segunda-feira, 31 de julho de 2017

Nº. 2082 - Portal Comunalista


1. No tempo da salazarquia as liberdades republicanas eram vigiadas e quem se atrevesse a discordar do stato quo seria prontamente aplacado.

2. Tanto a expressão pública verbal como a escrita encontravam-se descaradamente controladas, quer pelos bufos do regime corporativo republicano, quer pelos censores encartados.

3. Quanto à expressão pública, a diferença entre o regime republicano corporativo português e aquele vigente na União Soviética resumia-se ao facto de ambos não serem salutares para os constestantes.

4. Após o 25A têm sido ensaiados vários esquemas censórios que vão desde a recusa dos tipógrafos em dar à estampa o semanário "O Debate"; à intimidação dos contrários ao partido que tem assento nas cadeiras do poder.

5. Claro que a Internet dá livre acesso aos jornalistas, porém aqueles conotados com os partidos da sua afeição são prontamente mimoseados pelos contrários com ofensas e/ou insinuações lamentáveis.

6. A comunicação social, como é óbvio, privilegia os seus apaniguados, sendo a rotação dos jornalistas da cor no poder mais visível na TV tornando-se miraculosamente apartidários os restantes a fim de salvarem o seu posto de trabalho.

7. Neste espaço, só caem os mais distraídos, saindo estes a quatro pés - não vá o diabo tecê-las...

Nau

domingo, 30 de julho de 2017

Nº. 2081 - Psyche


1. A morte é um fenómeno biológico, porém as crenças na sobrevivência, cultivadas por sacerdotes profissionais, alimentam posturas e ritos absurdos.

2. Sem dúvida que o conhecimento - informação, experiência, perícias adquiridas - deverá respeitar o não racionalizável, mas objectivamente revelar o mistério das coisas, numa base científica.

3. A objectividade da ciência sublinhada no parágrafo anterior assenta numa questão social em que a formação científica tende a ser reduzida ao complexo inexorável simples.

4. Ciência e convicção íntima, traduzida em reflexões disciplinadoras e navegando na complexidade do fundamento, buscam a função do real.

5. Porém, o avanço científico almejada pelos idealistas dá azo a grandes expectativas em cada passada, por mais pequena que esta seja, embora posteriormente familiarizada a curto prazo.

6. Nem sempre o desenvolvimento e a consolidação de um padrão científico motiva vantagens sociais devido a conceitos e/ou ambições de pessoas ingénuas ou tendencionalmente mistificadoras.

7. A ciência não é o acumular de verdades mas o campo onde as teorias ensaiam uma lógica virginal.

Nau 

sábado, 29 de julho de 2017

Nº. 2080 - Fim de Semana 30


1. O mero facto de verbalizar as ideias na base de um ateísmo explícito e a acção em uma proposta cooperativista tal parece afectar as raízes fideístas de alguns, bem como a atitude de distanciamento político de outros.

2. Porém a língua comum permite a aproximação das pessoas mesmo quando os temas versados não correspondam às práticas habituais, nem aos interesses cultivados ao longo da vida, por muito jovem que o visitante se apresente.

3. Talvez não seja displiscente sublinhar que os usurários são os abomináveis antepassados dos capitalistas do presente, embora estes demonstrem ser mais glutões, mais arrebanhadores e mais insensíveis aos problemas sociais.

4. Como é sabido (mas não cansamos de repetir) as cooperativas são organizações autónomas de entreajuda, controladas pelos seus membros e, quaisquer que sejam as parcerias concertadas, deverá ser assegurado o controlo democrático pelos sócios, mantendo a inalienável autonomia. 

5. O tradicionalismo aqui defendido nada tem que ver com a doutrina filosófica do séc. XIX que sustentava que o conhecimento da verdade e a prática do bem seriam inacessíveis ao homem sem a intervenção divina.

6. Numa postura singélica mas pedagógica, Helena Sonipa inspira os jovens de todos os tempos: "De manhã, muito cedinho, bebo o leite bem quentinho. Leite só? Isso não! Bebo o leite e como o pão - como o pão com manteiguinha; como o pão com marmelada - limpo a boca em limpinha, e acabou-se a patuscada."

