1. Preconizando a associação de pessoas com os mesmos interesses e o objectivo de satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, o cooperativismo tem por fundamento o auxílio mútuo e a autogestão.
2. Desde os tempos primitivos, o homem tem procurado trabalhar em conjunto, tanto na colheita como na produção de bens, pela necessidade de sobrevivência, agrupando-se para caçar, pescar e defesa comum, de acordo com as capacidades individuais.
3. A experiência, o uso ou hábito de qualquer arte, permitia rotinas e, sobretudo, a execução de tarefas essenciais, sem a imposição de regras, baseada em um consuetudinarismo natural e salutar.
4. O chavão democrático, i.e., o princípio que toda a autoridade emana do colectivo e se materializa na participação deste, nas actividades comuns, apenas teve lugar quando da apropriação de algo que, sendo comum, passou a particular.
5. Sem dúvida que a fruição de qualquer coisa básica é consensual, todavia a acumulação de bens pessoais, resulta tão-somente de fome de poder de minorias encaprichadas, assumidamente como democráticas.
6. Contudo, para os mais distraídos, a moderna democracia consiste na delegação do acto de governar e legislar a um grupo de representantes eleitos por períodos limitados, tendo por bandeira a democracia.
7. Tanto o centralismo burocrático tutelado pela burguesia republicana dominante, como a ascensão piramidal do regime político chinês, ambas com variantes norte-coreanas, venezuelanas, iranianas, etc., vigoram como democracias, renegando o cooperativismo.
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