quarta-feira, 12 de julho de 2017
Nº. 2063 - RAC
1. Histórias da floresta nossa vizinha poderão interessar aos homens do amanhã pelo que omitiremos os nomes das personagens reais a fim de não ferir susceptibilidades fragilizadas.
2. Desde já fica prometido que não recorreremos às imagens do glorioso passado uma vez que essas são propriedade das causas sem efeito e dos corifeus das jantaradas conspiratórias.
3. Também não compulsaremos folhetos das histórias aos quadradinhos, cheios de imagens de santos e de heróis arrumados em bafientos altares porquanto para esses já não resta qualquer futuro.
4. Ora passando pela orla da dita floresta cruzámo-nos com o Coelhinho Branco que, um tanto ou quanto emporcalhado, se consumia em lamúrias aparentemente sem nexo, isto é, difíceis de compreender por simples mortais como nós.
5. Não resistindo à curiosidade questionámos o Coelhinho Branco a razão das suas desventuras e este explicou que acabara de passar pelo Urso Pardo e o plantígrado que se encontrava a defecar como qualquer político da nossa praça, lhe perguntou se a sua vestidura largava pêlo.
6. Claro que o Coelhinho Branco, ofendido pela dúvida levantada pelo Urso Pardo, de imediato esclareceu que o seu pêlo era sedoso e firme, pouco mais acrescentando à probidade porquanto o desavergonhado plantígrado, sem cerimónia, pegou nele e limpou o traseiro.
7. Sem dúvida que os Ursos Pardos na política só fazem merda e os angélicos Coelhinhos Brancos da oposição, não limpando o pêlo, ficam a cheirar mal.
Nau
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