7. Enveredar pela prática cooperativista é a solução uma vez que esta proporciona uma autogestão e um autofinanciamento equilibrado, satisfazendo assim as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

Nau

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Nº. 2079 - Luta Popular


1. Vamos lá falar claro. A diferença entre a instituição monárquica e o regímen dito republicano reside no facto do soberano da primeira ser hereditário e vitalício; o segundo escrutinado por sectários e a prazo.

2. Afirmar que, pela via hereditária, há sempre a possibilidade de ter um soberano anormal é pouco provável, uma vez que o herdeiro apenas exercerá as suas funções por consenso e aclamação dos seus pares, isto é, o povo.

3. Por outro lado, a eleição do soberano a prazo por colégio de notáveis ou sufrágio universal torna este em subproduto dos arranjos partidários ou algoz da estirpe de um Hitler ou de um Stalin do passado; um Maduro ou um Kim Jong-un do presente.

4. Claro que a partidocracia é o sistema político do agrado dos plutocratas, fazendo pouca diferença os liberais dos socialistas, uma vez que as disputas para alcançar as cadeiras do poder dá largo pano para mangas.

5. Logo, o confronto que se avizinha entre o Dragão Vermelho e o Tio Sam pouca importância tem para os partidocratas que procurarão sempre obter uma reforma vitalícia em troca de uma obediência cega e um silêncio sepulcral.

6. Bom será enveredar pela prática associativa uma vez que esta proporcionando uma autogestão e um autofinanciamento equilibrado poderá satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus membros.

7. Talvez a gestão computadorizada beneficie a Economia Social, proporcionando a tradição realista e coroada como reduto do Velho Continente,

Nau

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Nº. 2078 - Prelo Real




             De manhã, muito cedinho,
             bebo o leite bem quentinho.

             Leite só? Isso não!
             Bebo o leite e como o pão.

             Como o pão com manteiguinha;
             como o pão com marmelada.

             Limpo a boca, bem limpinha
             e acabou-se a patuscada.

                                       Helena Sonipa
  

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Nº. 2077 - RAC


1. Dado que alguns dos nossos visitantes se têm mostrado enfastiados com a apologia do cooperativismo, decedidamente  versaremos outras matérias de substancial interesse.

2. O comunalismo é uma forma de organização política, económica e social da população que reside em um determinado espaço geográfico, submetido a uma tradição comum.

3. Claro que a tradição é tudo o que se pratica por hábitos transmitidos de geração em geração na comunidade como base da sua história e fundamento das normas ditadas pelo poder jurídico.

4. Porém, o tradicionalismo aqui defendido nada tem que ver com a doutrina filosófica do Séc.XIX que sustentava que o conhecimento da verdade e a prática do bem seriam inacessíveis ao homem sem a intervenção do divino.

5. A conformidade do que se diz e faz com o que é - leitmotiv da acção quotidiana - assenta nos valores da solidariedade, da justiça social e da acção concertada.

6. Logo, somos súbditos de um soberano hereditário e vitalício que, ocupando o lugar referencial na comunidade, é nosso par e garante da democracia por obviar disputas sectárias no topo da comuna, i.e, do Reino.

7. Defendemos a faculdade do homem agir responsavelmente; do critério de dependência mútua dos membros da comunidade; do reconhecimento de igual direito de cada um.

Nau

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nº. 2076 - Doutrina Cooperativista


1. Adesão voluntária e livre.

2. Gestão democrática pelos membros.

3. Participação económica dos membros.

4. Autonomia e independência
    As cooperativas são organizações autónomas de entreajuda controlada pelos     se membros. No caso de entrarem em acordos outras organizações,                   incluindo os governos, ou de ocorrerem a capitais externos, devem fazê-lo         de modo a que fique assegurado o controlo democrático pelos membros e se     mantenha a sua autonomia como cooperativa.

5. Educação, formação e informação.

6. Intercooperação.

7. Interesse pela comodidade.

Nau

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Nº. 2075 - Portal Comunalista


1. Muitos são os aspectos que asseguram a continuidade da burguesia republicana dominante.

2. Embora não sejam os fartos cabedais que garantem o acesso e/ou permanência na dita classe social, certo é que, corporativamente, todos agem de modo concertado.

