facto da sua origem social ser modesta; à passagem por escolas secundárias de pouca monta; ao tempo perdido em cursos de formação técnica que apenas lhe tinham permitido uma estabilidade económica, mas pouco tempo para a realização do seu projecto.

5. Segundo parece, razões culturais subsistiam porém, por pudicícia, o veterano estudante não as esclareceu, achando por bem não avançar com mais pormenores, talvez incompreensíveis para um inquisitivo europeu em aparente vilegiatura pelo seu país.

6. Sem dúvida que a aquiesçência a certas normas de procedimento, convencional ou tradicionalmente estabelecidas - tanto de fundamento religioso como político - dão azo a acrescidas dificuldades para uma harmoniosa integração social.

7. Logo, o que importa não é a competição - a luta, a concorrência, a rivalidade - mas sim uma cooperação esclarecida para a reforma da mentalidade da burguesia republicana dominante.

Nau

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Nº. 2190 - Prelo Real



                         Poetas


                 Ai as almas dos poetas
                 Não as entende ninguém;
                 São almas de violetas
                 Que são poetas também.

                 Andam perdidas na vida,
                 Como as estrelas no ar;
                 Sentem o vento gemer
                 Ouvem as rosas chorar!

                 Só quem embala no peito
                 Dores amargas e secretas
                 É que em noites de luar
                 Pode entender os poetas

                 E eu arrasto amarguras
                 Que nunca arrastou ninguém
                 Tenho alma p'ra sentir
                 A dos poetas também!

                                              

                                          Florbela Espanca

                                                        8 - 1 - 1916

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Nº. 2189 - RAC


1. tanto a falta de diálogo como o insulto desbragado são inegáveis sinais de frustração da parte do visitante.

2. A primeira resulta de surpresa e/ou insegurança quanto à matéria debitada, uma vez que as pessoas familiarizadas nestas lides reagem, por hábito, clubisticamente.

3. Desconhecidos os cavalos de batalha - por pressupostos liberais ou socialistas - resta o aspecto confessional, porém este vai para além da política, dado que equilibradamente partilhado nos dois campos.

4. A maioria das pessoas pretende desfrutar da vida o melhor que esta tem - poder e bens materiais - guardando a imortalidade para as crises de saúde e/ou existenciais.

5. Há um par de anos procurámos aliciar os parceiros de raiz lusófona para uma cooperação criativa versus a apropriação doentia, começando por estimular uma regular informação editorial.

6. Porém, do lado brasileiro mantém-se um silêncio sepulcral; dos blogs angolanos e moçambicanos a reacção foi mais frustrante através da eliminação dos textos que neles tínhamos publicado.

7. Da diáspora portuguesa (até para um eventual intercâmbio comercial entre unidades cooperativas!) o desinteresse vai para além do extremo-oriente.

Nau

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Nº. 2188 - Doutrina Cooperativista


1. Tanto os liberais como os socialistas fazem parte dos jogos políticos da burguesia republicana dominante.

2. No apontamento precedente, nos três últimos parágrafos, apresentámos as bases da doutrina aqui defendida, sem reacções controversas.

3. Obviamente que a maioria prefere um rendimento mais ou menos garantido: função pública; cabedais herdados; expedientes vários.

4. Logo, a távola está posta para o amesendamento, mas apenas os oportunistas surripiam a refeição antes de esta chegar aos comensais.

5. Possivelmente, as futuras gerações serão poupadas em esforços físicos e/ou mentais, graças à robotização e, sobretudo, à inteligência electrónica.

6. Entretanto, bom será que cada um, numa base APC (amizade, proximidade, capacidade) enverede pela prática cooperativa, comunalista  e monarquista.

7. O futuro é promissor, porém avizinham-se conflitos a escala bélica sem precedentes, com muito suor, destruição e lágrimas.

Nau


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Nº. 2187 - Portal Comunalista


1. Como cooperativistas, privilegiamos o diálogo, embora neste espaço apenas se verifique o monólogo.

2. A competição é uma prática viral exacerbada pela industriosa mecanização; a persecução doentia do lucro; tenebrosos esquemas financeiros.

3. O sectarismo manifesta-se em todos os campos: na política; nos credos religiosos; nos graus académicos; na prática desportiva.

4. Define-se 'democracia' como governo do Povo posto que esta não passe de mera delegação do poder decisório a terceiros.

5. Aqui define-se a unidade cooperativa como o meio para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais da população.

6. Aqui define-se a comuna como extensão territorial sob jurisdição dos residentes, por nomeação aleatória.

7. Aqui, perante uma globalização alucinante, propõe-se um soberano hereditário e vitalício - primus inter pares - a fim de obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 12 de novembro de 2017

Nº. 2186 - Psyche


1. No Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica (CECIM), este é o espaço dedicado ao conjunto de funções psíquicas, intelectuais e estados de consciência.

