quinta-feira, 2 de março de 2023

Nº. 9718 - Prelo Real 2/03/2023


               Já não há mordaças


     Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas

     que possam perturbar a nossa caminhada em que os

     poetas são os próprios versos dos poemas  e onde

     cada poema é uma bandeira desfraldada.


     Ninguém fala em parar ou regressar. Ninguém 

     teme as mordaças ou algemas - o braço que

     bater há-de cansar e os poetas são os própios 

     versos dos poemas.


     Versos brandos... Ninguém mos peça agora.

     Eu já não me pertenço: Sou da hora.

     E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas


     que possam perturbar a nossa caminhada, onde 

     cada poema é uma bandeira desfraldada e os 

     poetas são os próprios versos dos poemas.


                                                      Sidónio Muralha

     

     

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