3. Já na roma Antiga, os Patrícios era a classe que partilhava o poder político, tanto na República como no Império, graças aos bens acumulados pela fortuna e/ou por mera herança.

4. Logo, a burguesia republicana dominante não é uma réplica patrícia, mas um bom exemplo do fim que se avizinha para a classe serventuária dos plutocratas capitalistas.

5. Talvez não seja displiscente sublinhar que os usurários de antanho são os abomináveis antepassados dos capitalistas do presente, embora estes demonstrem ser mais glutões, mais arrebanhadores e mais insensíveis aos problemas sociais.

6. Quem tem medo compra um cão. Porém, o cooperativista tem presente que a autogestão e o autofinanciamento - sólida base da sua sublime doutrina - é a única via para a consolidação de uma Economia Social.

7. Só a multiplicação dos adeptos do cooperativismo monárquico-comunalista poderá moderar, aliás, pôr cobro à exploração da classe burguesa republicana dominante.

Nau



domingo, 23 de julho de 2017

Nº. 2074 - Psyche



1.     1. A falar é que a gente se entende, embora neste espaço forçosos sejam os monólogos devido aos preconceitos dos visitantes.
2.     2. Claro que o mero facto de verbalizar as ideias na base de um ateísmo explícito e a acção em uma proposta cooperativista tal afecta as raízes fideístas de alguns bem como a atitude de distanciamento político de outros.
3.      3. Porém a língua comum permite a aproximação das pessoas mesmo quando os temas versados não correspondam às práticas habituais, nem aos interesses cultivados ao longo da vida, por muito jovem que o visitante seja.
4.      4.  O poder da comunicação é manter cada um informado do que se passa ao seu redor – dado que a reclusão é limitativa – oferecendo um largo campo de manobras e oportunidades a explorar.
5.      5.  A agressividade de cada um depende da esfera onde se move; do grau de cultura; das adversidades enfrentadas e, sobretudo da capacidade de interagir com outros, mesmo na perspectiva de eventual emulação.
6.      6. Embora todas as pessoas procurem dar sentido ao mundo onde se movimentam, existem padrões rígidos que deverão ser evitados, tal como os fideísmos, os sectarismos, os clubismos e, sobretudo, os radicalismos por frustrações havidas
7.      7. As torres de marfim, por muita solidez que aparentem, caem como simples baralho de cartas.




 Nau

sábado, 22 de julho de 2017

Nº. 2073 - Fim de Semana 29


1. O importante não é aquilo que dizemos e/ou citamos, mas o que motivamos: A prioridade será a definição de objectivos, seguida da pertinente acção concertada.

2. A burguesia republicana dominante pretende, com o subterfúgio de "um homem, um voto", escamotear a real democracia, colocando-se ao serviço do grande capital.

3. Logo, só a prática cooperativista destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados poderá nos conduzir a uma Real Democracia.

4. Bom ´´e ter presente que os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas controlando-o democraticamente.

5. Delegar o poder de decisão a terceiros não é resolver problemas mas criar expectativas que, normalmente, saem goradas uma vez que os interesses partidários dos dirigentes raramente coincidem com os nossos.

6. "Ó vós que neste mundo amais alguém, seja linda criança ou pai ou mãe, não lhe causeis nem sombra de desgosto" - Teixeira de Pascoais dixit.

7. Só a determinação cooperativista poderá harmonizar a vida neste Planeta Azul uma vez que assenta na prática real.

Nau

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Nº. 2072 - Luta Popular


1. Ursos Pardos manifestam-se por tudo que é sítio.

2. Tanto na Venezuela como na Coreia do Norte os Ursos Pardos pontificam sempre em nome do povo e segundo o melhor preceito  democrático.

3. Quando o povo - por desinformação ou pouca segurança - vota a favor daqueles figurões é louvado pela ursada, com resultados obviamente manipulados para não estragar a festa.

4. Sem dúvida que os Coelhinhos Brancos fazem parte do jogo democrático, aguardando um deslize dos ursos refastelados nas cadeiras do poder, correndo com o ditos, embora mantendo o mais do mesmo.

5. Claro que a livre concorrência ou o centralismo burocrático são as receitas preconizadas pela burguesia republicana dominante porquanto esta encontra-se sujeita aos ditames dos plutocratas.