2. De facto, a palavra grega psiche traduz a ideia de alma, na linha da psicagogia que na Grécia Antiga pressupunha a evocação religiosa ou mágica dos espíritos dos mortais.

3. Logo, aqui temos respondido a questões relacionadas com moléstias que nos têm sido apresentadas; a factos políticos conotados com os negócios públicos que nos afectam como elementos da espécie humana, e outras matérias da mesma sorte.

4. Mazelas e questões políticas poderão ser, eventualmente, tratadas com paninhos quentes, porém os comportamentos e os processos mentais dos elementos da comunidade em que estamos inseridos são mister de regulares lucubrações.

5. Vencidos os poderes senhoriais pela aliança do Rei com o Povo, a apropriação do excedente da produção dos camponeses que trabalhavam a terra por parte das classes privilegiadas (guerreiros por profissão, clero e proprietários rurais) chegou ao fim.

6. Porém, o transporte da produção agrícola para os grandes centros populacionais passou a ser efectuado por mercadores que - na compra, transporte e venda - angariavam meios para o seu sustento.

7. A par dos mercadores, floresciam os usurários que financiavam as operações de compra e venda, ambos coabitando confortavelmente nas grandes povoações (burgos), antepassados da burguesia republicana dominante e dos capitalistas sem rosto do presente.

Nau


sábado, 11 de novembro de 2017

Nº. 2185 - Fim de Semana 45


1. Existem vários tipos de diabetes metilo resultante de uma complexa interacção de factores genéticos, ambientais, bem como de estilo de vida.

2. Tais alterações em múltiplos sistemas orgânicos são um pesado fardo para o paciente com diabetes, bem como para o serviço nacional de saúde.

3. Sem dúvida que a figura do Rei é adequada à imparável globalização, porém o governo ao Povo pertence, por via de uma nomeação aleatória, sem rasteiras dita 'democráticas', porquanto o soberano a prazo faz parte do esquema partidocrático, este avassalado pela produção/consumo e incentivado pelos usurários sem rosto.

4. O cooperador, quando associado a uma unidade cooperativa, procura satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais. Claro que, reunindo a acção de várias pessoas interessadas em determinado fim, se robustece a Economia Social.

5. Logo, o futuro fundamenta-se na aprendizagem no presente, honrando as boas perspectivas do passado, estimulando a cooperação como regra, abjurando a competitividade doentia.

6. O capitalismo fundamenta-se na dinâmica do empresário que, através da conquista de mercados, assegura a produção e o consumo, sem intervenção do próprio Estado, dando origem a um processo de acumulação de capital na mão dos plutocratas.

7. Logo, a alternativa será a multiplicação das unidades cooperativas - autogestão e autofinanciamento - reforçando o espírito comunalista e aplanado o caminho para o regresso do Rei.

Nau

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Nº. 2184 - Luta Popular


1. Vezes sem conta tem aqui sido chamada a atenção para o facto do neocolonialismo ser mais nefasto do que as estratégicas feitorias como apoio a rotas marítimas de longo curso.

2. Como é sabido, a feitoria era um depósito por conta da Coroa Portuguesa para arrecadação e troca de mercadorias com os indígenas locais, bem como para o abastecimento de água doce, caça e fruta da época aos navegantes.

3. Por outro lado, o neocolonialismo em prática após a 2ª Guerra Mundial resulta de um apertado controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político, mas enleados nas teias capitalistas.

4. Certo é que, a partir dos finais do Século XVIII, a maioria dos países da Europa Ocidental, Estados Unidos da América, Japão, etc., entraram numa desenfreada competição industrial, procurando a obtenção do máximo lucro na produção e expansão comercial.

5. O capitalismo fundamenta-se na dinâmica do empresário que, através da conquista de mercados, assegura a produção e o consumo, sem intervenção do próprio Estado, dando origem a um processo de acumulação de capital na mão dos plutocratas.

6. Sem dúvida que a competitividade entre a classe empresarial dinamiza a economia de vários Estados, tornando estes cada vez mais dependentes dos capitalistas que, a fim de usufruírem lucros substancialmente maiores, vão fomentando a luta partidária, tida como 'democracia'.

7. Logo, a alternativa será a multiplicação das unidades cooperativas - autogestão e autofinanciamento -reforçando o espírito comunalista e aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Nº. 2183 - Prelo Real



                    De Tarde


               Naquele pic-nic de burguesas
               Houve uma coisa simplesmente bela,
               E que, sem ter história nem grandezas,
               Em todo o caso dava uma aguarela.

               Foi quando tu, descendo do burrico,
               Foste colher, sem imposturas tolas, 
               A um granzoal azul de grão-de-bico
               Um ramalhete rubro de papoulas.