6. Mesmo quando o centralismo burocrático dá rédea folgada a liberalismos para dinamizar a economia socialista, tal política obedece a estratégias de futuros conflitos bélicos, para uma hegemonia global.

7. Só a determinação cooperativista poderá harmonizar a vida neste Planeta Azul uma vez que assenta na prática de uma real democracia.

Nau

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Nº. 2071 - Prelo Real



                    Remorsos


          Onde contigo, um dia, me zanguei
       É hoje um sítio escuro que aborreço;
       E sempre que ali passo, eu anoiteço!...
       Ah!, foi um crime, sim, que pratiquei!

       Quantas negras torturas eu padeço
       Pelo mal que te causei!
       Se, ao menos, pressentisse o que hoje sei?
       Mas não; fui mau; fui bruto; reconheço!

       E sofro mais, por isso, a tua morte,
       E dou mais choro amargo ao vento norte,
       Mais trevas se acumulam no meu rosto...

       Ó vós que neste mundo amais alguém,
       Seja linda criança ou pai ou mãe, 
       Não lhe causeis nem sombra de desgosto!


                              Teixeira de Pascoaes
                                                     in "Elegias                         
        

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nº. 2070 - RAC


1. Segundo parece, nem liberais nem socialistas estão interessados em enveredar pela prática cooperativa.

2. Ambos continuam sem objecções à Economia Social - até lhe chegam a tirar o chapéu! - desde que as suas opções clubísticas fiquem intocáveis.

3. Logo, tanto a doutrina liberal como a doutrina socialista - nas várias nuances fascistas, sociais-fascistas, etc. - são máscaras da burguesia republicana dominante.

4. Embora os ditadores procurem concentrar em si todos os poderes públicos e as figuras de um Hitler, Mussolini, Stalin perdurem na memória por razões negativas, réplicas não faltam por aí.

5. Certo é a maioria das pessoas dar às de vila-diogo em vez de assumir as suas responsabilidades, não dispensando as críticas mordazes por tudo e por nada a fim de disfarçar as suas frustrações.

6. Delegar o poder de decisão a terceiros não é resolver problemas mas criar expectativas que, normalmente, saem goradas uma vez que os interesses partidários dos dirigentes raramente coincidem com os nossos.

7. Seja um bom cooperativista e assuma as suas responsabilidades - vai ver que não custa muito até se habituar.

Nau

terça-feira, 18 de julho de 2017

Nº. 2069 - Doutrina Cooperativista: Princípios


1. Adesão Voluntária e Livre.

2. Gestão democrática pelos membros.

3. Participação económica de membros:
    Os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Pelo menos parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa.Os cooperadores, habitualmente, recebem, se for caso disso, uma remuneração limitada, pelo capital subscrito como condição para serem membros. Os cooperadores destinam os excedentes a um ou mais dos objectivos seguintes: desenvolvimento das suas cooperativas eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será divisível; benefício dos membros na proporção das suas transacções com a cooperativa; apoio a outras actividades aprovadas pelos membros.

4. Autonomia e independência

5. Educação, formação e informação.

6. Intercooperação

7. Interesse pela comunidade.

Nau

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nº. 2068 - Portal Comunalista


1. No antigo espectáculo tauromáquico, mesmo com uma praça cheia, só havia um inteligente.

2. Hoje, na praça política, todos são inteligentes; apenas a maioria, isto é, o povo, não se comporta como tal.

3. Continuando a delegar o seu poder de decisão a terceiros, o povo é mero cordeiro sacrificável a uma falsa democracia.

4. A burguesia republicana dominante pretende, com o subterfúgio de "um homem, um voto", escamotear a real democracia, ao serviço do grande capital.

5. Tanto os liberais como os socialistas nas suas múltiplas subdivisões - fascistas, sociais-nacionalistas, comunistas, etc. - são factotum do grande capital.

6. O preceito emanado de autoridade soberana é compulsório e os programas governamentais, num futuro breve, robotizáveis, porão cobro à redundante partidocracia.

7. Logo, só a prática cooperativista destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados poderá nos conduzir a uma Real Democracia.

Nau

domingo, 16 de julho de 2017

Nº. 2067 - Psyche


1. O importante não é aquilo que dizemos e/ou citamos, mas o que motivamos.

2. Nós próprios conhecemo-nos melhor na observação ponderada dos outros, tanto dos mestres como dos parceiros sociais.

3. Porém, as chamadas de atenção - verbais ou escritas - valem quando nos são realmente proveitosas.

4. Logo, basta estar atento às lições do dia a dia, procurando destrinçar o trigo do joio.

5. As expressões intrincadas massacram e pouco esclarecem pois o que importa é a ideia a transmitir.

6. Claro que toda a espécie de representação mental deverá corresponder a necessidades próprias que não a esquemas incutidos.

7. A prioridade será a definição de objectivos, seguida da adequada investigação.

Nau

sábado, 15 de julho de 2017

Nº. 2066 - Fim de Semana 28


1. Uma vida sensata reduz significativamente a ansiedade e o desespero.

2. Logo, bom será evitar quer os demónios quer os deuses contornando estoicamente a dor, tanto a física como a mental.

3. Actos que ofendam o poder público e/ou espiritual sempre houve ao longo dos séculos. Nero, tendo-se apaixonado por um rapaz e desejando que este fosse rapariga, mandou-o castrar.  

4. Sabido é as cooperativas serem organizações democráticas geridas pelos seus membros, os quais participam activamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões.

5. Não há dúvida que os Ursos Pardos da política portuguesa só fazem merda e os angélicos Coelhinhos Brancos conotados com a oposição, não limpando o pelo, cheiram muito mal.

6. "Vivi de um mundo idealista (...) E só de mim descreio (...) Quando o meu mundo [for] principiado (...)  Sempre o mal me trouxe o bem".

7. A luta popular aqui preconizada resume-se ao almejado esforço colectivo por uma Economia Social.

Nau

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nº. 2065 - Luta Popular


1. A luta popular aqui preconizada resume-se ao almejado esforço colectivo por uma Economia Social.

2. Os liberais, em consonância com as antigas tradições de concorrência desbragada, defendem uma Economia na qual a produção e a distribuição obedecem ao esquema da oferta e da procura.

3. Por outro lado, os socialistas apostam na burocratização do Estado em que a procura e o consumo dependem de várias secretarias, sendo qualquer assunto tratado por escrito e sujeito à aprovação de vários funcionários de subordinação jeriárquica.

4. Tanto o capitalismo liberal, como o capitalismo socialista privilegiam os valores acumulados, estes destinados à produção de novos valores, quer por iniciativa privada, quer por programas centralmente delineados.

5. Claro que a Economia é uma ciência muito complexa baseada na escassez de recursos e na eficiência dos mesmos, tendo por objecto o bem-estar da população.

6. O capital é propriedade privada numa economia de mercado, cabendo aos que usufruem do rendimento a decisão de realizar novas aplicações para benefício próprio.

7. Na hipótese socialista o capital é maioritariamente propriedade do Estado e os rendimentos destinados à população, contemplando prioritariamente a maioria dirigente e apaniguados.

Nau

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nº. 2064 - Prelo Real



                   Riso

     Tive o jeito de rir, quando menino,
        Até beber as lágrimas choradas:
        Com carantonhas, gestos, desatino,
        Passou a nuvem e os pequenos nadas.

        A rir de escuridões, de encruzilhadas,
        Tornei-me afeito logo em pequenino;
        Porque ri é que trago as mãos geladas,
        E choro porque ri do meu destino.

        Vivi mais de um mundo idealizado
        Comigo só: E só de mim descreio
        Entornava-me o riso a luz em cheio

        Quando o meu mundo foi principiado;
        Rio agora que não sei donde me veio
        Sempre o mal que me trouxe o bem.


                                          Afonso Duarte
                                            in "Ossadas"
               
      
     

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Nº. 2063 - RAC


1. Histórias da floresta nossa vizinha poderão interessar aos homens do amanhã pelo que omitiremos os nomes das personagens reais a fim de não ferir susceptibilidades fragilizadas.

2. Desde já fica prometido que não recorreremos às imagens do glorioso passado uma vez que essas são propriedade das causas sem efeito e dos corifeus das jantaradas conspiratórias.