               Pouco depois, em cima duns penhascos,
               Nós acampámos, inda o Sol se via;
               E houve talhadas de melão, damascos,
               E pão-de-ló molhado em malvasia.

               Mas, todo púrpuro a sair da renda 
               Dos teus dois seios como duas rolas,
               Era o supremo encanto da merenda
               O ramalhete rubro das papoulas!

                                                 Cesário Verde






                                  

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Nº. 2182 - RAC


1. Voltando à vaca fria, isto é, na saga da estância pedagógica rural não se pretende regressar ao passado, mas tão-somente precaver o futuro.

2. Sem dúvida que as novas tecnologias oferecem equipamentos para o bem-estar geral, porém acessíveis a quem tenha meios para os poder adquirir e rapidamente obsoletos na óptica da grande produção exigir grande consumo.

3. A insegurança e a fome de imortalidade mantêm a maioria da população agarrada a crendices, estas alimentadas por sacerdotes profissionais e fome de poder que os fartos cabedais proporcionam, numa competição infernal.

4. Claro que a competição, tal como o jogo entre duas equipa de futebol, não requer muito bestunto, servindo a habilidade dos jogadores para tornar o espectáculo simplesmente mais emocional.

5. Não há regressos ao passado, embora o recurso a sofisticadas armas bélicas possam dar azo ao caos em determinadas regiões do planeta, além de um desequilíbrio civilizacional pela imposição de pretensas hegemonias regionais, continentais e, a curto prazo, globais.

6. Muitos são aqueles que, na hora das grandes decisões, veneram os seus antepassados pela razão da sua existência, tentando pautar os seus actos pelo bom senso e responsabilidade de assegurar melhores oportunidades aos seus descendentes.

7. Logo, o futuro fundamenta-se na aprendizagem no presente, honrando as boas perspectivas do passado; estimulando a cooperação como regra; abjurando a competitividade doentia

Nau

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Nº. 2181 - Doutrina Cooperativismo


1. Cooperar é actuar, ao mesmo tempo e para o mesmo fim, com outrem.

2. A cooperação significa concorrência de auxílio, de forças, de meios para algum propósito.

3. Logo, cooperante é aquele que deliberadamente coopera - verdade lapalissana.

4. O cooperador, quando associado a uma unidade cooperativa, procura satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

5. Como é natural, o objectivo de tal associação é libertar os seus membros de custos respeitantes a encargos de intermediários ou de capitalistas.

6. Assim, o cooperativismo é o conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo.

7. Claro que, reunindo a acção de várias pessoas interessadas em determinado fim, em algum trabalho e/ou projecto comum, se robustece a Economia Social.

Nau


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Nº. 2180 - Portal Comunalista


1. O arroto dos amesendados e o zurro dos energúmenos são as posturas, à laia de debates, expressas na Internet.

2. Monárquicos nefelibatas pretendem combater o regime político vigente com a imposição de credos religiosos, bem como a eleição de pretendentes às "coroas".

3. Cripto-republicanos ronhentos avançam com supostas "Cortes Reais" ou referenda a esmo, certos de que a fraca doutrinação monárquica lhes confirmará a trapaceada legitimidade.

4. A burguesia conservadora até aceitaria a mudança do regime desde que fosse assegurado o rotativismo partidário e a tutela capitalista (liberal ou socialista) por mero fastio.

5. Sem dúvida que a figura do Rei é adequada à imparável globalização, porém o governo ao Povo pertence, por nomeação aleatória, sem rasteiras ditas democráticas.

6. A cooperação é o antídoto da apropriação doentia e a autogestão, com equilibrada prática autofinanceira das umidades cooperativas, progressivamente, sustará as diatribes da burguesia republicana dominante.

7. Bom é ter presente que o soberano a prazo faz parte do esquema partidocrático, este avassalado pela produção/consumo e incentivado pelos usurários sem rosto.

Nau


domingo, 5 de novembro de 2017

Nº. 2179 - Psyche


1. O diabetes metilo faz parte do grupo de distúrbios metabólicos, compartilhando o fenótipo de hipoglicemia.

2. Existem vários tipos de diabetes metilo resultante de uma complexa interacção de factores genéticos, ambientais, bem como do estilo de vida.

3. Os factores que contribuem para a hiperglicemia podem incluir a redução da
     secreção de insulina.

4. Claro que a diminuição da utilização e aumento da produção de glicose é manifesta.

5. A alteração do equilíbrio metabólico, associado ao diabetes metilo normalmente provoca alterações fisicopatológicas secundárias.

6. Tais alterações em múltiplos sistemas orgânicos são um pesado fardo para o paciente com diabetes, bem como para o serviço nacional de saúde.

7. Doenças renais, amputações não-traumáticas de membros inferiores e cegueira no adulto são uma das principais causas de mortalidade. 