3. Também não compulsaremos folhetos das histórias aos quadradinhos, cheios de imagens de santos e de heróis arrumados em bafientos altares porquanto para esses já não resta qualquer futuro.

4. Ora passando pela orla da dita floresta cruzámo-nos com o Coelhinho Branco que, um tanto ou quanto emporcalhado, se consumia em lamúrias aparentemente sem nexo, isto é, difíceis de compreender por simples mortais como nós.

5. Não resistindo à curiosidade questionámos o Coelhinho Branco a razão das suas desventuras e este explicou que acabara de passar pelo Urso Pardo e o plantígrado que se encontrava a defecar como qualquer político da nossa praça, lhe perguntou se a sua vestidura largava pêlo.

6. Claro que o Coelhinho Branco, ofendido pela dúvida levantada pelo Urso Pardo, de imediato esclareceu que o seu pêlo era sedoso e firme, pouco mais acrescentando à probidade porquanto o desavergonhado plantígrado, sem cerimónia, pegou nele e limpou o traseiro.

7. Sem dúvida que os Ursos Pardos na política só fazem merda e os angélicos Coelhinhos Brancos da oposição, não limpando o pêlo, ficam a cheirar mal.

Nau

terça-feira, 11 de julho de 2017

Nº. 2062 - Doutrina Cooperativista: Princípios


1. Adesão voluntária e livre.

2. Gestão democrática pelos membros:
    As cooperativas são organizações democráticas geridas pelos seus membros, os quais participam activamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e mulheres que exerçam funções como representantes eleitos são responsáveis perante o conjunto de membros que o elegeram. Nas cooperativas do primeiro grau, os membros têm iguais direitos de voto (um membro, um voto), estando as cooperativas de outros graus organizadas também de forma democrática.

3. Participação económica de membros.

4. Autonomia e independência.

5. Educação, formação e informação.

6. Intercooperação.

7. Interesse pela comunidade.

Nau 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Nº, 2061 - Portal Comunalista


1. Actos que ofendem o pudor envolvendo altas figuras do poder público e/ou espiritual sempre houve ao longo dos séculos.

2. Cito, a título de exemplo, a figura de Nero, imperador romano, que, tendo-se apaixonado por um exuberante rapaz e desejando que este fosse uma rapariga, mandou-o castrar, celebrando com o castratus uma imponente cerimónia de casamento.

3. Sem dúvida que o poder - político, religioso, capitalista, etc. - corrompe e quanto mais este se concentra, mais independente se torna de qualquer condição, mesmo no seio da minoria que o apoia.

4. Nos nossos dias, impera a vontade de um só homem na Coreia do Norte, permitindo-se este eliminar um tio paterno, um meio-irmão e outras figuras que faziam sombra ao ditadorzeco amarelo.

5. Longe de nós pretender comparar a atitude de psicopatas - tanto do passado, como do presente - com festins desregrados, uma vez que os apetites sexuais ocasionalmente se manifestam em nichos das instituições conceituadas - políticas, militares, académicas ou até religiosas.

6. Entre raparigas um beijo na face será mero impulso de amizade ou cortesia; os rapazes mais comedidos limitam-se a uma forte palmada nas costas e/ou nas nádegas para demonstrar aprazimento entre si, sem qualquer conotação libidinosa.

7. Logo, parece doentio o relevo dado a comportamentos sexuais aparentemente pouco comuns quando o desejo sensual é fogosamente alimentado pela pertinente escravatura de cariz capitalista.

Nau

domingo, 9 de julho de 2017

Nº. 2060 - Psyche


1. Uma vida sensata reduz significativamente a ansiedade e o desespero.

2. Logo, bom será evitar - quer os demónios quer os deuses - estoicamente a dor, tanto a física como a mental.

3. Nada é gratuito e quanto mais coisas querem ou ambicionam mais e mais escravos se tornarão.

4. A liberdade poderá ser optativa ou simplesmente orientada, mas o  resultado final será, por certo, decepcionante.

5. Claro que a filosofia da vida, tendencionalmente voluntariosa, afirma-se alienatória  a longo prazo.

6. Cultivar vaidades será produzir frustrações; mais vale o tropeçar de surpresa motivado pela curiosidade.

7. Nascemos, crescemos e morremos pois o reingresso não faz sentido.

Nau

sábado, 8 de julho de 2017

Nº. 2059 - Fim de Semana 27


1. A vida virtuosa não será apenas uma predisposição para a prática do bem mas simples alheamento do fim.

2. Na Grécia Antiga, os epicuristas - procurando afastar-se do preconceituoso mundo ateniense - geriram um pequeno pomar, vizinho do Pòrtico Dípolo, destinado ao sustento de um grupo de amigos (comuna).

3. As cooperativas são autênticas proto-comunas dos nossos dias, destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

4. Os liberais prontamente incentivam o consumo avançando com esquemas financeiros que endividam o cliente final.

5. Por outro lado, os socialistas, advogando um centralismo burocrático, raramente adequam a produção e o consumo reais, embora os relatórios sejam, por norma, assertivos.

6. "Ódio de insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio. Morte aos burgueses de giolhos, cheirando religião e que não crêem em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio fundamento, sem perdão!". Mário de Machado dixit.

7. A falta da pronta adesão do povo advém do facto de benefícios imediatos não serem visíveis, pois na luta popular o que importa é a muita presença de espírito e ausência de corpo.

Nau 


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Nº. 2058 - Luta Popular


1. Situações críticas - embaraçosas ou arriscadas - perturbam o conforto e a paz de espírito do homem.

2. A rebelião ao meio onde a espécie humana se movimenta faz crescer em si o desejo de reforma - mudança para melhor.

3. O motivar malogrado faz crer que as boas almas não procuram a paz, mas a comiseração pessoal, cruzando inexoravelmente os braços.

4. Cair o coração aos pés não será mero desapontamento, mas consciência que o simples rebuliço despertará os mais baixos instintos.

5. Os recursos escasseiam - não apenas os materiais, mas também os dinâmicos - e a descrença em si é miserabilista.

6. A falta das simpatias do povo advém do facto de benefícios imediatos não serem visíveis ou simplesmente improváveis.

7. De facto, na luta popular o que importa é a muita presença de espírito e ausência de corpo.

Nau

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nº. 2057 - Prelo Real


                    Ode ao Burguês

                 
              Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
                           o burguês-burguês!
                 A digestão bem-feita de São Paulo! 
               O homem-curva! O homem-nádegas!
           O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
                é sempre um cauteloso pouco-a-pouco

                  Eu insulto as aristocracias cautelosas!
       Os barões lampiões! Os condes Joões! os duques zurros!
                  Que vivem dentro de muros sem pulos,
               e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
         para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
                e tocam os "Printemps" com as unhas!

                       Eu insulto o burguês-funesto
         o indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
                 Fora os que algarismam os amanhãs!
                   Olha a vida dos nossos setembros!
                     Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
                          Mas à chuva dos rosais
                        o êxtase fará sempre Sol!

                                Morte à gordura!
                        Morte às adiposidades cerebrais!
                            Morte ao burguês-mensal
                   Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiburi!
                      Padaria Suissa! Morte ao Adriano!
                   "-Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
                     - um colar... - Conto e quinhentos!!!
                            Mas nós morremos de fome!"

             Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina plasma!
                           O purée de batatas murais!
                  Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
                    Ódio aos temperamentos regulares!
             Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
                    Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!

             Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
                  sempiternamente as mesmices convencionais!
              De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
                     Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
               Todos para a Central do meu rancor inebriante!

             Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
                       Morte ao burguês de giolhos,
                cheirando religião e que não crê em Deus!
              Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
                       Ódio fundamento, sem perdão!
               
                       Fora! Fu! Fora o bom burguês!

                                               Mário de Andrade



                  
                   

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Nº. 2056 - RAC


1. A real actividade cooperativista é aquela que produz os almejados efeitos.

2. Sendo uma organização voluntária, aberta a todas as pessoas idóneas, o objectivo desta proto-comunidade inscreve-se na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

3. Privilegiando o diálogo e decisões concertadas, a unidade cooperativa é a via sui generis para uma auto-gestão e auto-financiamento equilibrados.

4. Determinar o que é possível produzir/consumir (quantidades reais; produtos consumíveis) é ter presente - quanto mais se produz, em consumo moderado, os encargos sobrelevam os benefícios.