Nau 



sábado, 4 de novembro de 2017

Nº. 2178 - Fim de Semana 44


1. O grito sublime dos catalães que se consideram espanhóis (iberos) e europeus soou aos meus ouvidos como o apelo da razão à fome de poder da burguesia republicana dominante que não olha a meios para satisfazer protagonismos espúrios.

2. Sempre que uma comunidade, graças aos seus recursos naturais e/ou à perseverança das suas gentes, atinge um excelso grau de autonomia económica e industrial, bom será esta partilhar a sua boaventura tanto a montante como a jusante.

3. Fieis ao fundamento do cooperativismo, aqui temos sugerido o ultrapassar de barreiras através da cooperação, negando abdicar do poder de decisão a favor de demagogos inimputáveis.

4. Vencendo dificuldades em que a mera existência obriga a interagir, cada associado, com a experiência adquirida, encontra-se habilitado a tomar decisões concertadas, tal como tem sido sugerido pelo CMC.

5. "Augusto Gil, amava tanto a gente e a natureza (foi, áliás, é) o poeta de amor e de beleza - poeta popular, cheio de magia! " Maria Helena Bota Guerreiro dixit.

6. Defende-se a globalização pelos fritos e/ou grelhados de carne moída e entalada em duas fatias de pão, com molho de tomate empastado de conservantes e de especiarias apimentadas.

7. Refrescam-se as gargantas com sumos sintéticos apaladados por aromatizações exóticas e muito açúcar a fim de satisfazer de imediato a sede do consumidor e criar uma dependência a curto prazo.

Nau  

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Nº. 2177 - Luta Popular


1. À luta partidária, regida pelo tradicional oportunismo dos seus dirigentes, acrescente-se a febre nas jogadas dos viciados na bolsa de valores e a receita fica completa. 

2. O clubismo desportivo, mais a malta da pesada que berra a plenos pulmões, que desafia a autoridade - tanto em estádios recreativos, como em Estados autonómicos - e não sabe o que faz, é a motivação dos nacionalismos.

3. Defende-se a globalização pelos fritos ou grelhados de carne moída e entalada em duas fatias de pão, com molho de tomate empestado de conservantes e de especiarias apimentadas.

4. Refrescam-se as gargantas com sumos sintéticos, apaladados por aromatizantes exóticos e muito açúcar a fim de satisfazer de imediato a sede do consumidor e criar uma dependência a curto prazo.

5. Claro que as marcas vulgarizadas pertencem a grupos de figurões apátridas que da produção industrial pouco curam desde que os honorários para a exploração comercial (royalties) lhes sejam atempadamente pagos.

6. Procura-se atenuar os ímpetos patrióticos insuflados pela burguesia republicana dominante, mas os plutocratas estimulam tudo e todos que lhes possam satisfazer a gula pelo vil metal.

7. Só uma real prática associativa (cooperativista e comunalista) poderá atenuar, tanto as globalizações espúrias, bem como os nacionalismos canhestros, através de uma sublime cooperação.

Nau

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Nº. 2176 - Prelo Real




                              Augusto Gil


               A morte muito cedo arrastou
          Augusto Gil, um lírico mimoso
          Admirável, dum sentir mavioso
          Duma simplicidade que encantou

          Qualquer alma sensível decorou
          Suas poesias num jeito amoroso,
          Poeta de alma nobre, e generoso
          No coração do povo ele entrou.

          Doía-lhe a dor, a amargura,
          Falava do amor com tal ternura,
          Que o seu sentir, tão belo eternecia!

          Amava tanto a gente ea natureza,
          Poeta de amor e de beleza,
          Poeta popular, cheio de magia!

                  
                         Maria Helena Bota Guerreiro
                                     Barreiro, 2002



          

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Nº 2175 - RAC


1. A estância pedagógica rural não é um apelo para o regresso ao bucolismo da vida campestre.

2. Sem dúvida que nos grandes centros populacionais o acesso a unidades e equipamentos mais sofisticados é uma mais-valia.

3. Por outro lado, é nos grandes centros que tem lugar um maior número de actividades culturais - espectáculos, conferências, convívio universitário.

4. Também a promoção social - tanto para audazes e aventureiros, bem como para indivíduos com uma sólida formação académica e/ou profissional - torna-se mais fácil, devido a uma maior oferta e procura.

5. Porém, o avanço tecnológico disponibiliza programas culturais e científicos pelo accionar de uma simples tecla, encurtando distâncias e desfazendo míticas barreiras.

6. Fieis ao fundamento do cooperativismo, aqui sugerimos o ultrapassar de barreiras através da cooperação, negando a abdicação do poder de decisão a favor de demagogos inimputáveis.

7. Vencendo dificuldades em que a experiência de cada associado o habilita a tomar uma decisão concertada, tal é o conceito aqui definido pelo CMC.

Nau