5. Os liberais prontamente incentivam o consumo avançando com esquemas financeiros que endividam o cliente final.

6. Por outro lado, os socialistas, advogando um centralismo burocrático, raramente adequam a produção e o consumo reais, embora os relatórios sejam, por norma, assertivos.

7. Tantos os liberais como os socialistas terão os seus esquemas comprometidos pela robotização que se avizinha, consolidando o espírito cooperativo na prática real.

Nau

terça-feira, 4 de julho de 2017

Nº. 2055 - Doutrina Cooperativista: Princípios


1. Adesão voluntária e livre:
    As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas           aptas a utilizar os seus serviços e dispostas a assumir as responsabilidades
    de membros, sem discriminações de sexo, sociais, políticas, raciais ou
    religiosas.

2. Gestão democrática pelos membros.

3. Participação económica dos membros.

4. Autonomia e independência.

5. Educação, formação e informação.

6. Intercooperação.

7. Interesse pela comunidade.

Nau 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Nº. 2054 - Portal Comunalista


1. Porta principal da comuna para o acesso de descomprometidos visitantes.

2. Porém - ora conotando a palavra comuna com doutrinas sociais-fascistas, ora com os sequazes daquele modo de pensar - todo o mundo, silenciosamente, passa ao largo.

3. No entanto, comuna poderá ser uma subdivisão territorial correspondente ao município e/ou concelho, nada tendo que ver com os centralismos burocráticos socialistas,

4. Em tempos idos, a comuna era um agrupamento de gentes ostracizadas (mouros, judeus e quejandos) compelidos a viver em determinados bairros.

5. O toque revolucionário vem dos tempos medievais quando uma povoação se emancipava da organização feudal e conseguia uma administração autónoma outorgada pelo rei.

6. Também na Grécia Antiga os epicuristas - procurando afastar-se do preconceituoso mundo ateniense - geriram um pequeno pomar vizinho do Pórtico Dípolo destinado ao sustento de um grupo de amigos.

7. Aqui preconizamos uma comuna baseada na multiplicação das unidades cooperativas - autogeridas e autofinanciadas.

Nau

domingo, 2 de julho de 2017

Nº. 2053 - Psyche


1. Questionar as suas próprias razões é prática introspectiva acomodatícia.

2. Porém, os monólogos são viciantes, limitando a reflexão a círculos sobre si mesmo.

3. Os ditos monólogos viciantes, por norma, acabam em mero encolher o umbigo.

4. O prazer é um estado psíquico sui generis pois abarca tanto a liberdade do pensamento como a dor.

5. Logo, a vida virtuosa não será apenas uma predisposição para a prática do bem mas simples alheamento do fim.

6. Claro que a ansiedade continuada agrava o estado de confusão, de insegurança, de desespero.

7. O desejo sensual - em qualquer idade e por razões de formação, deformação ou arte inadequada - não será bom senso mas puro estímulo.

Nau

sábado, 1 de julho de 2017

Nº. 2052 - Fim de semana 26


1. Para alguns a felicidade é contentamento ou mero bem-estar; para outros bom êxito ou elaborada ventura.

2. Logo, a conquista da felicidade consiste em superar o adverso pela boa utilização deste.

3. A burguesia republicana dominante, rivalizando em técnicas e igual período do antigo Estado Novo, silencia os jornalistas que não sejam da cor dos amesendados.

4. O Código Cooperativo, art.º 10 n.º 1, determina "A constituição das cooperativas do 1.º grau deve ser reduzida a escrita, salvo se a forma mais solene for exigida para a transmissão dos bens que representem o capital social da cooperativa.

5. Os jornalistas portugueses são a única classe profissional que goza dois períodos irregulares de férias. Claro que o descanso dos ditos profissionais será tão longo quanto à permanência no poder do governo que decidiram apoiar ou lhe não são afectos.

6. "Tão mal consegue o luar insinuar-se em nós que a própria voz do mar segue o risco de um disco... Não cessa de tocar; não cessa a sua voz. Mas já ninguém pretende experimentar lhe o risco!" David Mourão-Ferreira dixit.

7. Nas assembleias legislativas contemporâneas o que prevalece são as disputas partidárias, estas susceptíveis de serem atenuadas por um forte movimento cooperativo - desafio realista e verdadeiramente popular.

Nau